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The Thing: Adaptação para GURPS

Publicado: 15/03/2012 por Imiril em GURPS
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Quando eu era adolescente, era do tipo que ficava acordado até tarde pra assistir Cine Priv, digo, Corujão. Alguns dos melhores filmes que já vi na vida foram assistidos por ali, principalmente os de terror. Dentre esses, três em especial realmente me fizeram perder o sono e ter maravilhosos pesadelos: Cemitério Maldito (tive pesadelos durante dias com aquele gato desgraçado); Força Sinistra (duvido que algum dos nerds aí se lembre desse clássico mega cult, sem recorrer ao Google); e, por fim, O Enigma do Outro Mundo. E é exatamente sobre este último que vamos falar agora.

Os anos 80 foram uma mina de ouro para grandes clássicos cult. Filmes que na época foram jogados na sarjeta pela sempre tão atuante “crítica especializada” mais tarde foram considerados “à frente do seu tempo”, “prelúdio de um gênero qualquer”, “cult” e todo tipo de conversa pra não admitir que os críticos “especialistas” muitas vezes estão mais preocupados com as picuinhas de bastidores do que com o filme em si… Fazer o quê, né? Isso não mudou muito. Mas eu gosto de “filme ruim” desde aquela época. E se tem um filme de terror que eu nunca esqueci foi O Enigma do Outro Mundo, (The Thing, no original).

Lançado em 1982, dirigido por Jonh Carpenter e estrelado pelo Kurt Russel, que na época tinha feito o surpreendente Fuga de Nova York (1981) e mais tarde faria o icônico Os Aventureiros do Bairro Proibido (1986). The Thing é inspirado num filme de 1951, O Monstro no Ártico, uma adaptação do espetacular conto Who Goes There? de Jonh W. Campbell. Na época, o filme foi mal recebido e Jonh Carpenter pesadamente criticado por conta do uso “exagerado” de efeitos especiais – dá pra acreditar nisso?! Porém, anos mais tarde (que novidade…) o filme alcançou o status cult e foi extensivamente elogiado, principalmente pelo trato dado aos relacionamentos humanos, ganhando além de jogos para computador e PS2, HQ e uma espécie de remake.

Bom, chamar o novo filme de “remake” não é muito apropriado. Na realidade, trata-se de um prequel para o filme de 82. Nessa nova filmagem vemos o que aconteceu na base norueguesa durante a descoberta da Coisa e como tudo descambou para o cenário visto no filme anterior. Como não podia deixar de ser, a crítica caiu matando em cima do The Thing – 2011. Dirigido por Matthijs van Heijningen Jr. (eu confesso: não tinha jeito de digitar o nome desse cara sem copiar de algum site, não sei nem pronunciá-lo) e protagonizado pela belíssima Mary Elizabeth Winstead, veterana em filmes de terror (pena que o filme é no gelo e ela só aparece com muita roupa…), mas já é um avanço em relação ao predecessor que não tinha nem uma mulher, nem mesmo na equipe de produção.

Com meu gosto duvidoso para filmes, é claro que gostei desse. Principalmente porque o diretor teve a clara intenção de conceder um tributo ao Enigma do Outro Mundo. Ele não quis reinventar a história, ampliá-la ou melhorá-la de qualquer forma, quis apenas complementar. Esse fato é quase que esquecido pela maioria que viu o filme e, principalmente, para quem não assistiu ou não lembra do filme de 82, The Thing perde metade do seu sentido e “beleza”. Lembro que quando assisti ao filme antigo muitas perguntas e curiosidades ficaram martelando na minha cabeça por anos a fio: como seria o monstro que o MacReady levou para a base? Quem era aquele cara morto com a navalha na mão e porque teria se matado? Como era a criatura que estava no bloco de gelo? E o cachorro… qual a origem daquele maldito cachorro?! Ora, o senhor Matt-sei-lá-o-quê preocupou-se em responder todas essas questões e ainda outras. Se deu certo ou não, é melhor você assistir e julgar por si mesmo. Talvez essa foi a decisão mais ousada do diretor, pois se por um lado o filme deixa intacta a obra de Carpenter, por outro lado não acrescenta nada de novo ao cenário e isso frustra um pouco o espectador. Mas, cá pra nós, o lance de terminar o filme exatamente onde o outro começa, particularmente achei formidável (mas a crítica especializada detestou…). Vários sites e blogs de filmes do gênero deram excelentes notas para The Thing – 2011 e todo mundo que assistiu, de forma unânime, elogiou a qualidade espetacular dos efeitos visuais do filme, sobretudo a Coisa em si. Mas, pra provocar expectativa e terror, nem sequer foram liberadas fotos das criaturas. Procura aí no Google, mas você não vai achar nada. O jeito é assistir pra conferir o visual aterrorizante do monstro.

Bom, duvido que um RPGista que se preze assista esse filme e não pense em adaptar a Coisa para suas aventuras. Por isso, eis aqui o Vila do RPG, mais uma vez dando uma de macaco gordo e quebrando o galho dos amantes do nosso hobby. Colocamos a mão na massa pra facilitar a sua vida e trazemos pra você A Coisa. O Sistema usado foi o GURPS, mas com a informação abaixo é fácil adaptar para M&M ou Daemon.

O QUE É A COISA?

1. CENÁRIO

De cara há três cenários possíveis para uma aventura envolvendo A Coisa.

Horror: Esse é o mesmo cenário dos filmes. Aqui os jogadores interpretam grupos de cientistas na Antártica que de alguma forma têm envolvimento com a criatura no gelo. Personagens podem ser criados dentro do padrão 150ptos. E provavelmente terão pouco ou nenhum conhecimento sobre combate. Embora seja possível formar um time de combatentes pra lutar contra a criatura, a exemplo do que acontece do jogo desenvolvido para PC e PS2. Esse gênero cai bem para GURPS e essa adaptação foi feita tendo ele em vista.  Os filmes deixam vários ganchos para esse tipo de cenário:

  • Os jogadores podem ser um grupo de resgate que vai à base americana e encontram tudo destruído. Nessa hipótese MacReady pode ter morrido de frio ou por outro motivo qualquer ou estar vivo e ajudar os personagens de alguma forma.
  • A doutora Kate Lloyd chega à outra base (pode até ser a base brasileira). E os jogadores têm de investigar as loucuras das quais ela fala.
  • Um grupo de mercenários ou agentes secretos é enviado para localizar e investigar o desaparecimento do Dr. Sander Halvorson.
  • Existe um HQ prequel, muito bom de verdade, escrito pelo Steve Niles e desenhado pelo Patric Reynolds que traz uma aventura envolvendo A Coisa no tempo dos vikings. Excelente material de campanha e, por incrível que pareça, publicado gratuitamente pela Dark Horse. Clique AQUI pra ler esse prequel (em inglês). Aliás, vale comentar que tem muitos outros títulos espetaculares e gratuitos no site da Dark Horse, só pra citar: Dungeon Siege e Baltimore, este último do grande Mike Mignola.

Apocalipse: Nesse cenário, podemos dizer de forma clara que “deu merda mah!” e A Coisa chegou à civilização. Remetendo aos gêneros clássicos de apocalipse zumbi/alien nesse cenário os personagens são pessoas comuns no meio de um mundo devastado pela Coisa (dá até pra imaginar o sistema do Terra Devastada em ação). No filme de 82, o Dr. Blair, auxiliado pelo computador da base, calcula que se A Coisa chegasse à civilização ela dizimaria o mundo em 27.000 horas, pouquinho mais de 03 anos. Tive oportunidade de narrar nesse cenário e foi bastante divertido. O desespero dos primeiros dias de infestação, passando pela paranóia dentro dos grupos de resistência e alto escalões do governo até os últimos dias de vida na Terra onde apenas personagens do naipe de “Mad” Max, Robert Neville, Eli e Tallahasse conseguiriam sobreviver mais de 24 horas.

Arquivos X: Nessa hipótese a criatura também conseguiu alcançar a civilização. Porém seus planos são mais elaborados que “matar, pilhar e destruir” a raça humana. Há, nessa hipótese, algo sinistro e oculto que se esconde por trás da aparente ferocidade irracional da criatura. Aqui os jogadores seriam agentes ou pessoas comuns que dão de cara com A Coisa, ou a caçam em diferentes locais do globo. Essa criatura estaria infiltrada em altos escalões do governo e aos poucos estaria lançando seus perigosos tentáculos através de uma imensa rede de influência e poder nos bastidores no cenário político mundial, num processo de conquista lento, porém sistemático e profundo. Esse tipo de jogo pode remontar ao saudoso (pelo menos pra mim) Inimigo Natural e a filmes tipo Species. Para esse gênero passou pela minha cabeça usar o GUMSHOE do Rastro de Cthullu…

2. A COISA (754ptos)

O pouco que se sabe sobre A Coisa será descrito nas linhas abaixo. Talvez não sejam informações adequadas para jogadores, ou se for o Mestre, talvez você queira alterar uma séria das coisas descritas aqui.

É certo dizer que A Coisa é alienígena. A nave espacial encontrada no gelo em 1982 deixa isso muito claro, infelizmente a nave foi destruída e qualquer informação sobre a tecnologia ou origem específica da criatura foi perdida com ela. Porque exatamente ela veio à Terra nós não podemos dizer. O mais provável é que tenha sofrido dano em sua nave e tenha feito um pouso forçado aqui na esperança de conseguir efetuar os reparos, mas que numa tentativa de deixar a nave acabou presa no gelo. Nessa hipótese fica evidente que com a destruição do seu transporte ela tenha ficado presa aqui definitivamente. E tenha resolvido fazer da Terra seu novo lar.

De qualquer forma sabemos que a Coisa é inteligente e sagaz (IQ 15 [100pt]). Muito capaz de Dissimular (NH 17 [8ptos]), Persuadir (NH 15 [4ptos]), Cativar (NH 15 [4ptos]), Sugerir (NH 15 [4ptos]) e Despertar Emoções (NH 15 [4ptos]). Até onde puder vai manter-se oculta, atacando apenas quando essa for a única opção ou quando não houver o risco de ser capturada.

Acredita-se que a forma natural da criatura ainda não tenha sido vista. E muitos cientistas acreditam que ela nem mesmo tenha uma forma física real, sendo mais um tipo de vírus ou entidade microscópica com algum tipo de consciência coletiva. O fato de até agora ter sido impossível efetivamente matá-la, pois cada gota de sangue espirrado por ela pode dar origem a outra Coisa, corrobora com esse pensamento (Tolerância a Ferimentos: Difuso [100ptos]).

As duas habilidades mais impressionantes dessa entidade são, em primeiro lugar, sua capacidade de assumir a forma de qualquer ser vivo que tenha digerido, seja humano ou animal (Metamorfose: Morfismo [100ptos], Acesso: precisa matar e digerir a vítima [-0%]). Em segundo lugar, sua capacidade de duplicar-se em vários indivíduos (Duplicação 5 [175ptos] ou mais, de acordo com o Mestre), cada um deles totalmente independente entre si, criaturas totalmente funcionais (Ampliação Ferimento Único +20% [+35ptos]).

Quando duplica um indivíduo a Coisa procura aproveitar ao máximo a vantagem estratégica dessa ação. Tanto quanto possível vai manter-se oculta, aos poucos tentando assimilar e assumir o lugar de outros integrantes do grupo. Todavia, se for descoberta, irá manifestar-se numa forma Horrenda (-24ptos) capaz de provocar verdadeiras ondas de pânico e medo em quem a vir (Terror [30ptos]). Em sua forma brutal a Coisa não é muito mais forte ou rápida que um ser humano médio (ST 13 [30ptos]; DX 12 [40ptos]) ou fisiologicamente mais resistente (HT 12 [20ptos]), no entanto, ela é capaz de resistir a incríveis punições físicas, seja por conta de sua constituição amorfa (veja acima Tolerância a Ferimentos: Difuso) ou a sua biologia alienígena (Pontos de Vida Extra x20 [40ptos]). De qualquer modo o fogo é a melhor arma contra a criatura, pois consegue agir bem contra sua estrutura difusa, além de ser particularmente mortal contra ela (Vulnerabilidade x2: Comum[-30ptos]). Em combate a Coisa irá atacar (Ataque Inato NH 15 [8ptos]) com suas Garras (Pontudas [8ptos]), Dentes (Afiados GdP-1 [2ptos]) e Tentáculos (Golpeador Perfurante: Comprido +100% [16ptos]), além de ser capaz de projetar vários Membros Extras (Braços Adicionais x4: Compridos +100% [80ptos].

Um recurso maneiro é deixar um dos jogadores SER o alien, pelo menos até os outros descobrirem quem ele é e ele ter que virar bicho. Sabe o clima daquelas partidas maneiras dos boardgames Werewolves ou Máfia? Pois então, sacou? Fica muito divertido! Bom, por hoje é isso! Boa caçada guerreiros.

Imiril Pegrande

Fã declarado de “filmes ruins”!

Saudações, meus companheiros. Um dia desses andei conversando muito com o camarada Elisandro Vianna, autor do blog 365 Dias de Horror (fortemente recomendado a quem curte o gênero). Conversa vai, conversa vem, falamos sobre Clive Barker e sua obra. Até então, eu, que não sou muito fã de filmes ou livros de horror, nem sabia que Hellraiser era uma criação do Sr. Barker. Mas fui levado pela curiosidade e animação da conversa a acompanhar esse personagem icônico do horror que até então eu conhecia apenas a partir do trabalho de Marcelo Del Debbio e da saudosa revista Dragão Brasil (com a matéria Metrópolis, que adaptou o universo de Hellraiser para Trevas) e de um filme que assisti há quase duas décadas e nem lembrava mais como era… E qual não foi minha surpresa ao assistir novamente, depois de tantos anos, o filme Hellraiser: Renascido do Inferno. Acabou que eu devorei os outros filmes numa verdadeira ansiedade de conhecer melhor o cenário e os seus personagens. Fiquei tão entusiasmado e satisfeito que eis o resultado: uma adaptação para o RPG.

Esta é uma adaptação não-oficial dos filmes da franquia Hellraiser para jogos de RPG e que utiliza o sistema GUMSHOE. Esse sistema, criado por Robin D. Laws especificamente para jogos de investigação e licenciado no Brasil pela Retropunk Publicações é o mesmo utilizado no livro Rastro de Cthulhu, da Pelgrane Press e também licenciado pela Retropunk. Essa mecânica simples prioriza jogos narrativos de horror e investigação e sou bem sincero em dizer que muito pouca coisa (talvez nada) no mercado nacional emule melhor o estilo de campanha que se espera em uma aventura de Hellraiser.

O temido e introspectivo Pinhead.

Outras opções seriam os sistemas GURPS, Daemon ou Storytelling (este último fortemente indicado). Mas preferi o GUMSHOE por que o foco narrativo é precisamente aquele que vemos nos filmes da série Hellraiser e que é retratado nos contos de Barker. Afinal, bem poderíamos chamar esse treco de “Mythos de Pinhead”.

Bom, mas antes de baixar a adaptação que tal conhecer um pouco mais sobre Hellraiser e sobre o gênio por trás desse tremendo cenário?

Clive Barker é inglês e não há no mundo um fã de horror, seja qual for o tipo, que não conheça o nome desse mestre da arte de provocar medo. Atualmente ele vive em Los Angeles com seu marido (isso mesmo você não leu errado: marido) e é um produtor incansável de contos, games, livros, filmes e o que mais você puder imaginar. A orientação sexual de Baker sempre esteve presente em seus trabalhos e isso nunca atrapalhou de forma alguma a maestria das obras dele – é isso aí, bota a porcaria do preconceito no lixo seu energúmeno.

Os dois primeiros filmes da série Hellraiser foram totalmente inspirados no conto chamado The Hellbound Heart (nunca lançado aqui, mas fácil de catar na net, em inglês claro) e nesses, Clive atuou ativamente. Nos demais ele deu suas dicas e orientações sobre o cenário e outros detalhes de produção, com exceção do último filme, Revelations, ao qual ele deu críticas bastante duras e fez questão de declarar que não tinha nenhuma influência sua.

Há vários livros de Barker publicados aqui no Brasil, sendo o mais famoso os Livros de Sangue, que reúnem diversos contos do autor. Além de escritor e diretor, Clive também pinta. Tem umas belas ilustrações dele no site oficial, além de citações e comentários diversos.

Em se tratando de Hellraiser, Barker desenvolveu, além dos filmes e contos, uma excelente série em quadrinhos que explora largamente o universo de Pinhead e companhia e são um espetáculo, tanto no quesito argumento e enredo, quanto desenho e arte-final. Vale muito a pena dar uma conferida.

Hellraiser, hoje, faz parte do imaginário popular tanto quanto Aliens e Predador, ou outros monstrengos do cinema, tipo Freddy e Jason. Porém, muito mais denso e profundo, os filmes de Hellraiser abordam um horror muito mais primitivo e encarnado. Suscitando muito do que foi ensinado pelo espetacular Lovecraft e também usado pelo grande Stephen King em suas obras, o que torna a obra ímpar dentro do gênero e a fez angariar uma legião tão grande de fãs ao redor do mundo, que lhe rendeu o status de cult.

Maravilhoso poster do primeiro filme da franquia.

Os filmes Hellraiser, Hellbound, Hell on Earth e Bloodline (os quatro primeiros da série) são lineares e complementam um ao outro, contando uma história com princípio, meio e fim. Os demais filmes da franquia: Inferno, Hellseeker, Deader, Hellworld e Revelations, contam histórias isoladas (embora alguns personagens sejam recorrentes). Particulamente – mas devo lembrar que não sou nenhum especilista – prefiro os filmes I e II (diretamente inspirados na obra de Barker), além de Hellseeker e Deader, que pra mim são excepcionais e estão na minha lista de melhores filmes que assisti na vida, com uma estrelinha a mais para Hellseeker, que pra mim é verdadeiramente perturbador e instigante e pode ser assistido isoladamente dos outros sem problema algum de compreensão. Também sou obrigado a concordar com Clive ao dizer que o último filme está muito aquém daquilo que se esperava para Hellraiser, principalmente pelo novo ator escolhido para o papel de Pinhead, que não é nem uma pálida sombra de Doug Bradley, que tão bem encarnou o Cenobita nos outros oito filmes da franquia.

Em si, Hellraiser conta a história do item arcano conhecido por Configuração do Lamento. Um tipo de quebra-cabeça que promete prazeres sem medida àqueles que o desvendarem. Na realidade, a enigmática Caixa é uma chave para outra dimensão chamada de Inferno ou Labirinto, habitada por uma raça de criaturas aparentemente humanas mas terrivelmente desfiguradas. Auto proclamados Cenobitas, esses seres extraplanares (anjos para alguns, demônios para outros) conduzem aqueles que ousam invocá-los para seu reino de dor e prazer. No decorrer dos filmes vemos em detalhes as origens e segredos tanto da Caixa quanto dos seres que ela invoca e somos levados a percorrer os corredores de dor e agonia explorados por aqueles que resolvem se envolver com essas criaturas misteriosas e terríveis.

Bom, meus camaradas, é isso! Aproveite agora para baixar uma adaptação para aquele que é um dos mais icônicos cenários do horror clicando em Hellraiser – GUMSHOE.

Imiril Pegrande

Parafraseando o gênio Clive Barker: “I am a man, and men are animals who tell stories.”

Saudações, meus camaradas! No último dia 10, o Vila do RPG teve a honra de celebrar o aniversário de 20 anos do Tagmar. Nas linhas abaixo você pode conferir um pouco do que rolou nas mesas e dar uma sacada nas fotos do evento aqui em Fortaleza.

Às 10h já havia um número incomum de jogadores no nosso santuário, a Livraria Feira do Livro, afinal é difícil arrancar a galera da cama sábado pela manhã. Logo as mesas foram montadas e os jogos começaram após uns minutos de conversa fora.

Pela manhã, minha mesa e a do mestre Rodrigo lotaram! Ambos narramos a aventura oficial do evento: O Templo de Todos os Deuses. Essa aventura, criada para servir de introdução ao cenário de Tagmar, foi exclusiva para a comemoração dos 20 anos do jogo e nem sequer foi disponibilizada ainda no site do Projeto. Todos os que narraram ou jogaram são convidados pela equipe do Tagmar para dar suas impressões sobre o cenário e a aventura pra que em breve ela possa ser disponibilizada para download.

Minha mesa, composta de jogadores veteranos e sagazes, deu um show de interpretação e carisma. Foi muito divertido! Infelizmente não conseguimos concluir a aventura; ou felizmente, pois isso nos dará a chance de nos reunirmos mais vezes. Chegamos até o enfrentamento com o grupo de orcos batedores na estrada da montanha, mas, movidos pela fome e por compromissos pessoais, paramos às 14h e decidimos dar seguimento num próximo sábado.

No período da tarde o Rodrigo continuou com sua mesa que acabou abraçando como jogadores os outros dois mestres (Dmitri e Sérgio), que, por falta de tempo (afinal já era mais de 15h) e mais jogadores disponíveis, acabaram não abrindo suas mesas. O local teve espaço para os sempre presentes boardgames e para outras mesas já tradicionais na Feira do Livro, como as Tormenta RPG.

Show à parte foi a generosa distribuição de brindes Tagmar. Vários livros e kits de iniciante foram sorteados entre os participantes com muita empolgação e ansiedade por parte de quem participava no sorteio – na minha mesa só um jogador não foi contemplado! O balanço geral do evento foi muito positivo. Vários jogadores e mestres que não conheciam o cenário ou o sistema de Tagmar tiveram essa oportunidade e todos gostaram muito. Foi uma grande vitória para o Vila do RPG e para o Projeto Tagmar 2 aqui em Fortaleza. Fica aqui o convite para outros eventos e se você curtiu o Tagmar, não deixe de aparecer de vez em quando para jogar com a gente!

Agora, fiquem aí com as fotos do evento:

Imiril Pegrande

À espera do próximo evento…