Dica de Fim-de-Semana: Garota Infernal

Olá, amigos! Hoje estou adentrando no território de nossas dicas de final de semana. Nessa minha primeira experiência na coluna falarei do filme Garota Infernal. Sim, exatamente aquele pastelão de “terror” adolescente com a Megan Fox… “Mas esse filme não presta pra nada”, vocês devem estar pensando. Pois é por isso mesmo que eu escolhi falar dele, para que todos saibam o que esperar, e, principalmente, o que não esperar desse filme. Gostaria antes de fazer uma ressalva: esse artigo representa minha análise do filme como RPGista, não como crítico de cinema, coisa que nem de longe sou.

Sinopse

A trama gira em torno de duas amigas que vivem na pequena cidade americana de Devil’s Kettle, a recatada Needy (Amanda Seyfried) e a líder de torcida Jennifer (Megan Fox). Certa noite, durante o show de uma típica banda de rock em começo de carreira em um bar local, acontece um grave incêndio, onde várias pessoas acabam mortas. Ainda aturdida e desnorteada, Jennifer acaba acompanhando os membros da banda em sua van, mesmo diante dos protestos de sua amiga Needy. [Atenção, SPOILERS ADIANTE, leia por sua própria conta e risco]. A banda leva a garota até uma floresta a sacrifica em nome de Satã, esperando conseguir sucesso e fama. No entanto,  o ritual dá totalmente errado e um demônio se apossa da garota, pois a oferenda não era pura, se é que você me entende… Após isso, Jennifer é dotada de um apetite infernal por garotos e passa a matar de tempos em tempos para se manter sempre gostosa… Paralelamente, sua amiga Needy começa a ter visões com essas mortes, até descobrir toda a verdade e se opôr à amiga.

Produção

Garota Infernal (Jennifer’s Body, no original) é dirigido por Karyn Kusama (de Aeon Flux) e roteirizado por Diablo Cody (ex stripper que trabalhou também em Juno). O filme, lançado em 2009, traz Megan Fox e Amanda Seyfried como protagonistas. O filme se propõe a fazer uma crítica da vida escolar norte-americana, onde ou você é popular e descolado ou não é ninguém. No entanto, se perde em meio às cenas insinuantes onde as curvas de Megan Fox são a verdadeira atração. Problema nenhum nisso, é claro, mas creio que o lado sobrenatural poderia ser sido um pouco mais explorado, afinal o filme é de terror. As cenas onde Jennifer devora suas vítimas são o que, na minha opinião se salvam no filme. A trilha sonora moderninha é um atrativo à parte para quem curte rock adolescente, que é o público alvo da película. Portanto, o filme acaba tendo todos os atrativos que o típico adolescente norte-americano curte: sexo, sangue e rock.

No RPG

O filme, apesar de não ser lá essas coisas todas, traz alguns elementos interessantes para serem usados em jogos de suspense/terror, como Daemon e Storytelling. Jennifer está claramente possuída por uma Sucubbus, e demonstra alguns dos poderes clássicos desse tipo de demônio, como regeneração e hipnotismo. Assistindo o filme, me lembrei também das monstruosas “vampiras” asiáticas que o livro Antagonistas nos traz, as Aswangs, que se utilizam de sedução e hipnotismo para atrair e devorar homens. Até mesmo o enredo do filme poderia servir de esqueleto para uma crônica de RPG, desde que se explore os elementos sobrenaturais que o filme praticamente ignora, como a origem do demônio que possui Jennifer ou as visões de Needy. Com certeza, para narradores experientes, isso não será problema.

Fique abaixo com um trailer do filme, amigos, mas não se empolguem muito… Até mais!

Dmitri Gadelha

Imaginando como é que Diablo Cody fez uma dessas depois de ter feito Juno…

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