Meu Brinquedo Preferido: Parece brincadeira de criança, mas é um RPG pra gente grande…

Feliz dia das crianças! Hoje é um dia mais do que especial para revisitarmos nossa infância e darmos asas à nossa imaginação. Vamos assistir pela milésima vez Os Goonies, brincar com nossos empoeirados Comandos em Ação, ouvir aquele LP riscado do Sérgio Malandro, e, é claro, jogar RPG! E por falar nisso, que tal experimentar um RPG que tenha como foco a infância? Tenho certeza que alguns torceram o nariz nesse momento, mas como já vimos aqui no blog, existem inúmeras possibilidades de se trazer o universo infantil para a mesa de jogo sem tornar a sessão uma “brincadeira de criança”. Mas, e se tornar, qual o problema? Afinal, não somos todos crianças brincando de faz-de-conta?

Pois bem, há alguns meses eu me deparei com o RPG indie Meu Brinquedo Preferido, de Eduardo Caetano – o mesmo autor do promissor Violentina. O jogo foi desenvolvido em apenas duas semanas para o concurso “Faça Você Mesmo”, da Secular Games, de onde também saiu o excelente Abismo Infinito, de John Bogéa. No jogo, os participantes irão interpretar brinquedos de uma criança, auxiliando-a em seu processo de descoberta e amadurecimento do mundo que a cerca, através de situações lúdicas. Durante as sessões, através da mecânica de narrativa compartilhada, os jogadores irão desenvolver o mundo egocêntrico do dono dos brinquedos, sendo eles próprios aspectos da personalidade dessa criança. As aventuras se passam em um mundo imaginário, onde os medos da criança se manifestam como reflexos distorcidos do mundo real. Trata-se, portanto, de um RPG de aventura psicológica sobre o imaginário infantil.

De acordo com as palavras do próprio Caetano, Meu Brinquedo Preferido é “uma forma de manifesto/metáfora metalingüística sobre o que eu acredito ser os benefícios intrínsecos, latentes e subjetivos que o próprios jogos de RPG podem proporcionar.” Apesar da descrição bastante subjetiva, o jogo possui uma temática simples e objetiva, baseada no uso de dados de seis faces e peças de dominó. Não irei nesse post analisar o funcionamento das regras e mecânicas, afinal, não trata-se de uma resenha, mas adianto que os conflitos são resolvidos de forma bastante rápida e sem maiores complicações – como em todo bom indie. Indico veementemente que baixem, leiam e tirem suas próprias conclusões. E, se, possível, compartilhem conosco sua opinião deixando um comentário aqui no post, ok?

Parece brincadeira de criança, mas é um RPG pra gente grande...

Não deixem de visitar o blog Rolista Independente e saber mais sobre Eduardo Caetano e seus outros projetos.

E, para fazer o download de Meu Brinquedo Preferido, clique AQUI.

Dmitri Gadelha

Eternamente criança…

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2 comentários sobre “Meu Brinquedo Preferido: Parece brincadeira de criança, mas é um RPG pra gente grande…

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