O Vale dos Mortos: Primeira Sessão (28/08/2010)

Demorou mas chegou!!! Resumo da primeira sessão da aventura O Vale dos Mortos, que estou mestrando aos sábados na Livraria Feria do Livro, no bairro do Montese. Este relato é equivalente ao jogo do dia 28/08.

Antes de iniciar o relato da aventura em si, gostaria de fazer os devidos agradecimentos e comentários. Primeiro agradecer muito aos donos da Feria do Livro (valeu Zimmer e Mileide) pela imensa hospitalidade, gentileza e inacreditável apoio destinado ao grupo. Muito obrigado novamente por tudo! Em segundo, e não menos importante, a presença de todos: galera do Vila do RPG (Dmitri, Marzeu, Emanuel e Júnior “Toy”), aos companheiros que andavam meio distantes das mesas (Helton), pessoal de outros grupos (Marcos, Sami e Edigle) ao Cassiano (organizador do Dia D RPG). Valeu mesmo a presença de todos!

Falando do jogo em si, começamos fazendo as fichas de personagem, fato que acabou demorando beeeem mais do que eu esperava… Acontece que embora estejamos jogando Arkanun, gosto de utilizar seus suplementos (Vampiros Mitológicos, Anjos – A Cidade de Prata, Demônios – A Divina Comédia, Templários e Inquisição) para dar mais “cor” ao cenário. Outra coisa que preso bastante é o background do personagem. Através dele faço o PJ se envolver na trama, e como eram muitos jogadores na mesa (7 pessoas) foi muito demorado ouvir a história de cada um e fazer com que a ficha ficasse coerente com o enredo de cada um. Porém, uma demora que trará muitos benefícios para as futuras aventuras (podem acreditar). Acabadas as fichas (ufa, finalmente), partimos para o jogo em si…

O Vale dos Mortos – Primeira Sessão

Norte da França, 1350. Em um vilarejo simplório, próximo a região de Angelique, os personagens se unem a uma caravana de comerciantes que pretende seguir em direção à vila principal da região vizinha. Angelique é conhecida por ter sido o lar de um antigo lorde que se entregou a uma possessão demoníaca e que teria declarado guerra aberta contra a Igreja Católica Francesa. Mesmo após duas décadas do fim dos conflitos, o local é temido e cercado de lendas envolvendo demônios e espíritos maléficos.

O grupo de aventureiros é bastante peculiar: Jacques Lemain (Helton), caçador de relíquias mágicas; Ahmed Ibn Sayd (Marzeu), sarraceno pertencente à ordem dos Assassinos; Uthgar (Sami), guerreiro-mago dinamarquês, filho de um humano e uma valquíria; Bórr (Emanuel), bárbaro nórdico, filho de um importante guerreiro tribal; Therus Riedel (Marcos), mago nascido de um ritual entre bruxas e um anjo; Zus (Edigle), guerreiro Gladius Dei à serviço da Igreja francesa; e Henry Le Goff (Dmitri), cavaleiro errante membro da Ordem dos Escolhidos de Baphomet. A caravana é composta por cerca de 10 carroças de modestos comerciantes.

Durante a manhã o grupo parte sob um céu cinzento. O primeiro dia da jornada transcorre sem maiores problemas. Embora o frio incomode bastante, a marcha segue sem transtornos. Ao final do segundo dia da jornada, os comerciantes param embaixo de grandes árvores a fim de evitar a chuva que começa a ganhar mais consistência. Rapidamente um pequeno acampamento é feito em volta de uma fogueira. Os personagens notam, enfim, a presença de dois guerreiros: uma mulher loira e jovem, e, ao seu lado, um homem um pouco mais velho. Trajam armaduras simples (loriga de escamas) e vigiam o séquito. Os comerciantes temem as lendas locais. Eles demonstram cada vez mais temor à medida que se aproximam da vila de Angelique. A guerreira entra em uma pequena discussão com os personagens. Ela insiste que as lendas não têm fundamento e pede que os viajantes se acalmem, pois não existe nada para ser temido. Alguns momentos depois, Ahmed ouve algo vindo de dentro do bosque e avisa os aventureiros próximos. Zus rapidamente tenta perceber o que é e saca suas duas espadas! Henry e Uthgar caminham em direção às árvores para investigar o bosque. Bórr prepara seu machado, enquanto Jacques e Therus procuram proteção junto à fogueira. Os mercadores se apavoram, as lendas e agouros sobre o local são logo evocados. A guerreira loira tenta conter os ânimos, afirmando que deve se tratar de algum animal, porém todos os PJ´s se concentram em descobrir o que esta se movendo nas sombras. Uma espessa neblina cai dos céus, dificultando a visibilidade.

Momentos de tensão. Os sons se tornam cada vez mais intensos. Os comerciantes se apavoram, mas são contidos pela guerreira. Então, finalmente pode-se perceber entre a neblina formas humanas saindo na névoa que encobre o bosque. Eles caminham separados e trajam armaduras. Rapidamente os personagens se preparam para o combate. Um dos homens se adianta e então todos percebem que os invasores estão semi-mortos! Embora portem armaduras (já desgastadas e enferrujadas), sua carne já está podre e alguns são apenas esqueletos. O combate se inicia, enquanto os outros viajantes se preparam para partir, entre os gritos de desespero. Os mortos vivos investem contra os PJ´s, porém são repelidos com eficiência. Neste momento surge das sombras um Espectro. Ele traz nas mãos uma espada bastarda com a lâmina partida e comanda os mortos com urros guturais.  A batalha é sangrenta. Os personagens conseguem repelir a investida, porém, Uthgar, Jacques e Zus são feridos. A guerreira ajuda os mercadores em sua tarefa de organizar a caravana. Após algum tempo, o Espectro recua, e imediatamente os mortos se desfazem. Apenas partes das velhas armaduras sobram para provar a existência daquela turba de amaldiçoados. Os comerciantes estão apavorados, eles afirmam que não seguirão viajem para Angelique. Aquele lugar maldito não pode oferecer nada de bom para eles. Após algum tempo de discussão entre os personagens e os comerciantes, estes partem de volta em companhia do companheiro da guerreira loira (que a esta altura já havia revelado ser Sophia Lancaster, comandante da ordem dos cavaleiros de Angelique e filha do lorde local).

Ainda à noite os personagens partem na companhia de Sophia bosque adentro, buscando um caminho mais curto para a vila. Caminham horas debaixo de chuva. Zus invoca seus poderes de fé e cura a si mesmo e trata dos ferimentos de Lemain de forma bem rápida. Eles sentem o cansaço da jornada e a exaustão da batalha, além da surpresa por descobrir que as lendas em relação à região são reais. Eles chegam a um declive dentro da floresta e vêem ao fundo de um pequeno vale uma modesta choupana de madeira. As árvores próximas, são adornadas por pequenos símbolos de ossos. Os PJ´s receiam durante algum tempo sobre investigar o local ou não. Diante de sua discussão acalorada, a porta da cabana se abre. Uma velha se mostra a eles e pede que entrem para fugir da chuva.

Embora receosos eles entram e se acomodam em volta de uma pequena fogueira. A cabana é repleta de potes de ervas. A velha oferece um chá aos PJ´s, que recupera-os um pouco da fadiga. Todos acabam adormecendo devido ao cansaço. Durante o sono, todos compartilham um mesmo sonho:

“Dentro de uma masmorra três pessoas lutam contra um homem visivelmente possuído por uma entidade demoníaca. Em determinado momento, dois guerreiros (um homem e uma mulher são derrotados). Apenas um permanece de pé”.

Os aventureiros acordam e percebem que já amanheceu…

………………..

Bem galera, a sessão acabou por aqui. Jogamos pouco, pois utilizamos muito tempo fazendo a ficha, background e acertando outros detalhes. Foi uma manhã/tarde muito proveitosa. O grupo está bem afiado nas batalhas, mas vamos ver a evolução dentro da trama central e o desenvolvimento das motivações pessoais que já devem começar a aparecer na próxima sessão. O que me surpreendeu como mestre foi a diversidade dos PJ´s. Não é tão simples elaborar motivos para manter um nórdico e um sarraceno andando juntos, mas aí esta o desafio. As tramas estão bem legais e devem cativar muito à medida que forem evoluindo. A galera parece ter gostado e imediatamente marcamos a próxima sessão para o sábado seguinte, dia 04/09.

Sérgio Magalhães

Esse post foi escrito ao som de Blind Guardian – The Bard´s Song

Abaixo, seguem as fotos da jogatina:

 

  

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13 comentários sobre “O Vale dos Mortos: Primeira Sessão (28/08/2010)

  1. Curti muito o jogo, Sérgio. Não é sempre que eu tiro o manto de mestre, né? Então tenho que aproveitar ao máximo!

    Já estou esperando a próxima sessão!

    E digo mais: aposto a alma do meu personagem como essa velha desgramada tem parte com o Capeta!!!

      1. Quê?!?!!? Não fiz nada…

        Será que mesmo quando estou quieto a culpa é minha??!?!?!

        Besteira, só pq meu PC é Escolhido de Baphomet… [:P]

  2. Sergio,
    parabéns pela maravilhosa sessão que você mestrou no sábado passado, foi muito show o jogo… Estou louco que chegue sábado só para pode jogar de novo com o meu bárbaro.

  3. Que é isso Dmitri, não pode aparecer um PDM que a galera já fica desconfiada, rsrsrs. Valeu galera, também gostei muito da sessão, vou fazer o possível para as outras serem ainda melhores!!

    1. Aquela desgraça vivendo sozinha num bosque cheio de mortos vivos e ainda por cima com aqueles amuletos “a lá Bruxa de Blair” espalhados pela mata… Isso só pode ser macumba braba! Heheheheheheh…

  4. sergio, primeiro lhe dou meus parabéns pela narrativa, foi muito proveitoso e divertido o jogo. ate sabado e que rolem os dados!!

  5. Rapaz… a sessão foi muito massa, lendo o post acima a gente percebe realmente a diversidade do grupo e essa descriçao do sonho me ajudou um pouco viu, pq eu não me lembrava direito com oq nós tinhamos sonhado. a proxima sessão então vai ser muito show com certeza !

    To com o dmitri ai, acho que essa velha tem alguma coisa errada, ajudou a gente agora mas talvez ferre depois!

  6. Não entendo exatamente o por quê de os personagens se preocuparem com as afiliações demoníacas de uma pobre camponesa com muitos invernos nos ossos, se, dentre eles, existe um Discípulo de BAPHOMET… Hipócritas =P

    1. hehehehe, tens toda a razão, Sami!

      Aproveito para cumprimentar Sami e Edigle que compareceram à “segunda sessão de jogo” no sábado passado. Fora eles, apenas eu e o Sérgio apareceram(mos) “na hora” combinada. Dmitri e Marzeu também apareceram, mas já era tarde demais, infelizmente (duas horas de atraso…). Se alguém compareceu depois disso, não posso dizer, pois saí por volta das 11h30.

      Assim, acabamos jogando uma partida divertida de Star Wars Miniatures, enquanto esperávamos o resto do grupo.

      Essa “deserção” em massa pode ter algumas explicações. Marque a alternativa correta:
      a – beberam até cair e não se levantaram na hora por ressaca ‘braba’;
      b – se deitaram com mulheres (espero!) e perderam a hora;
      c – todas as alternativas acima;
      d – não tiveram o interesse necessário para participar de uma mesa de RPG tão agradável e esqueceram de por o despertador na noite anterior.

      Seja qual for o motivo, cada um tem o seu e todos tem razão, em minha opinião. Mesmo assim, espero que na próxima sessão haja mais presença. Afinal, é tão raro compor um grupo legal atualmente… Nos vemos na próxima!

      Ah, mas que saudades do tempo que marcávamos partida de RPG sábados de manhã 8h e às 7h30 a maioria já costumava estar lá.

  7. Galera, na verdade a indiganção do helton tem razão. Quem chega cedo acaba sendo prejudicado pela demora dos outros! Ninguém tem dúvidas que nosso grupo está muito bom, mas vamos firmar mais o compromisso de chegar na hora marcada e dar mais importância ao jogo, quando formos fazer outras coisas no dia anterior, ok? Vejo todos vocês no Dia D RPG!!!

  8. O Helton e o Sérgio estão mais do que certos, concerteza causa indignação em todos, peço desculpas por meus atrasos e estou disposto a “dar mais do meu sangue pelo jogo”. Valeu pela transparência e só vamos pra frente se for assim. Se outros jogadores não puderem jogar esse hórario que digam que possamos dar um jeito. Valeu, abraço!

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