Melodias da Banshee – Apresentação

Olá, caro aventureiro!

Chamo-me Marzeu Lima e sou RPGista a mais de 10 anos. Venho trabalhando juntamente com meus amigos do Vila do RPG para que esse projeto se torne forte e duradouro frente a cena nacional deste hobby incrível. Gostaria de dar meu parecer porque só agora resolvi fazer meu primeiro post. Bem, quando nós do grupo nos reunimos para colocar em prática esse maravilhoso projeto, apenas alguns integrantes estavam com disponibilidade de internet e até agora essa pessoa que vos fala, não resolveu tal pendência. Peço desculpas aos leitores, mas essa é minha situação atual, com certeza estou trabalhando para que este problema se transforme em uma solução. Mas, acabando com essa lenga-lenga vamos ao que realmente nos interessa.

Nessa nova seção aqui do blog, nós temos a proposta de levar você até o mundo da música. Vamos mostrar ao nosso companheiro RPGista algumas das bandas e músicos que, de alguma forma, se inspiram ou se relacionam com o universo do RPG. Vamos  mostrar músicas que podem muito bem ser usadas como trilha sonora para sessões de jogo, criando uma atmosfera mais envolvente e colocando um pouco mais de emoção nos jogadores. Aqui traremos biografias e discografias de vários músicos e bandas, com o objetivo de mostrar como os artistas chegaram até esse ponto e todas as batalhas que travaram ao longo de suas carrerias. Esse é um dos principais objetivos desta seção do grupo Vila do RPG, fazer com que você aventureiro veja as dificuldades dos artistas e absorva como uma lição de superação para o alcance de desejos e feitos, tanto na vida real como na vida fantástica. Então, vamos ao que nos interessa! Primeiramente iremos informar onde nos inspiramos e buscamos o nome para fazer essa coluna.

A palavra “banshee” vem do idioma celta, onde é chamada “bansidhe” que significa fada. Muitos chamam essa tal fada de espírito, ora bondoso, ora malvado. Esse espírito é uma lenda irlandesa em que se ouve muitas histórias a seu respeito. A principal delas ocorreu em meados do século XVII na Irlanda, na residência da família O’Brien. Certa noite, Lady Ann Honora O’Brien fora acordada com uma voz suave vindo de sua janela. Quando olhou viu uma mulher flutuando na bruma da noite com um rosto verde-pálido, cabelos grandes com tom de ruivo e com um olhar extremamente triste, como se anunciasse a vinda da morte. A aparição fez três gemidos, suspirou e sumiu nas brumas. Aquilo fascinou e ao mesmo tempo amedrontou a jovem, fazendo-a pensar que era apenas um sonho. Na manhã seguinte Lady Ann encontrou sua família em desespero, e diante de todos estava o corpo de seu irmão mais novo, que tinha morrido durante a noite. Aos prantos, Lady Ann contou à sua família o que tinha visto na noite passada. Aquilo não alarmou muito, pois os mais velhos sabiam da estória e tinham certeza de que o espírito feminino da Banshee viera chorar a morte de um O’Brien, como aconteceu em gerações passadas. Diz também a lenda que uma mulher morrera tempos antes debaixo da janela da senhorita Ann, e que ficou vagando pelas noites com essa missão de avisar a chegada da morte aquela família amaldiçoada. Muitos pensam que essa assombração vem do inferno para buscar o ente desta família. Mas não, ela vem como um mensageiro das trevas para anunciar a grande perda naquela família.

A lenda também tem mais duas versões. Essas histórias são um pouco diferentes da “original”.

Conta-se que uma estudante universitária estava em seu dormitório com sua companheira de quarto quando pensa em estudar um pouco mais, pois estava sem sono. Ela resolve sair do quarto para não incomodar sua amiga e a deixa descansando, mas quando chega ao local escolhido verifica que esqueceu uma coisa e então volta para apanhar essa tal coisa. Quando chega até o quarto opta por não acender a luz, pois não queria que sua amiga se incomodasse e acordasse com o barulho dela. Voltando ao local, ela passa horas estudando. Cansada de estudar, vai até seu quarto para descansar um pouco e resolve acender a luz. Com essa atitude, ela vê sua amiga morta na cama e um recado escrito em batom no espelho: “Você não está contente de não acender a luz”.

Na segunda lenda, fala-se que uma senhora já idosa possuíra um único amigo, um cãozinho que lhe é muito fiel. Estavam na sala de estar se agradando um pouco ao fogo da lareira e tentando se livrar do frio de inverno. Com isso, ela dá um pequeno cochilo e quando acorda procura sentir o seu amiguinho colocando a mão ao lado do braço da poltrona. Ao ter sua mão lambida, certifica-se que seu cão estava bem e resolve dormir ali mesmo. Na manhã seguinte, procura por seu amigo e o encontra dependurado do chuveiro do banheiro, com a seguinte mensagem escrita com o sangue do animal no espelho: “Seres humanos também podem lamber bastante”.

É com essas histórias sobrenaturais e semelhantes a narrativas RPGistas, que nos inspiramos para batizar nossa seção musical. Bem, amigos, no próximo post apresentarei a trajetória da banda Rhapsody of Fire e sua íntima ligação com o universo da fantasia medieval,  que simplesmente tem tudo a ver com nosso querido Dungeons & Dragons. Até lá!

Marzeu Lima

Esse post foi escrito ao som de Katatonia – My Twin

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