Diário de Campanha: Sangue & Glória – Tormenta RPG (9ª Sessão)

Publicado: 12/04/2012 por Sérgio Magalhães em Tormenta RPG
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Saudações, aventureiros! Após um mega atraso, retorno com mais um diário de campanha relativo à minha mesa de Tormenta RPG, mais especificamente da campanha Sangue & Glória, jogada aos sábados nos encontros semanais do Vila do RPG, na Livraria Feira do Livro. Antes de mais nada, gostaria de dizer que temos jogado com menos intensidade do que eu gostaria pela falta de periodicidade dos jogadores. O povo da mesa tem comparecido pouco aos encontros, e em número bastante reduzido quando vão. Inclusive, nesta sessão o samurai Kazuya foi interpretado por outro jogador, enquanto o anão-monge, Mirligrik, seguiu como “NPC de luxo”. Mas isso não vai impedir que a campanha siga em frente! Sempre que possível tentarei reunir a galera e continuar esta saga, que promete ainda muitas surpresas. Esta sessão rolou no distante dia 17/03. A famigerada falta de tempo me impediu de escrever antes, mas finalmente consegui trazer para vocês este novo relato. Então amigos, confiram a aventura e, se você não sabe do que estamos falando aqui, retorne aos relatos passados e acompanhe esta campanha épica em Arton!

Relato da Sessão

Vencido o desafio contra os orcs, os refugiados de Landor seguem com máxima pressa em direção ao Monte Morgrin, mais precisamente à Fortaleza de Govanon. Existem muitas mulheres e crianças entre os viajantes, o que acaba atrasando o prosseguimento da comitiva. Os poucos guerreiros presentes, incluindo os aventureiros, permanecem alerta a maior parte do tempo, pois o perigo espreita a cada canto sombrio do bosque. Três dias de viagem se passam, sendo a apreensão e o medo, os companheiros mais constantes. A subida da montanha se provou uma dura tarefa, mas foi sendo vencida com afinco, especialmente, pela valentia do líder dos refugiados, Baldo Galdor.

Baeltherion - Líder da Milícia de Govanon. Arte de Dan Ramos

Cansados, famintos e amedrontados, o povo de Landor chega à Govanon, sendo rapidamente recepcionados pelos soldados do forte. Um deles, que parece ser o líder, direciona seus soldados para que auxiliem da melhor forma os recém chegados, guiando-os para um local destinado ao descanso de todos. Neste intervalo os personagens se despedem de Galdor e Allania, que estão inteiramente dedicados a acomodar seus companheiros de viagem. Instantes depois, o grupo já esta andando pelas ruas da famigerada fortaleza. Aos seus olhos, a cidadela é bastante incomum em relação à tudo que já haviam visto antes: começando pelas pessoas, estas, se vestiam com finos trajes de linho branco, prata, e azul escuro; os cabelos negros e bem aparados, estavam presos em longas tranças, ou coques, por finos fios de prata adornados por delicadas pedras preciosas; seu modo elegante e resignado, impediu que uma aglomeração maior se formasse em volta do grupo peculiar de aventureiros que se embrenhava cidade adentro. As construções, com seus adornos milimetricamente retilíneos, formam poderosas construções de três ou mais andares, todas à moda dos anões, com suas colunas e paredes eternamente regulares. Um pouco acima, em uma das ruas que sobe, impecável, em direção ao paredão de rocha que limita a cidadela, os personagens encontram uma taverna. Ao entrar, logo constatam a nítida diferença desta em relação à outro estabelecimentos igualmente nomeados que já visitaram. Aqui, tudo é limpo, claro e ordeiro, mais se assemelhando à corte de um esmerado nobre, ou aos salões de Khalmyr, eternos em sua constância e ordem. Ao canto, uma belíssima jovem de cabelos louros entoa uma arpa dourada enquanto nas imensas mesas de pedra, iluminadas por orbes de luz, humanos conversam de forma comedida enquanto saboreiam seu jantar em pomposos recipientes de prata.

Um simpático halfling se apressa em recebê-los da maneira mais cortês possível, apresentando-se como Limbo Dalfnir, proprietário do recinto, batizado como Égide de Pedra. Rapidamente os consegue uma mesa e todos os pedidos apresentados pelos visitantes. Contrariando os modos dos nativos presentes, os aventureiros começam uma verdadeira balbúrdia, comendo como bárbaros, enquanto Tiberius – o minotauro – insistia em dançar, totalmente fora do ritmo, as canções lentas e ritmadas tocadas pela harpista. Não demorou muito para que o comportamento deles, inapropriado mesmo para os padrões de guerreiros da Aliança Negra (hehehe), chamasse a atenção dos presentes. Um homem, ostentando um ar sábio e compenetrado, se dirige até eles e os questiona sobre suas origens. Após uma conversa estranha, e nada amistosa por parte dos “heróis”, o questionador se apresenta como Gayus Palandur, mago administrador da cidadela. Ele afirma que comportamento deles pode não ser bem aceito pelos moradores de Govanon. No mesmo instante, uma jovem se levanta de uma mesa distante de onde eles estão, e dispara uma magia em direção ao minotauro que insistia em importunar a harpista. Este tomba, no mesmo instante, desmaiado. Diante deste fato, o grupo decide deixar o recinto antes que as coisas piorem, mas é tarde demais! Três soldados bem armados e armadurados chegam à porta e exigem que eles saiam dali imediatamente. Todos saem sem maiores problemas, menos Kazuya que enfrenta os soldados e acaba preso por ordens de Gayus.

Novamente nas ruas de Govanon, eles decidem ir até Mirlik Miril, pai do anão-monge Mirligrik, antes que acabem arrumando mais problemas. Este, pode ser encontrado na cidadela no interior da montanha, onde residem os anões locais. Poucos minutos depois, eles já estão nas ruas curvilíneas da cidadela anã. Um mar de corredores e pontes suspensas se apresentam aos visitantes. Logo após adentrarem nas pavimentadas passagens, o grupo é abordado por um anão. Ao reconhecer o filho de seu senhor, o anão cumprimenta Mirligrik e se voluntaria rapidamente para guia-lo ao seu lar. Ao que parece, seu pai está ansioso por notícias das cidades humanas, invadidas pelo Arauto de Keen. Na poderosa estrutura de pedra que Mirlik Miril, senhor dos anões de Govanon, chama de lar, os personagens são bem recepcionados em um imenso e esmerado salão de mármore. O pai do anão monge questiona os personagens até saber de tudo o que ocorreu até então no caminho deles – e os mesmos não omitem nada. O anão parece ser bastante confiável e honrado.

A conversa se passa rapidamente ao sabor de vinho, hidromel e cerveja. Em pouco tempo todos estão em confortáveis leitos, finalmente descansando em locais agradáveis e seguro. Com o raiar do dia os aventureiros são informados por um servo da casa que foram convocados para uma reunião com a regente da cidade. Com o desjejum tomado, eles rapidamente chegam ao palacete onde se localiza a sede do governo local. Guiados por entre os corredores ornamentados por ricos tapetes com brasões reais humanos, eles chegam ao salão onde já estão alguns dos convidados da dita reunião, dentre eles, rapidamente reconhecem o líder da milícia, da qual o nome ignoram; uma qareen de cabelo rosa e roupas compostas unicamente por tiras de couro que cobrem partes mínimas do corpo; e Mirlik Miril, pai do monge e senhor dos anões. Logo em seguida, Gayus e Marisah Wynallan entram no recinto e proclamam iniciada a reunião…

O majestoso portal de entrada para a cidadela dos anões.

Conclusão

Bem, esta foi uma sessão rápida e sem muitos acontecimentos marcantes, como geralmente ocorrem nos outros relatos. Mas algo muito importante que foi introduzido neste dia: a noção de consequência diante dos atos dos personagens. Os jogadores notaram que não estão acima da lei e dos costumes de determinados locais, e devem respeitar os poderes dos lugares por onde passam. Como disse no início deste relato, pretendo jogar com mais frequência e com sessões mais longas. Isso vai depender dos jogadores, claro, mas vou me esforçar mais pra tentar reunir o povo mais cedo e mais vezes.

Sérgio Magalhães

Narrador de mesas incompletas…

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Comentários
  1. depois de um bom tempo de volta a campanha =)

    Bem terei que ler depois, meio ocupado agora. mas continuem rumo ao infinito e alem!!!

  2. Vinicius disse:

    neste sabado agora vai ter nao??
    estarei la de manha ja
    qro te mostrar algum material
    e barganha uma subida de nivel do minotauro… hauhauha
    o minotauro tava bebado por isso foi sem noção…fora q ele é um selvagem … ahuahuah
    agora esse samuray ta demais alterado pra um ser ordeiro q é

    mto bom a campanha espero q consigamos fazer sessoes mais longas e q o povo chegue cedo … do mto valor a essa excepcional mesa… Sergio esse é o roteirista de mao.. melhor… de cabeça cheia… dou meus parabens…
    abraços

  3. Laf yudenach disse:

    Muito legal sua campanha, atualmente meu grupo ta com 2 personagens cada um e no 5 nivel, devendo um grupo caçar o outro.
    Tudo isso no hospitaleiro reino de yuden.
    Me identifiquei com sua campanha que tem pontos semelhantes ao meu.
    Atualmente o grupo secundario ( o principal, algo que vai surpreender os pjs) esta em uma caverna tentando achar o que sobrou do teseuro de um dragão falecido ha algum tempo e acabaram se perdendo no mesmo.

    1 grupo:
    hobgoblin licantropo barbaro 3
    humano clerigo de thyatis 5
    elfo ladino 5

    2 grupo – o principal
    meio-orc barbaro 5
    quareen feiticeiro 5
    elfo arqueiro 5

    OBS: 1 grupo é mal.

    • Vinicius disse:

      Laf vc ta fazendo tipo um jogos vorazes… hauahuha
      q na verdade é uma copia daquele filme japones e manga antigo Batalha Real (BR)
      mto boa a ideia … é ate uma forma de unir um grupo ne… escolher os melhores no final de torneio de grupos.. pode ate ter grupo de npc… ou um campanha curta de boa diversão mesmo…

      Se nao assistiu ou viu o original japones assista.. vai ver q é bem melhor e bem mais elaborado… bom pelo menos eu axo… mas a historia é diferente o q é igual é a ideia de futuro alternativo.. competição onde tdos se matam etc e etc…

      abraços

  4. Laf yudenach disse:

    Bem pra dizer a verdade nunca ouvi falar não, vou procurar na net.
    Bem a ideia em si veio na opinião de alguns amigos meus ( mestres tambem) em criar uma campanha sem ligação com eventos determinados pelo mestre, ela rolaria em torno das ações dos dois grupos, uma caçada pela verdade e poder em um vilarejo localizado em um reino nada hospitaleiro para forasteiros e não humanos.
    Em si a campanha teve uma forte fonte de inspiração em um relato sobre a 2 guerra mundial onde um pequeno grupo nazista fugia de uma caçada desenfreada de um grupo de soldados americanos onde ambos tiveram seu verdadeiro embate em um vale.

    Lembrando que o nome da primeira parte da campanha se chama : vale da caçada.

  5. will disse:

    e a campanha, cade ! kkk…end game ?
    vamos lá, tava ficando maneiroooo !

  6. Cara a campanha segue, mas não tive tempo de fazer novo reporte, hehe Mas vou agilizar isso esta semana.

    Abraço

  7. will disse:

    ah sim, ficarei no aguardo, boa sorte na campanha man !
    abraço !

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