O Vale dos Mortos: Segunda Sessão (18/09/10)

Fala galera, tudo certo? Estou de volta trazendo o relato da segunda sessão da aventura o Vale dos Mortos, que mestro aos sábados na Livraria Feria do Livro.

Antes de iniciar o resumo do que rolou no jogo, vão às considerações iniciais. Como sempre, e nunca será o bastante, agradecer mais uma vez a hospitalidade dos proprietários da Feria do Livro: Mileide e André Zimmer, obrigado por todo o apoio!

Vale também citar algumas pequenas modificações que acaram rolando de última hora na mesa: o Dmitri, por estar trabalhando e só poder participar da outra mesa que rolaria no mesmo dia, porém um pouco mais tarde (GURPS), teve seu personagem interpretado pelo Emerson (valeu cara); o Marcos e o Emanuel por terem faltado, acabaram tendo os PC´s deixados um pouco de lado, ou ganhado um novo rumo, pelo menos temporariamente (vocês vão perceber melhor no relato em si). E por fim, mas não menos importante, agradecer a presença da galera que foi e chegou cedo! Acho que foi o dia que o jogo começou mais cedo até hoje. Faço votos que a partir da semana que vem, as mesas se concretizem realmente e continuem dando tão certo quanto já vem acontecendo!

Segunda sessão

Amanhece. Os personagens acordam em volta da fogueira, ainda dentro da pequena choupana no meio da floresta. A luminosidade é parca; somente um vislumbre de luz é perceptível na manhã fria. A velha Caelor, que os acolhera na madrugada anterior, anda de um lado para o outro preparando uma rala sopa de carne. Ao levantar, ela oferece aos visitantes um pouco da refeição. Sophia já prepara suas coisas e agradece a hospitalidade. Os PJ´s fazem rapidamente a refeição, se despedem, da  velha e seguem viagem. Bosque adentro eles percebem que o clima é realmente frio; a neblina impede que o Sol seja visto em sua plenitude. Durante o trajeto, entre as árvores, a guerreira conta aos companheiros uma conhecida história local: A Lenda de Lorde Verlaine (segue abaixo a transcrição).

“Há 25 anos, um importante lorde local chamado Verlaine se transformou repentinamente em um tirano. Em suas terras, vários acontecimentos estranhos passaram a ocorrer. Logo boatos surgiram relacionando sua repentina mudança a um pacto com demônios. A verdade é que Verlaine acabou excomungado pela Igreja Católica francesa, e declarou guerra aberta contra Ordem de Cavaleiros da região de Angelique. O Lorde possuia um grande contingente de guerreiros, em sua grande maioria formada por ciganos e mercenários germânicos e da região de Flandres. Imensos conflitos se seguiram ao longo dos anos. Verlaine estabeleceu um verdadeiro reino de terror! Seus domínios eram temidos em toda a Europa. Muitos de seus comandantes adquiriram características demoníacas, e, durante a noite, o acampamento dos aliados era constantemente atacado por estranhas criaturas malignas.

Indignados perante tamanha humilhação, a Igreja francesa reuniu um imenso exército, liderado por seus três maiores heróis: Phillipe Lancaster, comandante do exército da Normandia; Ligia Alverne, mestra da Ordem de Magos Cristãos da França e Pierre Morricant, comandante dos Gladius Dei no sul da França. Juntos, eles marcharam com uma imensa força de ataque que, após algumas semanas de cerco, acabaram vencendo o Lorde Demônio, como Verlaine passou a ser conhecido na Europa. O que se sabe sobre o conflito final, foi que os três heróis invadiram sozinhos, o castelo do lorde e o desafiaram. Momentos depois Morricant e Ligia tombaram, Philipe o derrotou e salvou seus amigos.

Porém, as conseqüências deste conflito foram terríveis; centenas de mortos em ambas as fileiras, a Igreja Católica na região de Angelique ficou extremamente enfraquecida e desacreditada. A região passou a ser evitada por viajantes, e tida como amaldiçoada. Philipe Lancaster se tornou o novo lorde local e, algum tempo depois, desposou Ligia”.

Ainda enquanto pronuncia as últimas palavras da lenda, Sophia percebe que as primeiras casas do vilarejo surgem a frente. Finalmente estão em Angelique. Na rua principal da vila, eles percebem que o movimento é pequeno aquela hora da manhã. O misterioso Therus se despede do grupo. Afirma ter assuntos pessoais à tratar e então parte. Sophia também segue um caminho diferente, diz ter coisas a fazer no forte local. Mas, antes de ir, convida os PJ´s para uma modesta comemoração que irá ocorrer ao entardecer na fortaleza. Após este comunicado, parte. O grupo também se divide neste momento: Zus, Jacques Lemain e Henry Le Goff vão até a igreja, tratar de seus assuntos com o pároco local August Le Blanc. Enquanto isso, os escandinavos Uthgar e Bórr, acompanhados pelo sarraceno Ahmed ibn Sayd vão para taverna mais próxima.

Na igreja Zus, Lemain e Le Goff são recebidos cordialmente pelo padre Le Blanc. Este afirma que o medo está cada vez maior entre os aldeões. As lendas passam a aterrorizar até mesmo os de coração mais forte! Diante desta afirmativa, os PJ´s dizem ao religioso os fatos que ocorreram na noite anterior (o confronto contra os mortos vivos). Ele parece incrédulo diante dos fatos, porém, promete discutir o assunto com as autoridades locais na festividade de logo mais ao entardecer.

Enquanto isso, na taverna Bórr e Ahmed bebem enquanto Uthgar vai até um dos quartos, já alugado por ele, e inicia um ritual mágico para fortalecer seu martelo de batalha. Antes o escandinavo ficara sabendo que o homem que ele procura, Wolven, realmente está na cidade, mas atualmente se encontra fazendo uma curta viagem.

Pouco tempo se passa até o momento quando todos se reúnem novamente na taverna, com a exceção de Therus e Sophia. Eles bebem e comem algo enquanto discutem um pouco sobre os acontecimentos da noite anterior e do pouco que descobriram até o momento.

Anoitece. Os PJ´s chegam ao Forte de Angelique, lar dos Cavaleiros locais. Logo na estrada percebem a movimentação de cavalos e carruagens. Na sala de recepção da fortificação, os guardas pedem que todos os convidados deponham suas armas. Eles obedecem sem questionar e se dirigem ao salão de festas. Lá, encontram primeiramente uma imagem inesperada, entre o salão cheio de rostos estranhos, eles vêem Sophia, totalmente mudada. Não traz mais a armadura e capa de viagem sobre o corpo e os cabelos em desalinho. A jovem veste um nobre vestido branco e marrom, que lhe confere  aparência bem diferente. Ela os recebe e apresenta-os ao pai: Lorde Phillipe Lancaster. Ao ser apresentados ao nobre, eles recordam-se que ele estava presente em seus sonhos desta noite, embora sua aparência fosse bem mais jovial. A festa está cheia de donatários, nobres e até mesmo membros da Santa Inquisição! Na mesma mesa onde está o Lorde, sentam-se também a mãe de Sophia: Lígia e um Inquisidor. Os personagens falam com Lancaster sobre o fato de as lendas locais serem verídicas, fato ridicularizado pelo Inquisidor. Ligia se mostra perturbada com as noticias.

Tudo transcorre em ordem durante algum tempo, então, um sino toca distante. Rapidamente os cavaleiros presentes, acompanhados por Sophia, seguem em busca de seu arsenal. Os PC´s seguem os guerreiros, enquanto deixam para trás um salão lotado de apreensão e medo. No pátio externo, Sophia, agora com uma loriga de escamas e elmo sobre o vestido, lidera os poucos cavaleiros disponíveis para o combate; a vila está com problemas! Os heróis seguem a marcha inicial. Logo atrás da força central, vem os personagens; alguns montados, outros correndo atrás dos defensores. No meio do caminho, um dos cavaleiros é agarrado e levado aos céus por um estranho vulto alado. A formação dos guerreiros é desfeita. O medo toma conta do coração dos homens, então, Sophia ergue sua espada e clama pela coragem e a honra de seus homens, e eles atendem ao seu chamado e continuam a marcha. Logo atrás, os personagens, pela primeira vez, vislumbram a Vila de Angelique, lá embaixo, em chamas! As pessoas correm desesperadas enquanto o fogo e malignas criaturas sombrias tomam as ruas do vilarejo.

Os personagens chegam às ruas de Angelique em meio ao tumulto. Repentinamente 3 gárgulas tomam a dianteira no combate aos heróis. Uthgar, Le Goff, Zus e Ahmed preparam suas armas para combater os seres malignos. Iniciada a batalha, o árabe parte em velocidade, portando com extrema perícia seu sabre, ele ataca a besta, mas erra! Em contraparte duas das gárgulas atacam e ferem mortalmente o sarraceno. Em seguida Uthgar também é ferido por um golpe certeiro! Zus e Le Goff acertam seus ataques, ferindo uma das estátuas animadas. Enquanto isso, Lemain se esgueira pelas ruas, ele enxergou, bem adiante, a figura do Espectro que os atacara na noite anterior. A figura maléfica está sobre uma casa, comandando com sua espada partida as criaturas destruidoras do vilarejo. O combate segue intenso; pelas ruas os cavaleiros investem contra as gárgulas que sobrevoam as casas. Enquanto isso, os personagens investem contra seus adversários, Uthgar e Le Goff também são feridos, mas, graças a extrema perícia de Zus com suas espadas, eles conseguem sobrepujar as bestas! Na outra parte da cidade, Lemain sobe na casa onde está o Espectro e tenta atacá-lo, sem sucesso. O ser maligno o agarra pelo pescoço e joga casa abaixo. Logo em seguida ele é agarrado por um dos gárgulas que voa para longe, seguido pelos outros que, finalmente, abandonam o ataque ao vilarejo. Sophia surge entre a fumaça com o braço ferido, porém, ainda no comando de seus cavaleiros. Estes ajudam os moradores na tarefa de apagar o fogo de algumas casas. Os personagens ajudam nesta tarefa.

Findo o ataque a Angelique, os personagens, juntos a Sophia e seus cavaleiros, retornam ao forte. Chegando ao local, eles percebem que os convidados da festa estão agrupados no salão de entrada. Todos descem dos cavalos e andam de encontro as pessoas, quando surge Lorde Lancaster. Ele se dirige a filha, que tem os PJ´s atrás dela, e diz: raptaram sua mãe!

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Bem galera, este foi o relato da aventura em si. Acho que lembrei de tudo o que tinha relevância para a aventura. Tinha planejado esta aventura, O Vale dos Mortos, para durar exatamente duas sessões, porém devido ao atraso na primeira sessão e ao desenrolar da aventura, ela acabou se estendendo mais, o que é ótimo! Provavelmente concluiremos esta primeira parte da saga na próxima sessão pessoal, até lá então…

Sérgio Magalhães

A seguir fotos da jogatina:


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6 comentários sobre “O Vale dos Mortos: Segunda Sessão (18/09/10)

  1. sergio

    parabens pela narrativa kra acho ela muito bacana, não queria que tivesse um fim tão breve….bem mas ja que tem que acabar vamos dar um bom final para essa narrativa…..espero que COMPAREÇAM TODOS neste sabado!!! ate la.

  2. Achei muito bom o jogo! Dessa vez apenas 3 jogadores faltaram, ainda assim tivemos um jogador a mais que assumiu um dos personagens. Comparado ao sábado anterior, quando não teve jogo por falta de jogador, esse sábado foi perfeito!

    Espero que continuemos comparecendo, mesmo que aos trancos e barrancos, mas aparecendo sempre que pudermos!

    Também agradeço à hospitalidade do Zimmer e da Mileide, que realmente não merecemos! hehehehe

    Sábado que vem vou esticar e ficar o dia todo, tanto para contribuir para a conclusão dessa aventura inesquecível, como para participar ou acompanhar o D&D Encounters!

  3. Cara foi muito massa, mas acho que o mestre tá com a mão afiada demais, tá acertando tudo nos dados! Pobre do árabe!

  4. Saudações galera!

    Moro em fortaleza e estou procurando um grupo de jogo… tem vaga por aí? Vi no Bejrpg que sábado agora (25/09) vai ter jogo… será que eu poderia aparecer pelo menos pra conhecer o pessoal e o jogo?

    Vlw

    1. Com certeza, Alanioly! Apareça, leve alguns amigos e se divirta o máximo que puder. Será um prazer recebê-lo. Teremos mesas de RPG e Boardgames variados. É só escolher o que mais lhe agradar e aproveitar!

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