Dica de Fim de Semana: Highlander – O Guerreiro Imortal

Salve galera! Antes mesmo de iniciar esta dica de fim de semana, pra lá de saudosista, gostaria de ressaltar um pouco o sentimento que me motivou a fazê-la. Bem mais que resgatar um filme primoroso, e apresentá-lo às novas gerações, imersos na ignorância dos dias atuais, minha maior motivação para fazer esta resenha, extremamente recorrente em blogs e sites de cultura nerd, foi o fato de presenciar uma era das trevas do cinema mundial. Explico, meu entusiasmo com uma série de lançamentos atuais, principalmente, referente a filmes de super heróis, vêm sendo destruída incondicionalmente por seqüências cada vez mais recheadas por efeitos especiais primorosos, mas com roteiros, no mínimo, dignos de pena! Isso mesmo, e não pense que sou movido por sentimentos extremos e revoltados, pior que não! É cansaço de mais do mesmo, cada vez mais sacal e sem significado. Tive a felicidade de achar este filme perdido na mais distante e esquecida prateleira da locadora de DVD mais próxima de casa e, movido por minha recente sede por filmes antigos, clássicos em especial, aluguei imediatamente, junto com outros que, certamente estarão aqui em resenhas futuras (então se gostar desta não deixa de acompanhar as próximas). Bem, assisti ao filme e percebi, maravilhado por ver algo que, mesmo após décadas, continua tendo uma essência tão bem feita e recheada de elementos de extremo bom gosto. Os efeitos especiais são restritos à época, mas não envergonham, mesmo diante de olhos atuais, acostumados a filmes cada vez menos apegados a realidade, e recheados por efeitos visuais que são o cerne destas obras. Então, se você lembra deste filme, vá imediatamente atrás e assista, você não vai se arrepender. Se é um juvenil que achou Thor e/ou Lanterna Verde filmes bons, saia do limbo e procure esta obra que é obrigatória para qualquer jogador de RPG, ou amante do cinema. Agora, antes mesmo de falar propriamente do filme eu alerto, NÃO ASSISTA, em hipótese alguma sua continuação, Highlander II. Sério! Ou você irá presenciar a PIOR continuação da história do cinema. Dito isso, vamos ao filme…

Highlander – O Guerreiro Imortal

Lançado em 1986, o filme retratava a vida de Connor MacLeod (Christopher Lambert), mais precisamente em dois momentos distintos de sua existência. O primeiro mostrava sua vida atual (1986), onde ele é o pacato dono de um antiquário que assume a identidade de crianças mortas para justificar sua identidade civil. A segunda, que representa toda a magia, e melhores cenas do filme, apresenta a vida onde Connor é um jovem guerreiro escocês do clã MacLeod. Sua natureza imortal aparece justamente nesta época, no passado. A tribo do jovem é atacada por impiedosos conquistadores, liderados por outro imortal, chamado Kurgan. Connor é mortalmente ferido, porém, após algum tempo convalescendo, ele renasce, inteiramente disposto. Este fato é visto pelos demais habitantes do clã como feitiçaria, e ele acaba sendo expulso de seu vilarejo.

No exílio, em um castelo nas highlands escocesas, Connor MacLeod, já casado com Heather, seu grande amor, conhece alguém que seria seu grande mestre e que esclareceria muito de sua natureza imortal, Juan Sanchez Villa-Lobos Ramirez (Sean Connery), um imortal de 2 mil anos. Este, em seu papel de mestre, ensina ao jovem Highlander a lutar como um verdadeiro imortal, e esclarece a natureza dos seres de sua estirpe. Somente através da decapitação um imortal pode ser morto. Eles são destinados a lutarem até a morte e, quando restarem somente alguns deles, estes seriam atraídos para uma terra distante onde irão duelar até restar somente um. Este único restante ganharia um prêmio que lhe daria grande poder e controle sobre a humanidade. Ramirez passa algum tempo treinando MacLeod, até que este finalmente o supera em combate. Porém, uma noite Connor estava fora e Kurgan surge. Percebendo a iminência do perigo, Ramirez diz que ele é o imortal que mora ali, e desafia o oponente. Após uma luta devastadora, onde o próprio castelo acaba destruído, Kurgan mata Ramirez e Heather. Connor, ao chegar e perceber a tragédia que se passara ali, abandona a Escócia e começa suas aventuras mundo afora.

Na parte atual do filme, que é exibida paralelamente à antiga, é apresentado o caminho para a luta final entre os imortais restantes. Em resumo, os poucos seres desta estirpe que ainda existem, são atraídos para Nova Iorque e começam seu duelo final, se caçando entre as vielas escuras da metrópole. Kurgan, em sua versão moderna e totalmente insana, se apresenta como um dos vilões mais sinistros da história do cinema! No fim, a tão esperada luta entre MacLeod contra Kurgan é simplesmente arrasadora. A cena dos dois, com seus semblantes sombrios frente a uma enorme janela azulada, empunhando suas espadas e duelando, se tornou um marco do cinema. Como esperado, o Highlander mata seu rival e ganha o poder de ler a mente dos grandes líderes mundiais, além de perder sua imortalidade e poder gerar filhos. A obra acaba com Connor voltando a Escócia e mostrando seu país de origem para sua nova amada, Brenda.

Segue abaixo um trailer original da época de lançamento do filme (em inglês):

Um filme imortal

Como dito acima, o filme é, até os dias atuais, uma obra de enorme qualidade. O charme especial fica por conta das paisagens mostradas na fase medieval, quando Connor é só um jovem guerreiro escocês. Porém, a parte “moderna” também não deixa a desejar. As desventuras do vilão Kurgan, e sua natureza insana, são inesquecíveis. Um antagonista perfeito, para um filme eterno. Por vários anos, Highlander foi referência de melhor filme de temática fantástica. Tanto que, em pouco tempo, uma franquia foi produzida, infelizmente vindo para acabar com toda a magia deste primeiro. A trilha sonora alavancou ainda mais a carreira do Queen, que assinou integralmente a sonorização do filme – Who Wants to Live Forever se tornou um hino para toda uma geração.

Falando novamente como um grande fã, que fez questão de acompanhar tudo, por anos, em relação a Highlander, posso lhe dar um conselho que lhe poupará muito tempo e aborrecimento, e este é: NÃO ASSISTA mais nada fora o primeiro filme. Após O Guerreiro Imortal, foram feitos quatro filmes (sendo o terceiro o único aceitável, enquanto o segundo é uma porcaria sem precedentes), além de revistas em quadrinhos, desenhos animados e séries de TV. Entretanto, por incrível que pareça, nenhuma conseguiu resgatar a magia do primeiro filme, então assista esta obra prima e esqueça o legado feito a partir dela.

Por incrível que pareça, a temática do guerreiro imortal nunca foi explorada pelos jogos de RPG. O mais próximo que se chegou do tema, foi um jogo chamado Imortal, criado pela Mitsukay editora e lançado pela Editora Daemon. O jogo possui um conceito exatamente igual ao do primeiro filme, porém, por motivos de direitos autorais, acredito eu, não pôde ter o nome da franquia. Para quem joga Mundo das Trevas há uma esperança. O site brasileiro Imaginauta (http://www.imaginauta.com.br/) está desenvolvendo um projeto chamado Highlander – O Chamado, adaptando o universo dos guerreiros imortais para o sistema Storytelling. Apesar do tempo que demora pra ser postado algo novo, muito já foi feito e vale realmente à pena dar uma conferida no material!

Só pode haver um!

Bem, amigos aventureiros, acabo esta resenha esperando sinceramente ter conseguido implantar nos que ainda não conhecem este filme, uma centelha de curiosidade, pois vale muito à pena resgatar este grande sucesso. Uma refilmagem foi confirmada, mas não se sabe se seguirá o roteiro original, ou se será algo inteiramente novo. Vendo pelo lado do que vem sendo produzido atualmente no cinema, ou embasado nas continuações infames do filme, torço muito para que não manchem ainda mais o legado da primeira parte, que por si  só já representa algo incrível e ainda mais imortal que o protagonista que ilustra o filme.

Sérgio Magalhães

Treinando espada e caçando imortais inexistentes.

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Um comentário sobre “Dica de Fim de Semana: Highlander – O Guerreiro Imortal

  1. Muito bem lembrada essa obra. Highlander, o original, foi um marco mesmo e tem um enredo muito cheio de possibilidades. O melhor dos filmes são as cenas de “quickenings”, o momento em que um imortal é decapitado e o outro recebe todo seu poder.

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