Reino Sombrio – Primeira Sessão

Prelúdio

Passados longos sábados até que chegássemos até o final da aventura O Vale dos Mortos, conseguimos com muito custo concluir a mesma, dando um fim à maldição que assombrava as terras de Angelique (para mais detalhes acompanhe o relato das sessões disponíveis nos Diários de Campanha). Porém, não era um fim, mas apenas o começo! Misteriosamente o mestre de Uthgar: Wolven, um mago Senhor da Tempestade, apareceu acompanhado por uma misteriosa mulher e pediu que os personagens o acompanhassem. Longe do vilarejo, ele revelou aos aventureiros que um grande mal tentava adentrar na Orbe Terrestre, vinda de Arkanun. Diversos cultistas tentavam realizar um poderoso ritual para convocar a entidade para nosso mundo. O que aconteceu em Angelique foi apenas uma pequena fração do que estava se desenrolando. Ele pediu que os heróis fossem até a vila de Lorraine, investigar um evento sobrenatural manifestado na localidade. Em seu caminho, um estranho nevoeiro se interpôs aos personagens. Atravessando-o eles foram parar em um local totalmente diferente do que estavam: grandes colinas de rocha cinzenta abrigavam entre o imenso vale, uma majestosa, porém arruinada, cidade. O céu era rubro e tempestuoso. Notando melhor seu arredor, os companheiros perceberam que não estavam mais todos juntos. Apenas Uthgar, Zus e Ahmed se encontravam no alto das colinas…  

Bem, este foi um pequeno resumo sobre o que aconteceu na aventura anterior. A mesa passou por diversas mudanças e espero que se mantenha firme e unida. Desde o inicio pretendia narrar uma campanha de Arkanun com sucessivas aventuras que acabassem em um desfecho épico. Começam agora os relatos da segunda aventura da campanha A Ascensão de Mephistopheles, chamada Reino Sombrio. Jogamos duas sessões, relatadas juntas aqui. A primeira mudança foi de horário. A mesa vinha sendo narrada pela manhã na Livraria Feira do Livro, porém agora, será narrada à tarde por se adequar melhor ao horário dos jogadores. Também fui obrigado a fazer mudanças no enredo devido a saída de alguns participantes da mesa. Restaram do grupo original apenas o Sami, Ediglê e Marzeu. Com a entrada do Israel e do Isaú, tive que readaptar algumas coisas para que tudo continuasse fluindo bem, e acho que consegui. A campanha segue firme e forte. Bom, vamos ao resumo:

Reino Sombrio

 “Fui obrigado a recorrer à conclusão insatisfatória de que existem, sem a menor dúvida, combinações de objetos naturais muito simples que temo poder afetar-nos desse modo, embora a analise desde poder se baseie em considerações que ficam além de nossa apreensão.”

Edgar Alan Poe

Ahmed, Zus e Uthgar se encontram sobre um vale rochoso. Abaixo, uma majestosa, porém arruinada, cidadela se encontra localizada, como se esculpida na própria pedra negra da cordilheira. Seus companheiros sumiram! Sob o vento árido e o céu rubro e tempestuoso eles descem pelo sinuoso caminho em direção à cidade, na esperança de encontrar seus desaparecidos amigos.

Já nas imensas alamedas da cidadela de pedra, eles avançam entre as ruínas dos grandiosos edifícios. Apenas o mais completo silêncio pode ser percebido no ambiente. De repente um som quase inaudível é percebido pelos sentidos aguçados do árabe Ahmed: de dentro de uma das construções, um ruído é desprendido. Os companheiros decidem entrar e verificar. Zus se adianta e trespassa as ruínas que tapam a entrada. Dentro da câmara, a mais completa escuridão. O Gladius Dei avança relutante, suas espadas nas mãos e o desconhecido a frente. Os outros dois entram logo atrás. De uma das colunas da imponente edificação, vem um leve ruído de respiração. Zus pergunta quem esta lá e, de trás da coluna surge um homem. Sua feição é bem incomum aos padrões franceses, de onde os viajantes vieram anteriormente. Seu rosto quadrado e pele amorenada, cabelos curtos e negros revela alguém com sangue latino nas veias. O homem surge receoso da escuridão que o abrigava e revela ser Amaranto Bertolli, um mago. Segundo ele, estava à caminho de Angelique em busca de respostas à um estranho evento sobrenatural. Logo, junto ao grupo, decide investigar mais sobre a cidadela em ruínas.

Agora maior, o grupo segue pela grande alameda. Porém, algo se interpõe em seu caminho. Uma grande torre tombou sobre o caminho, obrigando-os a escalar para seguir viajem. Uthgar encontra certa dificuldade em subir na imensa torre arruinada, e recebe ajuda de Zus e Amaranto. Passado este pequeno desafio eles percebem ao longe o semblante de algo: uma figura humanóide na alameda, bem a frente, permanece parada, observando ao longe a movimentação dos aventureiros. De repente, uma flecha iluminada atinge a torre, bem próximo a Uthgar que logo saca seu Martelo. Zus também saca suas armas e permanece alerta. A figura então começa a caminhar na direção dos companheiros. Logo se percebe que realmente é um humano, ele carrega um arco. Chegando bem próximo Amaranto o reconhece, é Erevan, um membro da Ordem de Salomão que viera em auxilio ao mago. Viera parar ali da mesma forma dos outros, ao adentrar em uma estranha neblina.

Seguem adiante, a alameda é imensa e eles caminham cerca de uma hora até algo estranho ser notado por Zus. De uma viela lateral uma estranha energia é emanada! Eles se dirigem até a entrada da mesma, porém a escuridão domina aquele lugar. Ahmed ascende uma tocha e se adianta, seguido pelo resto do grupo, até que chegam a uma torre. Amaranto também sente algo estranho sobre o lugar. Eles receiam por um tempo em entrar, mas acabam indo em direção as sombras que permeiam a construção. Dentro do edifício, muita escuridão. Duas tochas são ascendidas. Eles passam pelos salões e descem por uma escada. Passando por um corredor bastante estreito, Ahmed sente algo segurando suas vestes, Erevan também interrompe seu movimento. Ao olharem para o chão, percebem dezenas de garras que brotam do chão e seguram suas pernas e roupas. Após isso, um estrondo abala as estruturas do corredor, vários pedaços da construção caem do teto, cada vez mais próximo aos aventureiros. Amaranto e Zus rapidamente se soltam da armadilha, porém os outros dois e Uthgar tem um pouco mais de dificuldade. Ahmed e derrubado e seguro ainda mais pelas garras. Erevan acaba se soltando com alguma dificuldade, mas os escombros caem cada vez mais próximos. Uthgar se liberta e Ahmed é auxiliado por seus companheiros e consegue se libertar. Mas, os detritos caem por toda a parte, eles correm, porém acabam sendo atingidos, sendo Uthgar mais ferido que os demais.

Passado o corredor eles encontram um portal que leva a uma nova sala redonda. Porém, esta guarda uma característica diferente. No centro, repousando sobre um pedestal de pedra, se encontra uma orbe negra. Os personagens sentem uma estranha energia sendo emanada do item. Com um clarão, a orbe começa a projetar a imagem de um homem, provavelmente um mago: sua feição é estranha, a pele cor de bronze e os traços do rosto bastante característicos, não lembram em nada qualquer coisa que os aventureiros tenham visto. Veste apenas uma longa saia ornamentada. Traz na parte de cima do corpo apenas jóias azuladas que cobrem o pescoço e o peito. A própria projeção anuncia quem é:

Saudações viajantes, sou Arquetes, mago da ordem mágica de Ukonach, capital do Império.

Os personagens fazem algumas perguntas ao mago, que são prontamente respondidas, porém, eles logo percebem que ele é apenas um holograma mágico programado para responder perguntas simples. Ao ser questionado sobre algo diferente, ele repete a resposta anteriormente dada.

Esta é Ukonach, capital do Império. Lar da ordem dos Magos de Ukonach. Vivemos por séculos em prosperidade até a chegada de Mephistopheles e suas mentiras. Ele envenenou a ordem por dentro e trouxe a ruína ao nosso mundo. Seu poder cresceu assustadoramente, e ele acabou sobrepujando nossos mais poderosos mestres. Mentiras são sua maior arma.

Vocês estão em Arkanun. Podem sair deste mundo; na mais profunda masmorra da mais imponente torre se encontra a luz e ela os libertará.

Tendo todos os seus questionamentos respondidos, os personagens deixam a sala e ainda vêem o mago sumir. Eles continuam descendo as escadas da torre, até que chegam em um salão imerso em escuridão. Sua escassa luz apenas revela diversas colunas que sustentam a construção… 

Comentários

Bem, aventureiros. Este foi o primeiro relato desta aventura (em breve disponível em PDF para vocês). Na próxima devemos concluir a mesma e já ter um prelúdio da próxima. Até mais…

Sérgio Magalhães

Estudando o Grimório de Itens mágicos na praia

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