Diário de Campanha: Sangue e Glória – Tormenta RPG (2ª Sessão)

Salve aventureiros! Como prometido nas semanas anteriores, estamos hoje dando prosseguimento aos relatos da campanha Sangue e Glória, ambientada em Tormenta RPG. Além das narrativas descritas, também já estou disponibilizando material extra sobre o cenário que estamos jogando. Então fiquem ligados nestes e nos futuros posts sobre esta saga, certo? E não esqueçam de comentar os erros e acertos, pois ajuda muito! A sessão desta semana foi um pouco prejudicada. Dois jogadores tiveram que faltar devido a prova do ENEM, realizada neste final de semana. Estes foram: Nyx, clériga de Tenebra e Mirligrik, o anão monge. No caso do anão, tivemos outro jogador controlando o personagem. Fora este detalhe, o jogo transcorreu bem, sem contar os já tradicionais confrontos de personalidade entre o bardo Albert e a “dupla dinâmica” Icarus (mago) e Jean Luc (feiticeiro). O grupo finalmente conseguiu chegar até o vilarejo de Landor e ter seu primeiro contato com a praga – e com a verdadeira ameaça que aterroriza estas terras.

Relato

Vencido o desafio das aranhas, os personagens escoltam Allania até a fazenda recentemente atacada. Na pequena propriedade, os aventureiros são recebidos por Wilmund, o senhor daquele local. Neste instante, a sacerdotisa de Marah, Nyx e Albert entram na sede da fazenda para ajudar na cura dos feridos durante o ataque e as vítimas da praga. Enquanto isso, os outros vasculham os arredores da construção para colher vestígios do ataque. Nitak percebe que foram três aranhas as responsáveis pela investida contra a localidade. E, certamente, foram as mesmas vencidas pelo grupo. Pouco tempo depois, os aventureiros seguem em direção ao vilarejo. Mesmo sendo noite, a doença dos aldeões da Landor preocupa Allania e ela deseja chegar o mais rápido possível ao centro da praga.

Icarus - O Mago

É noite em Landor. As ruas estão inteiramente desertas. As casas próximas estão inteiramente fechadas e nada denuncia que existam pessoas morando naquelas construções. Após andar poucos minutos, luzes, assim como vozes tímidas são percebidas em uma construção maior que as demais, que parece ser uma estalagem. Dentro do lugar, os personagens vislumbram uma pequena taverna. Três mesas estão cheias de aldeões conversando em tom bastante resoluto. Todos os presentes olham imediatamente para os viajantes que acabam de adentrar no recinto. O grupo de aventureiros rapidamente localiza Galdor, o prefeito local. Sentado em uma mesa no canto da sala, conversando com ar preocupado, ele se levanta ao notar a aproximação dos personagens. Os companheiros do prefeito se levantam, dando lugar aos visitantes. Acomodados, os aventureiros são informados por Galdor que a praga é cada vez mais forte, atingindo, a cada dia, novos habitantes do vilarejo. Não sabe-se ainda qual a razão desta maldição. Questionado sobre o Arauto de Keen, um cavaleiro que, dizem na capital, estar atacando o oeste do reino, o homem diz não saber muito sobre este ser. Ao que parece ele nunca se aproximou destas terras. Logo depois, o prefeito se despede e sai, para cuidar de outros assuntos.

Hospedados na estalagem, os heróis finalmente descansam após três dias de uma árdua viagem e de um confronto letal contra uma pequena horda de aranhas gigantes. Allania e Nyx são acomodadas em um quarto, enquanto os outros ficam em um cômodo um pouco maior. Durante a madrugada, o som de madeira sendo destruída vem da parte de baixo da estalagem, onde fica a taverna. Parece que alguém conseguiu invadir o recinto e está procurando algo. Rapidamente os heróis verificam o barulho e constatam que existe um homem, envolto em mantos negros e a pele, extremamente pálida, tem as veias pulsantes e vermelhas marcando a face e pescoço do invasor. Ele afirma estar ali para destruir os aventureiros. Logo depois, outro entra na taverna, portando as mesmas características do primeiro. Não tarda para que o combate se inicie. Mirligrik parte na frente e investe contra os homens, claramente, infectados pela misteriosa praga. Um deles se livra dos mantos negros e revela uma armadura estranha: negra, com a consistência de uma carapaça de inseto e permeada de espinhos. Outro entra, completando um trio, e atacam com fúria o grupo que se encolhe no canto do recinto. O anão monge é bastante ferido, mas é curado durante o combate pela clériga de Tenebra.  Mago e feiticeiro investem com a magia Leque Cromático, fazendo com que dois dos invasores caiam em um profundo torpor. Porém, o terceiro continua lutando e fere ainda mais o anão! Entretanto, a batalha dura pouco. O terceiro guerreiro cai após algum tempo de luta.

O Arauto de Keen

Do lado de fora da taverna, ruídos de desespero são ouvidos, como se o lugarejo estivesse sendo destruído por algo de grande poder. Vencido o combate dentro da estalagem, os heróis correm para fora do prédio e vêem a vila de Lador em chamas! Cavalos correm desordenados pelas ruas, enquanto aldeões procuram se esconder. Entre a enorme balbúrdia, surge um cavaleiro inteiramente encoberto por uma imponente armadura negra. O corcel sombrio que ele cavalga se aproxima, repelindo com o mais profundo horror qualquer um que esteja próximo de seu caminho. Apenas alguns metros dos personagens, o cavaleiro proclama “Fujam daqui forasteiros ou morrerão!”, dá a volta em sua montaria e parte, deixando para trás uma trilha de sangue e fogo. Os aventureiros se apressam em ajudar a apagar o fogo que consome algumas casas de Landor. A maioria das casas está destruída e são muitos os feridos. É quase manhã quando, finalmente, os personagens podem descansar. Enquanto a vila ainda padece com as chagas deixadas pelo Arauto de Keen…

Conclusão

Como vocês puderam perceber, a sessão foi bem mais curta que a primeira, ou pelo menos teve menos movimentação. De fato, boa parte da sessão foi perdida em observações e diálogos sobre o próprio objetivo do grupo. Os aventureiros começam a se questionar se vale a pena, realmente, investigar aquela região atingida por uma terrível praga. Os aventureiros ainda não são, evidentemente, um grupo. Ate porque há alguns dias, eram totais desconhecidos, mas começam a ter uma afinidade maior que no primeiro jogo. Então é isso galera, até a próxima!

Galera detonando monstros em Tyrondir!

Sérgio Magalhães

Narrando como nunca imaginou…

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5 comentários sobre “Diário de Campanha: Sangue e Glória – Tormenta RPG (2ª Sessão)

  1. Muito boa a história!
    Na minha visão, os jogos são mais divertidos quando os jogadores formam um grupo unido. Caso contrário fica aquela sensação de RP PvP que nunca chega em lugar nenhum, dando menos espaço pra história a ser contada.
    Obviamente essa é a minha sensação. Acredito que vários outros prefiram sentar na mesa e duelar entre si. Diversão é o que vale.

  2. A historia ta boa.
    parabens, aguardo novos relatos.

    Eu prefiro isso que o araujo falou, mas gosto que isso se desenvolva, va acontecendo, não que eles surgem assim do nada como um grupo.
    Tem uma coisa legal no sitema Dragon Age, que o grupo tem que criar a historia deles de maneira coletiva e tals, achei isso bem interessante.

  3. Valeu galera!

    O conflito entre os personagens não foi algo proposital, mas não imponho minha vontade como narrador. Porém, isso pode, e terá, consequências dentro da narração. A união deve ser incentivada, mas não imposta. Claro que um grupo unido é bem mais eficiente, mas discussões e desentendimentos podem, de certa forma, enriquecer conflitos pessoais dentro da narrativa.

    Como venho falando em todos os posts, aguardem por novidades. Semanalmente teremos relatos e informações adicionais sobre a campanha.

  4. Apesar de eu achar desconfortável, entendo que não tem como deixar de ter discordâncias e problemas de relacionamentos em um grupo. Até escrevi sobre isso =P

    Realmente, ainda é cedo pra o Sérgio formar uma opinião sobre como estão indo as coisas com o grupo, muito chão pode rolar e o grupo pode, de fato, acabar se unindo. Essas brigas iniciais são mais comuns que se pensa.

    Muito bom acompanhar a aventura, Sérgio! Se (e quando for) possível, fale sobre como é, em Tyrondir, a situação da coisa que infestou os inimigos da sessão. Vai ser legal pra continuar preenchendo esse panorama bacana que você tem dado ao reino. =D

    1. Opa Dan! Valeu mais uma vez pelos elogios cara. Mas não deixe de criticar também quando achar necessário, ok? Opiniões que acrescentem através de apontamentos negativos, ajudam muito!

      Cara o lance da praga e de suas consequências será melhor desvendada nos próximos relatos e terá um post especial falando sobre ela. Também devemos falar mais detalhadamente, em breve, sobre o Arauto de Keen e quais seus planos para o norte de Tyrondir.

      Abraço

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