O BOOM da blogosfera RPGista no Brasil

No último ano, notei particularmente uma evolução gradual de vários sistemas e cenários de RPG desenvolvidos por empresas menores, geralmente lideradas por RPGistas seguindo o método “faça você mesmo”. Porém, isso não é o ponto central de nossa discussão, apenas representa um dos aspectos de algo bem mais rico e peculiar, e que pretendemos discutir aqui, embora de uma forma superficial, dado a complexidade do assunto. Estamos aqui hoje, para avaliar o atual papel dos blogs especializados em RPG no Brasil. Para quem joga há um pouco mais de dez anos e utiliza a internet de longa data, sabe que páginas relacionadas aos jogos de interpretação sempre estiveram presentes na rede, e algumas chegaram a possuir grande representatividade entre os amantes do hobby. No entanto, essa importância nunca foi tão grande quanto à conquistada nos últimos anos. Hoje em dia, os blogs adquiriram um papel bem mais importante no cenário dos jogos de interpretação no Brasil. pretendemos aqui analisar algumas características que fundamentaram esta nova nuance deste meio de comunicação, essencial na presente data, para o contexto do RPG nacional.

Falar das páginas e sites/blogs nacionais de RPG exigem, antes de tudo, uma leve explicação que tornará alguns aspectos mais claros para quem está organizando as informações e/ou desconhece certas peculiaridades. Por exemplo, nosso atual estado em se tratando da importância da rede para os jogos de interpretação, nada mais é que uma evolução inevitável do que ocorreu anos atrás no mercado americano, o maior do mundo em se tratando de RPG. Neste país, os sistemas/cenários sempre foram apoiados por admiradores que trouxeram complementos gratuitos para os jogos e o compartilhamento de informações e estatísticas para cenários específicos. Os jogadores, até mesmo pelo acesso imensamente maior em relação à internet, sempre foram ativos e formadores de opinião no mercado de RPG nos Estados Unidos. Ao contrário do que aconteceu no Brasil por mais de uma década, quem jogava/mestrava tinha grande importância, e isso sempre foi muito considerado pelas grandes empresas do gênero. Como falei acima, os blogs existem desde sempre no Brasil, mas seu papel vem mudando, e o jogador brasileiro, cada vez mais, foge do estado de inércia, ou aceitação, e passa a ser alguém capaz de fazer a diferença.

Segundo o que argumentei logo acima, no Brasil, ficamos reféns por mais de uma década de uma única revista especializada, formadora de opinião pela entrada de centenas de novos jogadores país afora. Reconheço a importância da publicação, principalmente por este aspecto de apresentar o RPG a inúmeros novos jogadores que estão até hoje presentes nas mesas e convenções. Porém, devemos convir que quando temos apenas uma via de comunicação, ela certamente será tendenciosa. E isso ocorreu, e muito, em nosso país. Determinados cenários e sistemas foram literalmente empurrados para este novo público e, ao mesmo tempo, outros jogos acabaram sendo deturpados pela opinião dos editores, ou simplesmente eram ignorados em detrimento de um apelo comercial.

A blogosfera continua se expandindo. A cada dia surge um novo blog de RPG!

A ascensão dos blogs/sites brasileiros veio, em primeiro lugar, pelo enorme acesso de novos usuários à rede. Seja em uma lan house, ou em casa (principalmente com computadores barateados pelo governo federal), milhares de jogadores passaram a buscar novos meios de informação e visões diferentes em relação ao RPG. A partir desta característica, afirmada através de qualquer pesquisa rápida, a internet ganhou uma nova onda de jogadores/mestres que estavam sedentos por produzir material e demonstrar finalmente seus trabalhos próprios, ceifados incondicionalmente pelos editores da antiga, e hegemônica, revista. Confirmada esta nova realidade, se fundamentaram diversos blogs de excelente qualidade, e uma enxurrada de aventuras, cenários e artigos, passaram a surgir de todos os cantos de nosso país.

O fortalecimento do RPG através dos blogs nunca foi tão evidente. Para constatar esta afirmativa, basta observar o sucesso de jogos como Old Dragon. A  iniciativa surgida pela não aceitação de algumas pessoas, em relação ao rumo tomado por antigos grandes sucessos como Dungeons & Dragons. Todo o projeto foi construído, analisado e lançado com enorme aceitação na internet. Além da rápida vendagem dos livros impressos, o blog/site do jogo é um completo sucesso. Dispor de artigos, aventuras e cenários especialmente elaborados para Old Dragon, prova que iniciativas tomadas por jogadores inconformados com determinada situação, é a prova viva que as grandes editoras não são mais a única opção viável e de qualidade. Outro exemplo de um jogo desenvolvido por um blog e que apresenta um nível, tanto gráfico, quando de cenário, extremante bem feito, é o Terra Devastada. Assim como o primeiro citado, foi através da rede que o trabalho sensacional de desenvolvimento de alguns jogadores veio à tona e passa a ser conhecido rapidamente em todo o país. Este aspecto do desenvolvimento de novos sistemas e cenários, para mim, representa uma das mais importantes características desta nova era do mercado do RPG nacional, porém, não a única. A pluralidade do discurso de blogs feitos com embasamento e competência torna o hobby bem mais rico e variado, porém, centrado em um nível cada vez maior.  Fato tão bem provado, que outros blogs, através de seus autores, apóiam iniciativas como as duas citadas, com a criação de fichas de personagem, cenários e aventuras. Aqui mesmo no Vila do RPG, sempre procuramos elaborar material para jogos que achamos bem feitos e que possam acrescentar algo de novo e diferente ao RPG, opção seguida também por inúmeros outros blogs Brasil afora.

A blogosfera RPGista é rica em variedade. E em qualidade também!

Outro aspecto positivo desta afirmação dos blogs como ponte de ligação entre mercado e jogador, é o fato de trazer notícias aos amantes do jogo com informações cada vez mais diversificadas e originais. Tanto que, após esta característica ser fundamentada, cada vez mais jogos tem chegado ao Brasil e sido jogados por uma quantidade maior de pessoas. Passamos a ter não mais uma voz, e sim, várias, dos mais variados sotaques e aspectos. E foi nesta fase que a maior característica desta época predominou: a utilização de arquivos em PDF para divulgar trabalhos. Os blogs, incentivados por seu sucesso, elaboraram uma enorme quantidade de trabalhos digitais que tornaram o cânone virtual dos jogos de interpretação no Brasil um dos mais variados do mundo. Esta nova voz de pessoas com larga experiência em RPG acrescentou muita riqueza e variedade às notícias. É neste papel em especial que os blogs adquirem grande importância, e não perdem em nada para revistas especializadas. São novas pessoas colaborando para o cenário e com uma mente bem mais aberta, e sem as amarras da obrigatoriedade financeira.

Fora a enorme divulgação de sistemas/cenários nacionais, tivemos também o beneficiamento de diferentes jogos que, nos antigos tempos, nunca chegariam ao país, especialmente se não caíssem no gosto de um certo Trio que compunha o expediente da citada revista, que antigamente dominava a cena brasileira. Dragon Age, Rasto de Cthulhu, 3:16 Carnificina nas Estrelas, dentre vários outros, chegaram e rapidamente ganharam as mesas por todo o Brasil, mesmo sem ter sido “adotados” por uma grande revista especializada. As pequenas editoras e grupos fazem um trabalho primoroso na composição de uma cena bem fundamentada e plural, fator mais importante ao meu ver.

Em resumo, os blogs hoje são realidade em se tratando de cenário de RPG. Neles encontramos as últimas notícias, bem mais rápido chegariam através de revistas impressas, traduções de jogos dos mais diferentes, materiais para sistemas cada vez mais variados, e artigos e resenhas com visões sempre diversificadas, e acima de tudo, com qualidade excelente! Então, baseado nestas informações superficiais, procure o mais rápido possível os blogs de sua preferência e enriqueça suas narrações com as últimas novidades do universo RPGista!

Sérgio Magalhães

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16 comentários sobre “O BOOM da blogosfera RPGista no Brasil

  1. Concordo plenamente com o post.

    Muita gente talentosa estava com cadernos abarrotados de aventuras, personagens e cenário guardados a anos. Gente que agora pode expor os frutos de sua imaginação de forma simples e até gratuita.

    É a democracia do RPG!

    Arrisco-me a dizer que este contingente tende a aumentar, uma vez que cresce o acesso a internet no pais.

    Depois de quantidade passaremos a fase de qualidade. onde os melhores se destacarão.

    Parabens pelo post!

    1. Além de concordar com o Sérgio e a Ellayne, ainda fico pensando se realmente muitos jogadores compram essas revistas especializadas. Nunca mais vi em bancas (se bem que não frequento bancas tanto quanto antigamente). Os blogs tomaram conta e estou adorando isso.

  2. Não tenho o que acrescentar. O texto foi muito bem escrito e concordo com muito do que ele apresenta. parabéns!

  3. Obrigado Ellayne, realmente, como falei no post, os Blogs já estão em uma ótima fase e entrando nesta etapa da qualidade, é isso é otimo para o crescimento do RPG em nosso país.

  4. Belo post Sérgio!

    De fato os RPGistas da Terra Brasilis vivem uma época bem melhor e mais feliz graças aos santos blogueiros padroeiros dos sistemas caluniados e dos cenários engavetados.

  5. Tenho certeza que muitos blogueiros e principalmente jogadores com mais de 10 anos de RPG se sentiram contemplados com esse post.

    Os verdadeiros intermediários entre jogadores e editoras atualmente são os blogs e, felizmente, o mercado parece começar a levar isso em conta, reparando um erro que durou anos. Creio que isso reflete também o próprio mercado internacional, onde as grandes editoras (WotC e WW) começam a ouvir aqueles que lhes dão dinheiro…

    Esse definitivamente é um ótimo momento para produzir, e, acima de tudo, jogar RPG!

    1. Na verdade, Dmitri, as grandes empresas (WotC, pelo menos) já ouvia seus leitores/consumidores há muito tempo. Os fóruns oficiais da Wizards já funcionam desde, pelo menos, 2006, quando entrei neles. Lá os próprios “designers” dos jogos da empresa já debatiam e ouviam o que nós sempre tivemos a dizer desde essa época, no mínimo.

  6. Existe dois pequenos detalhes quanto a diversificação de sistemas de RPG.
    Quando a WOTC lançou o D&D 3E, ela liberou uma licença aberta, aonde inúmeras empresas, pequenas, média, grandes e jogadores independentes lançaram material usando a licença d20 System.
    Houve um profusão de sub-sistemas usando a tal licença, isso ficou evidente até o ano de 2008 aonde foi lançada o D&D 4E.

    O D&D revolucionou o mercado com a licença aberta, mas notemos que a mente das pessoas ficaram presas ao d20 System, e no Brasil havia pifías iniciativas de sistemas fora do âmbito d20 System.

    Logo veio o D&D 4E, e criou uma licença restritiva, que barrou o avanço do d20 System.

    Mas houve uma nova revolução, feita novamente pelo D&D.
    Uma vez que não irei fazer sistema algum baseado no d20 System, logo terei que criar meu próprio sistema baseado em outra “ferramenta”.
    Logo as pessoas começaram a criar diversos sistemas novos não mais baseados em d20 System, logo o D&D 4E ajudou bastante neste boom de novos sistemas não-d20 System justamente por ter um licença restritiva, e as pessoas foram criar seus próprios sistemas.

    É verdade se você analisar com calma, a maioria dos novos sistemas são feitas a base de GURPS, mas poucos notam isso.
    sistema com :

    Pontos para distribuir
    Vantagens e desvatagens (usando nomes diferentes, pecados x virtudes. etc…)
    Peculiaridades

    Leia os novos sistemas, são influenciados massivamente por GURPS.

  7. Não acho que GURPS tenha influenciado tanto esses novos sistemas que vêm aparecendo. Acho sim que o modelo usado em Mutantes e Malfeitores, baseado no D20System, com compra de pontos também, teria influenciado bem mais.

    E quanto à massividade dos blogs, em comparação às revistas, só acho que em uma coisa os blogs ainda não conseguiram se aproximar, quando comparados. Não vejo blogs criando aventuras prontas. Muitos personagens, idéias para mestres, dicas, opiniões, novos cenários, novos sistemas e muita coisa bacana, mas nada de aventuras. Eu ainda sinto uma grande falta das revistas que ajudavam um mestre inexperiente com suas aventuras prontas.
    Para quem gosta de mestrar em eventos, onde você tem apenas 3 ou 4 horas de sessão, uma aventura pronta para você improvisar é essencial.

    O post está perfeitamente escrito. Parabéns ao Sérgio pelo texto. A tempos não lia nada tão agradável.

  8. Não concordo Trololó…

    Na minha opinião você misturou dois mercados RPGisticos distintos: o Estadudinense e o Brasileiro.

    1º – Aqui no brasil nunca houve essa profusão de cenários baseados em D20, seja comerciais ou caseiros (tanto que vc considerou “pífias” as tentativas – embora eu não concorde com o adjetivo aí usado, pois o devido mérito do Tormenta e do M&M não devem ser menosprezados).

    Já nos Estados Unidos, até certo ponto, cancelar a licença D20 foi quase um tiro no pé e acabou dando origem a bons concorrentes (Pathfinder sendo o mais destacado, penso eu). Aqui na Terra Brasilis nem chegamos a um consenso para a tradução da licença. E acabamos ficando mesmo só com o Tormenta e o M&M (que nem D20 parece, apesar de desfrutar – em parte – da mesma licença…)

    2º – Outro fato é que muitos sistemas estão surgindo abandonando os antigos conceitos baseados em números e lógica matemática (logo são muito pouco inspirados em GURPS), só pra citar alguns: Mouse Guard, Terra Devastada, Shotgun Diaries, Fear, Dark Heresy, 3:16, dentre tantos outros (quase todos ganhadores ou concorrentes ao Enie, diga-se de passagem).

    Incrivelmente estamos vendo uma grande massa RPGistica que está primando pela interpretação em detrimento quase total das regras – e isso, pra mim, é espetacular, até pq me insiro nesse grupo rsrsrs – sem falar que nunca o narrador teve tanto poder nas mãos, com regras tão abstratas e que deixam quase tudo declaradamente sob a “decisão do GM” ou da sorte.

    Evidentemente que aqui no Brasil, onde o mercado é bem diferente (leia-se atrasado) em comparação com outros países, temos muitos cenários e sistemas baseados em lógica matemática, pois os grandes sistemas/cenários aqui são assim (Daemom, GURPS, D&D, o Antigo Mundo das Trevas, etc.), mas isso está mudando rápido (olha aí o efeito dos Blogs em cena denovo), portanto, não posso concordar que isso deve-se ao D20.

    Portanto, a nível de Brasil, a licença D20 não foi esse BOOM todo – isso na minha opinião claro – principalmente pq, graças aos blogs como bem dito no post do Sérgio, agora nos libertamos tb da hegemonia da editoras nacionais, ninguém agora é obrigado a comprar o que tem na livraria por aqui, ou mesmo que compre, ficar limitado a esses títulos. Com poucos cliques é fácil adquirir material extrangeiro de qualidade (muitos inclusive são indie, e outros tantos gratuitos) por exemplo, eu mesmo estou maravilhado com a quantidade e qualidade de material espanhol que tenho encontrado.

    Bom, é isso!
    Abraços!

  9. Os colegas vão me desculpar, mas quem afirma que o GURPS é um sistema puramente lógico/matemático não soube tirar proveito das regras dos manuais ou jogou com as pessoas erradas. Claro que em determinadas situações é preciso pensar um pouco com o GURPS e é exatamente por isso que os sistemas mais fáceis caíram no gosto da massa de jogadores de RPG.

  10. Mantenho a minha opinião de pifías tentativas de se criarem sistemas/cenários/material FORA do d20 system, desde que essa licença ficou disponível para ser usada, entre os anos de 2000 até meados de 2008 , como escrevi claremente no post.

    Note que eu limitei um espaço de tempo 2000~2008 e não depois deles.
    Depois deles vem a licença restritiva do ano de 2008 que fez com os novos materiais caseiros e comercias no Brasil saíssem do foco de d20 System, com raras exceções como foi do TormentaRPG e Old Dragon.

    Durante o período de 2000~2008 os materiais feitos por brasileiros ou mesmo os importados trazidos e traduzidos na sua maioria eram feitos na base da licença aberta d20 System do ano de 2000.
    Não havia novidades substânciais quanto a sistemas novos fora do escopo d20, traduzidos ou produzidos no Brasil.

    Releia o trecho do meu post anterior :

    (…) havia pifías iniciativas de sistemas FORA do âmbito d20 System.

    Explicando: No Brasil com a licença aberta surgiram sim muito material d20 system, sejam eles materiais gringos traduzidos (M&M) e outros 100% nacionais como Tormenta d20, Ação, Primeira Aventura, etc ….

    E hoje em dia com a licença restritiva do d20 System, as pessoas estão criando novos sistemas EXCLUÍNDO o d20 System baseados na licença aberta de D&D 3E.

    No Brasil ATUALMENTE feito por brasileiros só me recordo de dois materiais feitos usando a licença aberta d20 system do ano de 2000 :

    TormetaRPG (lançado em 2010)
    Old Dragon (Lançado em 2010)

    Claro há os materiais “caseiros” e disponiveis em site/blogs, mas são poucos usando o d20 System do ano de 2000.

    Logo a licença aberta do d20 System proporcionou vários títulos no Brasil, sub-sistemas do d20/cenários/aventuras, durante o período de anos de 2000~2008 .

    D20 no Brasil durante o período dos anos de 2000~2008 (citando alguns somente) :

    Tormenta d20

    Mutantes e Malfeitores (M&M, Lançado pela Jambô em ABRIL de 2008.
    D&D 4E foi lançado no 2º semestre de 2008 nos EUA)

    Reinos de Ferro (que não é só cenário, usa sub-sistema d20. Publicado em outubro de 2006 pela Jambô)

    Daemon d20 (sim, sairam vários produtos da linha Daemon em d20)
    Crônicas da 7ª Lua
    Vikings
    Crônicas de Avalon
    Réia
    Ação
    Primeira Aventura
    Faroeste Arcano
    Diversas aventuras (importadas traduzidas e nacionais)
    Fora o material d20 independente disponibilizados de graça em sites/blogs.

    Nem vou citar todos os produtos d20 System do ano de 2000~2008 lançados pela Devir Livraria, pois são muitos.

    AGORA desde do lançamento da nova licença d20 system restritiva do D&D 4E, os brasileiros deixaram de se focar na licença aberta do ano de 2000 para criarem seus próprios sistemas.

    Hoje em dia as opções comerciais fora do escopo do d20 system só crescem aqui no Brasil.
    Sem contar a produção de sistemas de RPG fora do d20 system, sejam caseiros ou com anseios comerciais.

    O que quero dizer é que a licença d20 system do ano de 2000 ajudou em parte a expansão comercial do RPG no Brasil, mas também fez-no escravo de um sistema só.

    Com a licença restritiva do d20 System do ano de 2008, formos “libertos” de ficar escravos de uma só forma de se criar material, e hoje em dia você cria seu próprio sistema usando o famigerados dados d6 e sim, a influência de GURPS está lá, seja você consciente ou não dela.

    Hoje temos :
    NanoRPG, Mighty Blade, Alchemia, Busca Final, A Quinta Expedição, Abismo Infinito, Onírica, Era Perdida RPG, Meu Brinquedo Favorito, +2d6 System (Tio Nitro, em construção), etc … . Citei alguns que veio na minha mente, mas a produção fora do d20 cresceu demais.

    GURPS não é só lógica matemática como disse o amigo aí, se você reduz GURPS a isso, você nunca jogou mais de 40 horas neste sistema, deve ter só lido, ou agrega valor a opinião de pessoas que não gosta do sistema (como o Trio Tormenta).

    Vamos pegar os RPG’s Indies que comem das influências do GURPS, não no aspecto matemático, mas no aspecto das vantagens/desvantages/peculiaridades , mas se inspirando nisso usam novos nomes e conceitos diferentes.

    Lady Blackbird possue : Traits/Key of/Secret of . São vantagens e desvantagens/peculiaridades/ações sobre seu personagen, com outros nomes, mas não se foca na metemática.

    O próprio uso de d6 é algo bem “gurpeiro”.

    Eu não sou gurpeiro, respeito o sistema, e vejo como ele influencia o RPG Indies.

    Minha mesa principal de RPG é em D&D 4E (que gosto muito)
    Meu sistema predileto é Savage Worlds (que jogo muito).

    E sim, eu leio e jogo games Indies, apoio o RPG nacional COMPRANDO material :

    Comprados por mim em 2010/ 2011:

    3-16 Carnificina Entre as Estrelas (PDF)
    The Hill of Many Dungeons (Dungeon da Oone Games vendidas pela Retropunk. PDF)
    Old Dragon (Livro/Grid de Combate/Escudo do Mestre/Marcadores)
    Rastro de Cthulhu (PDF)
    Mighty Blade (Livro)
    Kimeron Miniaturas (Muitos Tiles Sets lindonas)

    Não é muito, mas pelo menos apoiei.

    Um aí citou que os blogs não fazem aventuras prontas como nas revistas. Realmente os blogs brasileiros quando o assunto é aventura prontas são muito pobres. E aventuras prontsa possue um grande público. Falta surgir blogs especializados em produzir aventuras prontas ou se focar em tradução delas. Poucos blogs traduzem aventuras ou outros materiais, tipo livros que nunca irão aparecer por aqui.

    Blogs com o Dragão Banguela está traduzindo as aventuras clássicas de D&D 1E/AD&D.
    O blog Jogadores de Papel traduzem muito material.
    O blog do hayashinoie tem muitas traduções.
    Fora algumas boas traduções de Pathfinder em outros blogs.
    Uma comunidade do Orkut traduzem aventuras prontas das Dungeon Magazine.

  11. Só passando pra dizer que, colocado assim dessa maneira, concordo mesmo com o Trolóló. Retiro tudo que eu disse antes.

    Vlw mesmo parceiro, desculpa qualquer coisa.

    E aproveito pra corrigir outra coisa: eu sem querer passei a idéia de dizer que GURPS é puramente lógica matemática, coisa essa que eu não queria mesmo. GURPS é o sistema que eu realmente mais gosto. O que eu queria dizer é que, em seu “core”, ele é baseado – ou melhor – compreendido através de números, diferente do Terra Devastada, por exemplo, que é mais baseado em conceitos e, portanto, mais passível de divergências quanto às regras… desculpem-me por isso também.

    Mais uma vez: vlw pelo excelente comment Trolóló. Foi maus qualquer mau entendido.

    Abraços.

  12. Imiril,

    Por se honrado, já ganhou meu respeito.

    E vamos que vamos apoiar nosso hobby galera.
    Façam mesas com novatos, vamos garantir o RPG da nova geração.
    Talvez uma iniciativa de ensinar RPG a novatos.
    Eu tenho ensinado aos meus Sobrinhos/Primos e amigos deles.

    E não importa o sistema, o que importa é jogar RPG !

  13. Com certeza Trolóló! Valeu pela contribuição ao post, muito rica e detalhada.

    E vamos jogar RPG!!

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