Warmachine – As Miniaturas dos Reinos de Ferro

Se você ainda não conhece, venha conferir este jogo de miniaturas baseado no cenário de RPG Reinos de Ferro que está fazendo muito sucesso nos Estados Unidos e Europa!

Ao contrário do que vemos no Brasil, as miniaturas sempre foram um enorme sucesso no grandioso mercado de entretenimento americano e europeu. Wargames e RPGs sempre disputaram uma batalha ferrenha pela preferência do público nerd. Neste panorama tão concorrido, somente os melhores prevalecem nesta preferência dos fãs, cada vez mais ávidos por novidades. Warmachine vem já há alguns anos provando ser um dos melhores neste segmento. E muita coisa ainda está por vir! Desde seu início, o jogo vem angariando dezenas de prêmios, inclusive os mais importantes do ramo. Em seu ano de estréia (2004) levou o Origins (o Oscar dos jogos de entretenimento) pelo melhor sistema de regras para wargames, e em 2005 ganhou o mesmo prêmio por jogo do ano!

Warmachine surgiu para representar em miniaturas o universo do RPG Reinos de Ferro, também premiadíssimo por sua extrema originalidade. Fabricados pela mesma produtora, a Privateer Press, logo o jogo ganhou uma visibilidade até maior que o próprio RPG. Suas regras inovadoras, assim como a qualidade excepcional das miniaturas, chamou rapidamente a atenção do público e se tornou um enorme sucesso de vendas. A prova maior disso está no fato de que hoje a linha de RPG dos Reinos de Ferro se encontra parada graças ao sucesso do wargame! A empresa decidiu investir todos os seus esforços no aclamado Warmachine e adiou a nova linha de produtos para os jogos de interpretação.

A temática do jogo é basicamente a mesma do cenário de campanha Reinos de Ferro. O universo é steampunk, ou seja, usam tecnologia à vapor. A magia também está presente, mas é utilizada junto desta tecnologia para aprimorar máquinas de guerra e a artilharia. Existem quatro grandes facções que estão em guerra: Cignar, Khador, Protetorado de Menoth e Cryx. Enquanto isso hordas de mercenários atuam como aliados, inimigos ou de forma independente. Também temos a Retribuição de Scyrah: guerreiros ocultos da nação dos elfos em busca da sobrevivência de seus deuses e de vingança contra os humanos. Este contexto de guerra se passa em Caen, porção ocidental do continente de Immoren. Estes conflitos, causados por tratados políticos e interesses territoriais, acabam transformando o cenário em um campo de batalha onde tecnologia e magia atuam como meios de destruição!

Guerra de Reinos

Falando um pouco mais detalhadamente sobre as facções do jogo, temos Cygnar, o mais próspero e avançado tecnologicamente reino de Immoren. Sua artilharia é insuperável e utiliza energia elétrica arcana como arma para fritar seus inimigos. Os expansionistas de Khador possuem as armas de guerra com incríveis blindagens, e usa o congelamento como ofensiva contra seus adversários.  O Protetorado de Menoth, antiga colônia de Cygnar, usa o fogo como elemento de destruição. Religiosos e devotos à sua causa sagrada, o reino embarcou em uma verdadeira guerra santa contra sua antiga metrópole. Por fim, temos Cryx, a nação dos necromantes. Sob a tutela de Toruk, senhor dos dragões, estes mestres da magia negra corroem o aço e a carne dos inimigos com ácido. Fora as quatro grandes facções, temos os Mercenários: estes guerreiros de aluguel lutam por quem lhes pagar melhor, ou por seus próprios interesses. Algumas vezes podem defender reinados menores como o Sindicato das Quatro Estrelas e o Pacto Highborn. A Retribuição de Scyrah representa a força secreta dos elfos na tentativa de salvar os poucos resquícios de seus deuses que ainda restam e acabar com os magos humanos.

Como dito acima, cada uma das facções possui um tipo específico de dano, e isso se reflete em suas armas, soldados, magos e máquinas de guerra, conhecidas como warjacks. Cada um dos exércitos também possui seus líderes, representados por figuras raras no jogo, geralmente sendo warcasters, espécie de magos que são capazes de controlar as máquinas de guerra e mudar sozinhos os rumos de um conflito! Fora os já citados warcasters e warjacks, temos na batalha tropas de infantaria, artilheiros e alguns com funções mais especificas como reparadores para os warjacks. Também existem personagens que se movem de maneira independente, ao contrário dos outros, principalmente infantaria e artilheiros, que se movem em formações, estes andam de maneira independente e são chamados solos.

Warcasters & Warjacks

A maior característica de Warmachine são os warjacks e warcasters. Os primeiros são enormes máquinas de guerra movidas à vapor e guiadas por um cérebro tecno-arcano magicamente desenvolvido chamado córtex. No mundo do jogo, cumprem o papel de tanques de guerra, sendo as maiores armas de infantaria utilizadas pelos reinos contra seus inimigos. Sua grande durabilidade no campo de batalha garante muita eficiência militar, mesmo custando bem mais que um batalhão de infantaria. Como afirmamos acima, cada reino dá características próprias aos seus warjacks, como o tipo de dano e blindagem. Os Myrmydons da Retribuição de Scyrah são excelentes exemplos disso. Os warcasters são magos conjuradores que controlam os warjacks, porém eles exercem outras funções no jogo. São os mais poderosos comandantes dos exércitos, detentores de feitiços mortais, são decisivos em campo de batalha. Os mais carismáticos e poderosos líderes dos reinos em conflito pertencem a esta classe de combatente.

Campo de Batalha em Warmachine!

A História dos Reinos

Warmachine tem como pano de fundo o cenário de campanha Reinos de Ferro, e seus conflitos são frutos do enredo que se passa no RPG, então vale a pena saber um pouco mais sobre esta intrínseca e bem elaborada história para se ambientar um pouco mais dentro do wargame. Como dissemos acima o enredo do jogo se passa na parte ocidental de Immoren, conhecida como Caen. Dividida por ambições políticas, territoriais e religiosas, o contexto se torna cada vez mais perigoso e os conflitos violentos!

Criados 400 anos atrás pelo Tratado de Corvis, os reinos de Cygnar, Ord, Llael e Khador formam os Reinos de Ferro. Porém esta união é somente aparente. Antiga colônia de Cygnar, Khador iniciou uma guerra contra sua antiga metrópole. Llael foi anexada quase totalmente ao seu território enquanto Ord permanece neutra. Fora dos reinos envolvidos no tratado, o Protetorado de Menoth, que por muitos anos foi parte de Cygnar, declarou guerra a este reino, baseados principalmente em sua ideologia religiosa, reprimida por muito tempo pelo reino de Cygnar. Olhando de fora, temos os perigosos feiticeiros de Cryx. Estabelecidos em seu arquipélago, lançam hordas de mortos-vivos contra seus inimigos, sob a proteção de Toruk, o pai de todos os dragões. Ios, lar dos elfos, fechou suas fronteiras anos atrás. Sua deusa está morrendo e eles temem pela extinção da raça. Neutros nesta guerra, temos Rhul, o país dos anões, porém cada vez mais eles tem demonstrado admiração por Cygnar.

Os conflitos existentes no cenário são muitos para serem abordados inteiramente aqui. Porém, neste contexto de guerra, Warmachine concentra sua atenção somente nas quatro maiores nações envolvidas nos conflitos, embora peças de outras nações existam.

Lançamentos

Lançado inicialmente em 2003 com a série Prime, Warmachine vem tendo uma expansão por ano, sempre vindo com novas peças (warjacks, warcasters, infantaria e solos) e novas estratégias. Em 2010 houve o lançamento de Warmachine Mk2, que proporcionou uma grande reformulação das regras. Os cartões com as atualizações das peças antigas foram disponibilizadas no site da Privateer Press. Também disponível no site da empresa, os jogadores podem baixar um conjunto completo de regras e normas para todos os modelos e postar comentários sobre os testes de campo. Os booster do jogo seguem temáticas de acordo com as grandes facções do cenário, como Forças de Warmachine, Pirates of the Coast Broken (2007), Cygnar, Khador, Proterorado de Menoth, Cryx e Mercenaries; todos de 2010. Com o enorme sucesso feito pelo jogo, os lançamentos prometem não parar tão cedo. Os fãs já estão ansiosos esperando a próxima expansão: Wrath, prevista para julho de 2011.

No Campo de Batalha

Para os admiradores deste fantástico cenário de campanha que é Reinos de Ferro, impossível não se interessar por este wargame, até mesmo quem não joga o RPG. As miniaturas são maravilhosas! Infelizmente ainda é difícil conseguir peças no Brasil. Comprando fora temos ainda diversas barreiras que acabam dificultando o acesso do grande público, mas se você tem um cartão de bandeira internacional e grana pra gastar, é uma excelente pedida. Pesquise nas lojas gringas e saiba como ambientar suas aventuras com estas verdadeiras obras primas. Vale lembrar que além de Wamachine, já existe um jogo similar no mesmo cenário de campanha chamado Hordes (aguarde pela futura resenha aqui).

Sérgio Magalhães

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6 comentários sobre “Warmachine – As Miniaturas dos Reinos de Ferro

  1. Infelizmente não vende aqui no Brasil né ? Bom, se bem que isso ja não é mais um problemão pro pessoal que compra miniaturas e boardgames na net 😛

    Cara, esse cenario é d+ ! A materia ta irada, Frodo ! Sem duvidas, reinos de ferro é o melhor cenário pra quem ta cansado do classico do D&D e quer jogar um jogo de fantasia e misterio. Indico a trilogia “O Fogo das Bruxas” pra quem quer experimentar, e pra finalizar, queria aproveitar e deixar um desabafo aqui … BORA DMITRI VAMO TERMINAR ESSA TRILOGIA !!!

    😛

    1. Hahahahahahahaha… Vamos sim, cara! É só o grupo querer de verdade que trazemos essa campanha das cinzas e terminamos a trilogia. E quem sabe continuamos. Os reinos são ricos demais para explorarmos somente a cidade de Corvis.

  2. Valeu ai mano! Realmente cara, Reinos de Ferro é muito bom! Realmente inovador e um dos melhores cenários que já foram traduzidos para o português! Tem material para se jogar por anos sem perder a qualidade. Fora os blogs, revistas e zines que dão muito apoio ao cenário. Acompanhem, vale muito a pena…

    1. É sempre bom poder ajudar, bucaneiros! Bem que poderia rolar uma parceria em algumas matérias de RdF, né? Heheheehehe…

      Sobre os preços, eu já vi algumas minis bem acessívei pela net, mas concordo que o grande problema é realmente a falta de cor. Nem todo jogador tem aptidão artística para artesanato e pintura, né? Apesar disso também poder ser desenvolvido.

  3. Valeu amigos do Reduto do Bucaneiro! Esse post realmente rendeu, rsrsrs. Isso é muito bom para o cenário, que admiro bastante. Aguardem novidades em breve!

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