Blade Runner: Caçadores de andróides em um futuro cyberpunk

Cogito, ergo sum (penso, logo existo)

– René Descartes (1596 – 1650)

Salve camaradas! Tem coisas que marcam. Coisas que possuem um poder de atração tão grande que transcendem seu tempo e ficam gravadas na mente das pessoas por gerações a fio. Quando um livro ou filme chega a esse patamar e consegue reunir a seu redor um grupo de fãs suficientemente firme e entusiasmado, dizemos que se tornou “cult”.

Bons exemplos de coisas cult são Star Wars, Star Trek, Tolkien, X-Files e um monte de outros bons livros, filmes, séries ou quadrinhos. Fato interessante é que muita coisa que hoje em dia é cult foi um fracasso em seu lançamento. Vários livros e filmes só foram reconhecidos muito depois de seu lançamento, ou após a morte de seus criadores. E pra falar a verdade, muita gente só considera cult coisas que tenham esse pré requisito. Se for assim a lista daquilo que é realmente cult diminui bastante…

Independente de quais são os requisitos tem um filme que é cult até a alma e sua legião de fãs é fiel e muito entusiasta (e admito, estou entre eles): Blade Runner. Considerado um fracasso de bilheteria em seu lançamento (1982), a película de Ridley Scott foi posteriormente considerada muito à frente do seu tempo. Esbanja conceitos cinematográficos considerados muito complexos para o público da época, mas que hoje são muito elogiados (até pela crítica especializada).

Muitas controvérsias giram em torno desse filme. Entre elas a existência de várias versões: a original, a Versão do Diretor e a Final Cut, além de intensos debates sobre as questões filosóficas e morais suscitadas. Vários sites e até trabalhos acadêmicos dedicam-se unicamente a explorar o universo filosófico e psicológico abordado no filme. Além disso, a película de Scott faturou vários prêmios e indicações ao redor do mundo e Blade Runner figura como um dos filmes que marcou a história do cinema. Quadros, roupas e itens da gravação estão em exposição em vários museus do cinema ao redor do mundo. Por exemplo: O Science Fiction Museum and Hall of Fame em Seattle, Washington D.C. tem uma réplica de um Spinner  – os carros voadores vistos no filme; criados pelo grande designer e projetista Syd Mead – além de cópias do figurino usado pelos atores. Por conta de tudo isso Blade Runner foi escolhido para integrar o acervo da National Film Registry que é uma seção da Biblioteca do Congresso Americano (um equivalente à nossa Biblioteca Nacional) por seu elevado valor cultural e histórico.

Pois é meu caro RPGista, recomendo fortemente esse grande filme. Dificilmente se assiste algo com tantas cenas marcantes e vibrantes quanto Blade Runner – sendo minha preferida o momento em que Batty, uivando como um lobo demoníaco, caça Deckard por todo um prédio negro, frio, sujo e decadente – um verdadeiro retrato da morte. Sem falar que, mesmo hoje em dia, quase 30 anos depois, Blade Runner continua sendo um espetáculo visual. A cenografia e as vistas panorâmicas da cidade, com todo seu neon, luzes, torres e chaminés industriais são um espetáculo de sensações. Apesar de ser um filme “de ação”, os diálogos em Blade Runner  são bastante psicológicos e a própria cenografia – totalmente film noir (lê-se no-ÁR) – é um convite à introspecção e cinismo presentes no filme, sem mencionar a trilha sonora. Não sou especialista em música, mas caramba, o som que o Vangelis fez pra esse filme é muito bom.

Atualmente tem-se falado de um novo trabalho para o cinema usando a franquia Blade Runner. Mas pode ficar sossegado que, ao que tudo indica, não será nenhuma refilmagem – ufa! Fala-se de um prelúdio ou prólogo para o filme já existente. Por enquanto tudo ainda é apenas especulação, principalmente sabendo que Ridley Scott ainda está às voltas com seu mais recente trabalho (Prometheus). Mas as notícias são animadoras uma vez que até mesmo uma série no universo de Blade Runner tem sido cogitada…

SINOPSE (Como se fosse necessário… afinal, tem alguém aí que não assistiu a esse filme?!)

É difícil dizer qual é o cerne da história contada em Blade Runner. Tanto seu protagonista – Detetive Rick Deckard (Harrison Ford) – quanto seu antagonista – Roy Batty (Rutger Hauer), são extremamente importantes para a condução do enredo. Em certos momentos nem sabemos mais quem na realidade é o protagonista ou antagonista. Talvez o certo seja admitir, como alguns catedráticos, que Blade Runner é um filme sobre o gênero humano.

O filme apresenta-nos um futuro deprimente e escuro, no qual os homens vivem espremidos em megacidades que são verdadeiras selvas de concreto e aço com edifícios com centenas de andares, imensas chaminés industriais e intenso controle e manipulação por parte de grandes corporações capitalistas – esse background definiria para sempre o gênero cyberpunk. Numa Los Angeles decadente e corrupta, o ex-policial e blade runner Deckard é “convidado” a caçar um grupo de Nexus-6 (andróides idênticos em aparência aos seres humanos, porém muito mais ágeis e fortes) que se rebelou e fugiu da colônia espacial onde estavam locados, ou melhor, escravizados. Esse modelo de andróide, apesar de extremamente perigoso, ágil, forte e inteligente,  tem um taxa de vida de apenas quatro anos. E é a esperança de remover essa limitação que os traz de volta à Terra.

No RPG

Caras, por incrível que pareça, não encontrei nenhum RPG oficial de Blade Runner. No máximo algumas adaptações e uma versão não oficial de 2008 feita por uma empresa gringa chamada Farsight Games, que ao que tudo indica, nem lembra desse projeto, já que nem mesmo possuem o arquivo pra download no site deles (embora seja gratuito). Pequena falha essa que nós, do Vila, corrigimos pra você: baixe AQUI a versão não oficial do RPG Blade Runner (em inglês). Trata-se de um livreto de 16 páginas com um sistema de regras bem simples e um resumão do cenário do filme.

No entanto, se tivéssemos que indicar um sistema de RPG bacana pra você jogar Blade Runner, teríamos aqui várias boas opções. O saudoso Cyberpunk 2020 seria fortemente recomendado. Apesar da tecnologia desse RPG ser bem diferente da que vemos no filme, os demais elementos, como poder corporativo, corrupção, degradação do gênero humano e banalidade da vida, com todos os seus contrastes e questões, estão todos presentes. Infelizmente é bem difícil ver gente que ainda tem essa preciosidade na estante, mais difícil ainda é encontrar grupos de jogo… Mas, além dele, GURPS ou Daemon, que possuem regras bem abrangentes e com bom nível de detalhamento e realismo, podem facilmente retratar a ação e a tecnologia vistas no filme. O sistema do Novo Mundo das Trevas também vem bem a calhar, com suas regras de Moralidade, Virtudes, Vícios, Perturbações e tudo mais, é uma opção bem interessante ao clima do filme, e espelham bem a natureza psicologicamente perturbada dos Nexus e dos Blade Runners que os caçam.

Por fim, para ajudar vocês, vamos descrever o cenário de Blade Runner, assim vai ser mamão-com-açúcar você rolar uma partida no clima noir do filme.

O cenário noir de Blade Runner: megacidades, chuva, lixo, neon e carros voadores.

Ambiente e Atmosfera

Sombra e escuridão ganham um novo significado em Blade Runner. Os prédios, o lixo e a poluição sufocam toda a vida e toda a luz natural que possa existir. O mundo superpopuloso vive à beira do colapso e os governos tentam desesperadamente enviar levas e mais levas de pessoas para viverem nas colônias espaciais. Uma tentativa fútil de desafogar o mundo e garantir novas fontes de recursos naturais, totalmente exauridos no planeta, bem como toda vida selvagem, hoje existente apenas através de clones em torno dos quais existe um comércio que rende bilhões, legal e ilegalmente. A colonização de outros mundos alimenta uma guerra bilionária e movimenta o caixa de inúmeras megacorporações poderosas e influentes.

A cenografia de Blade Runner é extremamente detalhada e, por si só, transmite uma mensagem profunda e impressionante. Os prédios corporativos gigantescos – como a impressionante sede da Tyrell Corporation que se assemelha a um imenso zigurate hightech – são entrecortados com ruas estreitas, apinhadas de gente de todas as nacionalidades e tipos, aprisionados como ratos de laboratório numa gaiola apertada. Os relacionamentos são cínicos e distantes, limitados ao estritamente necessário ou profissional. Nesse mundo sem cor um verdadeiro amor ou amizade são coisa rara e, portanto, defendidos com a vida e com a morte.

Além do próprio filme o narrador pode inspirar-se em outras obras noir, como Blame! ou Sin City – tanto o filme quanto os quadrinhos – ou copiar o clima descrito no novo (ou no antigo) Mundo das Trevas.

Tecnologia

O distintivo da força policial Blade Runner - os caçadores de andróides

Toda tecnologia em Blade Runner é o que chamamos de “retrofit”. Imagine coisas velhas ou comuns ao nosso tempo e “aplique gambiarras” para que funcionem melhor, mudando sua aparência pra parecer mais, digamos, tech. É como pegar um carro velho e incrementar ele com tecnologia de ponta. Porém, lembre que Blade Runner é um filme de 1982. Centenas de coisas hoje comuns eram alienígenas naquela época – celulares via satélite e internet, por exemplo. Lógico então que esses avanços não estão presentes em Blade Runner – nem mesmo um notebook… Não há nenhum indício sequer de uma rede de computadores, que dirá coisas como internet ou muito menos realidade virtual. No entanto, podemos supor que alguns computadores possuem razoável inteligência artificial e capacidade para receber comandos de voz até complexos – a julgar pela forma como Deckart opera o software de manipulação de fotos.

Apesar do estrondoso avanço na área da robótica, não vemos indícios no cenário da existência de próteses cibernéticas ou robóticas. Inserir esse elemento ou não em suas aventuras fica por conta de cada narrador. Lembre, no entanto, que a robótica vista nesse cenário criou máquinas praticamente orgânicas através de uma ciência que lembra muito mais a engenharia genética do que a mecatrônica que conhecemos hoje. Talvez então, as próteses sejam como os replicantes, feitas de material “transorgânico”.

Portanto, a tecnologia vista em Blade Runner lembra muito mais o gênero steampunk (só que sem o vapor) que o hightech visto nas produções futuristas pensadas hoje em dia e, dessa forma, o filme explora muito pouco dos avanços tecnológicos que estariam à disposição dos jogadores num cenário hightech convencional. Como regra, o Narrador pode determinar que existem apenas artefatos que sejam possíveis ao mundo de 1982, mas que os mesmos possuem capacidades muito mais ampliadas. Por exemplo, não existem celulares, mas os telefones públicos possuem a capacidade de vídeo conferência, não existem carros com CD player ou DVD, em compensação eles podem voar, e por aí vai. Seja criativo!

O maior Blade Runner da história... seria também um Replicante?

Durante o filme existem três “avanços científicos” que são dignos de nota, e uma aventura blade runner não seria a mesma se eles não aparecessem. O primeiro são os painéis eletrônicos e o neon presentes aos milhares por toda a cidade, alguns do tamanho de TVs, outros do tamanho de quadras de vôlei. O segundo são as máquinas de Voight-Kampff. Esse mecanismo consiste em um leitor ótico que estuda as respostas sinóticas dadas pelo interrogado a uma série de perguntas elaboradas visando “obter uma resposta emocional”. Como os andróides são emocionalmente inexperientes (pois possuem poucos anos de vida) é possível, com cerca de 30 perguntas (e vários testes de inteligência e força de vontade depois), determinar se o sujeito submetido ao teste é ou não um andróide. No filme, os modelos Nexus-6 conseguiram desenvolver sentimentos, portanto, possuem uma maior capacidade de resistir a esse teste. Há inclusive um modelo em especial, Rachel, que teve as memórias de uma criança implantadas em seu cérebro, e ela só foi diagnosticada após mais de 100 perguntas! Particularmente, acredito que se fosse qualquer outro Blade Runner que não Deckart a submeter-lhe ao teste ela teria conseguido passar totalmente por uma humana, pois temos indícios de que a habilidade do blade runner que executa o Voight-Kampff conta muito para o sucesso do diagnóstico.

Por fim, o terceiro elemento de alta tecnologia são os spinners – os carros voadores vistos no filme. É preciso uma licença especial para pilotar um spinner. Apenas a polícia, táxis registrados e corporações tem “brevê” de pilotagem para esse equipamento. Um spinner é a grosso modo o que chamamos de VTOL (Vertical Take-Off and Landing), ou seja, um veículo com capacidade de pouso e decolagem verticais. Sua manobrabilidade e velocidade são medianas e ter acesso a um destes certamente deve constituir como uma vantagem para os personagens em jogo. A existência dos spinners e dos grandes dirigíveis presentes no cenário de blade runner, além da aparentemente corriqueira capacidade de realizar viagens interplanetárias, é um forte indício de que a tecnologia da anti-gravidade já é plenamente dominada, apesar de ainda ser restrita a grandes forças políticas e/ou financeiras e certamente demandar grandes somas em recursos e dinheiro.

Os Andróides Nexus

"Vi coisas que vocês homens nem imaginam. Naves de guerra em chamas na constelação de Orion. Vi raios-C resplandecentes no escuro perto do Portal de Tannhaüser. Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva. Hora de morrer..."

Além da anti-gravidade, outra tecnologia muito desenvolvida é a robótica. Andróides são uma realidade comum no universo de Blade Runner. Criados inicialmente para servir de mão-de-obra em serviços considerados de alto risco, o aperfeiçoamento dos andróides chegou ao ponto de criar máquinas biológicas tão perfeitas que em nada diferiam dos seres humanos – esses robôs foram chamados de Replicantes. Faltava-lhes apenas a sensibilidade e as emoções humanas para serem “perfeitos”, uma vez que já eram física e intectualmente mais capazes que qualquer ser humano. A esse ponto os Replicantes já eram largamente usados como verdadeiros escravos no processo de exploração de outros mundos. Chamados pejorativamente de “bonecos”, qualquer replicante possui força, velocidade e percepção muito superiores aos humanos. Além disso, são imunes ao frio, calor e vácuo  – e não precisam comer, beber ou dormir. No filme, não vemos isso, mas o fato de existirem os Nexus-6, subentende de forma lógica que existam outros modelos inferiores, além possíveis modelos fabricados por outras corporações (embora a Tyrell seja a mais avançada nesse tipo de desenvolvimento). Fosse nas frentes de combate, na construção civil ou para fins sexuais os Replicantes estavam sempre lá para cumprir a vontade dos seus “senhores”.

No entanto, foi observado que os Replicantes eram capazes de desenvolver emoções autênticas. Após uma violenta revolta ocorrida numa estação espacial, eles foram considerados ilegais na Terra e a polícia recebeu ordens para caçar e abater qualquer Replicante que fosse encontrado. Para essa tarefa, foi criada uma unidade de elite formada por policiais especialmente treinados para caçar e exterminar andróides, cujos membros eram chamados “blade runners”. Apesar disso, ainda é possível encontrar andróides na Terra, desde que sejam visivelmente “bonecos” e não possuam as capacidades físicas ou mentais dos Replicantes.

A Tyrell Corporation foi a empresa responsável pela criação dos replicantes da classe Nexus-6, os mais perfeitos já desenvolvidos. Essas unidades possuíam um grau tão grande de semelhança com os seres humanos que os engenheiros envolvidos em sua construção criaram um mecanismo para restringir suas capacidades: um período de vida de apenas 4 anos. Mesmo assim, esses modelos são oponentes terríveis – os Nexus-6 projetados para combate são praticamente imbatíveis, verdadeiras máquinas assassinas. Para ter uma noção, basta ver no filme como Roy (Nexus-6) literalmente brinca de gato e rato com Deckart. Junte a isso o detalhe que ele era um replicante em fase terminal e o fato de que Deckart era, muito provavelmente, o mais habilidoso blade runner de seu tempo, assim você vai ter uma ideia do poder de combate de um Nexus-6…

Bom, é isso! Acho que agora você já está prontinho para caçar andróides por aí. Time to die, my friend…

Imiril Pegrande

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6 comentários sobre “Blade Runner: Caçadores de andróides em um futuro cyberpunk

  1. Muito boa a postagem, cumprindo muito bem o papel, mais uma vez, parabéns Alan.
    Eu sou um pecador no caso de Blade Runner, nunca assisti ao filme, apesar de gostar do gênero em RPG. Apesar de não conhecer o filme, tudo o que li de rpg e literatura, cita esse filme como referência e depois dessa resenha já estou caçando uma forma de assisti-lo e já pensando nas possíveis idéias de aventuras que ele vai me dar.

    Aliás, fica aqui um pedido, adoro as aventuras e personagens que vc´s fazem, mas acho que poderiam, definir uma periodicidade e fazer mais de um gênero, é claro, fantasia medieval é o que move o RPG seja pela grana ou pelo sucesso na internet, mas existem outros gêneros muito pouco explorados, como o cyberpunk, citado nesta postagem ou o ambiente sobrenatural de Trevas, mas, melhor aplicado com um toque do antigo Era do Caos.

    1. Thiago nos do VIla do RPG jogamos, e consequentemente, gostamos muito de vários gêneros dentro do RPG. Por isso, já estamos trabalhando em ambientações diferentes da Fantasia. Pelo que você citou entre seus gostos, certamente terá ótimas surpresas muito em breve aqui no blog!

      Então não deixe de acompanhar e de sugerir, como fez agora, ok? A opinião da galera tem muita importância para nós.

      Abraço

      1. Eu já acompanho o material de vc´s há algum tempo, mas só recentemente, por estímulo do Imiril, passei a postar minha opinião. Vc´s estão de parabéns pelo trabalho, são todos muito bem feitos grafica e textualmente. Uma coisa que eu gostaria muito de ver aqui seria um tutorial com dicas sobre como fazer uma ficha bonitona e onde encontrar imagens bacanas como as que vc´s utilizam.

  2. Blade Runner é um filmão. Eu mesmo já prestei homenagem a esse clássico numa crônica de Mago A Ascensão com foco em personagens Tecnocratas. O próprio livro, Guia da Tecnocracia, faz diversas referências ao filme, chegando até mesmo a utilizar alguns de elementos no cenário.

  3. pecadores hehehehe vão arde no marmore do inferno hehehe brincadeira. hehe

    parabens pela postagem, E pessoal, assistam, não vão se arrepender hehehe

    uma coisa quando eu e meu grupo assistil, fez com que ficassemos horas e horas discultindo sobre o filme.

    porem não sei se é certo fazer este comentario agora aqui tendo pessoas que não assistil ainda, mas infelismente …. ta não vou fazer.

    assistem.

    eu mestrei nesta ambientação duas vezes uma em gurps e uma em 3d&t

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