RPG e Miniaturas

E aí galera, tudo beleza? Eu sou Sérgio Magalhães e esse é meu primeiro post aqui no blog. Decidi escrever sobre algo que venho já há algum tempo lendo e jogando: Jogos de Miniaturas.

 

RPG e MINIATURAS

Elas voltaram com tudo! Os jogos de miniaturas retornaram com força total no inicio do século XXI! Dungeons & Dragons, Star Wars, Mage Knight, O Senhor dos Anéis, dentre vários outros, resgataram a antiga febre por wargames que sempre imperou entre os jogadores de RPG.

Antes de falar mais sobre os novos lançamentos e como anda a relação entre estes dois jogos no Brasil, vale a pena falar um pouco sobre como surgiu esta parceria tão antiga. Os wargames, sucesso nos Estados Unidos nas décadas de 70 e 80, consistiam em um jogo de tabuleiro que utilizava miniaturas (geralmente metálicas) organizadas em exércitos batalhando em cenários prontos, ou montados, pelos praticantes. Este jogo de estratégia embora muito divertido era, de certa forma restrito. Não havia possibilidade de variação. Foi deste jogo que surgiu o primeiro e mais famoso RPG: Dungeons e Dragons, criado pelos saudosos Gary Gygax e Dave Anerson. Em uma partida de wargame com temática medieval, um dos participantes decidiu invadir o castelo inimigo pelos túneis subterrâneos, usando apenas uma miniatura, ao invés da tradicional invasão em massa com imensos exércitos; e foi para narrar a saga deste herói solitário que um dos jogadores se tornou o primeiro mestre de RPG.

Após este fato inusitado o RPG se desenvolveu durante certo tempo mantendo uma relação intima com os jogos de tabuleiro, e em conseqüência com as miniaturas. Nos primeiros anos, os jogos de interpretação eram quase que obrigatoriamente acompanhados pelas famigeradas pecinhas de metal, ou plástico, para simbolizar os heróis. Isso só mudou quando o Mundo das Trevas surgiu. Valorizando bem mais a interpretação que os confrontos, o jogo de Vampiros e Lobisomens da editora White Wolf aboliu as já desgastadas miniaturas, principalmente em países como o Brasil onde os wargames não chegaram a ser um enorme sucesso como nas terras no Tio Sam!

 

NO BRASIL

Embora um enorme sucesso nos EUA, os wargames não pegaram em nossas terras. Poucos jogos chegaram até nós, sendo Battletech um dos mais famosos. Ao contrário, o RPG se espalhou rapidamente. Os jogadores faziam de tudo para adquirir seus jogos preferidos e acompanhar as novidades dos jogos. Nos primórdios quase não haviam livros básicos, era necessário ler em inglês e através de xerox para jogar. O que já não era tão popular foi quase totalmente extinto quando Vampiro: a Máscara dominou nosso mercado de jogos de interpretação.

Ao longo dos anos 90 poucas e fracassadas tentativas de resgatar os wargames em nossas terras foram feitas. Hero Quest, Classic Dungeon, Dragon Quest, não obtiveram êxito. Na verdade, por aqui, a temática medieval havia estagnado. O Mundo das Trevas reinou soberano por uma década ser sem importunado. Um dos últimos suspiros do antigo AD&D (Advanced Dungeons & Dragons) em nosso país, First Quest, até tentou recuperar a pratica de usar minis em conjunto com os jogos: o quite básico vinha com miniaturas plásticas, casa uma representando um herói (mago, guerreiro, clérigo, etc). Fracasso total!! O jogo continuava em declínio e relação entre miniaturas e RPG cada vez mais distante, até que…

 

A ASCENSÃO (Não, não tem nada a ver com Magos)

De repente uma brilhante manobra empresarial fez uma reviravolta no mercado do RPG: surgiu o novo D&D, com novo visual, grande suporte por parte da nova empresa responsável e sucesso de vendas; e a Licença Aberta para o sistema D20. Aliado ao mega sucesso da trilogia O Senhor dos Anéis, a temática Fantasia Medieval sobrepujou qualquer outra ambientação em nosso país. Acompanhando esta febre, diversas empresas apostaram em uma “volta as origens”. Novamente as miniaturas seriam associadas aos jogos de interpretação. Mais acessíveis aos compradores e bem mais trabalhadas, as miniaturas voltaram avassaladoras ao mercado. Dungeons & Dragons Miniatures, trazia em suas séries personificações de heróis famosos em seus mundos de campanha. Uma horda de wargames estourou de uma hora para outra: Star Wars, Iron Kingdoms, Warcraft, Mage Knight, Hero Clix, dentre vários outros. As empresas fabricantes já trazem em seu material de divulgação a possibilidade de utilização das miniaturas em suas linhas de RPG, principalmente em D&D e Star Wars.

 

Sem dúvida o Brasil nunca passou por um período tão intenso em relação aos wargames e sua relação com os jogos de interpretação. Até mesmo jogos mais simples vêm sendo lançados, como o RPG Quest e o Heróis de Papel, que trazem cenários e personagens de papel para jogos de tabuleiro, mas que podem ser aproveitadas em aventuras de RPG. Já é uma realidade que os principais cenários possuem suas miniaturas disponíveis, coisa jamais vista em termos de Brasil.

 

A maior comprovação da volta desta relação RPG e miniaturas e o lançamento da nova linha de miniaturas de D&D, que são utilizadas exclusivamente para ambientação em suas aventuras. Assim como em Star Wars Miniaturas, que em seu próprio livro de regras, incentiva a utilização em conjunto com a linha Star Wars RPG.

 

VILA DO WARGAME… OPS… DO RPG

As miniaturas chegaram com tudo também em Fortaleza. Podemos constatar isso com a venda delas em lojas especializadas em nossa cidade e quantidade cada vez maior de jogadores. Resolvi escrever sobre isso não só pelo evidente crescimento desta relação, na verdade uma “volta as origens” mesmo. Mas porque parece que realmente o mercado de jogos de interpretação esta caminhando para que isso se torne uma regra básica (como podemos comprovar com o D&D 4ª Ed.).

 

Embora eu já tenha jogado wargame ha décadas atrás (quase que literalmente!) com o saudoso Battletech e tenha também utilizado miniaturas de papel para ambientar os personagens em jogos de AD&D (sim, eu tive o First Quest, que saudade daquele CD!) nunca havia parado para pensar como esta relação estava em crescimento e como os wargames estavam crescendo no Brasil, um país que nunca teve uma grande atratividade por este tipo de jogo. Até mesmo o tradicional WAR parece ter se rendido à febre das minis, basta verificar em seu ótimo WAR Império Romano.

 

Após começar a jogar Star Wars Miniatures, conheci diversas pessoas em Fortaleza que também tinham miniaturas, deste e de outros jogos, e não tinham oportunidade de jogar. Um companheiro de RPG de longa data (salve Helton!) resolveu organizar torneios aqui na nossa cidade. Cara, comentando em fóruns especializados em jogos de miniaturas, pessoas do Brasil inteiro se espantaram com a quantidade de jogadores em nossa cidade e com a intensidade de torneios realizados. Começamos com um modesto torneio com 6 participantes; chegamos a organizar um com 12 participantes e mais alguns presentes que também jogavam mas estavam somente presentes apoiando! Parece pouco, mas conseguimos reunir mais jogadores que grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Brasília, inclusive incentivando jogadores de outras cidades a realizar torneios e jogos com mais freqüência!

 

Passamos a incentivar novos jogadores e fazer maquetes e criar novas regras para os jogos. Porém, nos rendemos também a “velha” relação RPG e wargame. Que digam as campanhas da galera aqui do grupo Vila RPG que andam rolando de Star Wars e Iron Kingdoms!

 

Sérgio Magalhães “Darth Draak”

Esse post foi escrito ao som de Rhapsody – The Village of Dwarves

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5 comentários sobre “RPG e Miniaturas

  1. Miniaturas sempre será um alternativa para tornar o jogo mas divertido, sabendo aproveita-las é sério, o único problema delas é o fato de serem viciantes, um vicio que consome grandes quantias do meu dinheiro ;]

    curti o blog, e só uma dúvida, vocês moram aqui pelo vila união, grande montese?

    tenho um grupo que se encontra semanalmente aqui no meu prédio no Montese, próximo a expedicionários, e caso vocês fossem daqui tenho uma ideia legal pra incentivar o RPG para os mais novatos, tenho um grupo de equiem apenas com jogadores novato, menos de 1 ano de RPG, relato os acontecimentos da sessão no BLOG a seguir.

    http://newharlley.wordpress.com/

    AGUARDO CONTATO E PARABÉNS PELA INICIATIVA!

    1. Valeu pelo coment, Vitor Hugo.

      Sim, moramos todos no Vila União e no Montese. Cara, podemos marcar uma reunião com os 2 grupos, né? Para trocarmos idéias e marcar algum jogo.

      Tenho certeza que os 2 grupos só terão a ganhar. Tanto os mais experientes quanto os iniciantes!

  2. Poxa, com certeza Vitor. Vamos agilizar um encontro entre os grupos sim! É semrpe bom conhecer a galera da área que joga também.

  3. Olá. povo! Eu sou amarradão no Hero Quest. Alguém sabe como posso conseguir essas mniaturas da versão original. Possuo a versão brasileira com aquelas terríveis miniaturas de papelão. Eu e meu filo de 11 anos jogamos muito, mas com as miniaturas de verdade, ficaria até mais divertido. Abraço e parabéns pelo trabalho.

    1. Olá, Marcos! Primeiro, seja bem vindo ao Vila do RPG. Segundo, muito obrigado pela força.
      Bem, tenho certeza que você deve obter informações melhores sobre Hero Quest e outros jogos de tabuleiro com nossos parceiros do JogaFortal. Os caras além de possuir uma porrada de jogos (novos e antigos, nacionais e importados), sabem onde encontrá-los e negociá-los. Indico que você visite a página deles na internet (www.jogafortal.com.br) e demonstre seu interesse, ok? Boa sorte!

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