Diário de Campanha: Sangue & Glória – Tormenta RPG (4ª Sessão)

Saudações aventureiros! Após uma semana de ausência, voltamos com o relato da nossa campanha de Tormenta RPG: Sangue e Glória. Como já foi dito aqui no blog, a mesa acabou dando frutos. Não que a campanha esteja sendo jogada em outro grupo paralelo, mas uma nova mesa no cenário  de Arton se formou a partir da minha, com a presença de 3 jogadores que estavam na campanha até agora.  Graças a isto, vocês irão notar a troca de alguns personagens e a entrada de outros, contanto com o novo herói do Vinicius, já que o bardo dele morreu na sessão anterior. Ao todo teremos 3 novos personagens, enquanto alguns do antigo grupo terão destinos terríveis na aventura contada hoje. Espero, sinceramente, que este grupo dure, sem que nenhum novo personagem morra ou saia por qualquer motivo. Mesmo com esta troca abrupta logo no início da campanha, praticamente metade do grupo foi trocado, as possibilidades e história dos aventureiros que entraram, deram todo um ar novo ao enredo e melhoraram ainda mais a interação entre os próprios jogadores na mesa de jogo.

Como sempre, espero que comentem o que gostaram ou não, e socializem suas opiniões como forma de me ajudar a saber se estou no rumo certo. Sem mais, vamos ao relato…

Relato

Feridos, cansados e famintos, os personagens seguem pelo corredor escuro da caverna onde se localiza a fonte do rio que banha a cidade de Landor. Cada vez mais, eles tem certeza que este local tem realmente algo com a praga que assola a região. Allania e os outros sentem a perda repentina do bardo, mesmo com a lembrança de sua piadas inconvenientes e autoestima deveras elevada. Seu corpo abandonado no fundo daquela passagem ainda permeia a mente de todos enquanto ganham terreno pelas passagens obscuras, abaixo das colinas.

Enquanto isso, em um pequeno vilarejo localizado na fronteira entre Tyrondir e Deheon, um soturno cavaleiro chega durante a noite com notícias perturbadoras. O prefeito da pequena estância recebe pouco tempo depois as informações trazidas do sul: ao que parece, a Terra dos Rios vem sendo assolada por uma terrível praga, enquanto um guerreiro infame proclamado Arauto de Keen vem conquistando as cidades da região e promovendo destruição e morte. Sem perder tempo, o velho homem escreve uma breve carta, destinada à Baldo Galdor, o senhor de Landor, e recruta alguns aventureiros para levá-la até a cidade. Os contratados pelo prefeito da localidade são Tiberius, um minotauro bárbaro, Liliel, uma elfa ladina e Theryon, um elfo ranger. Informados da urgência e importância de sua missão, os três partem rapidamente em direção ao seu destino.

Theryon e Liliel - Elfos lutando contra as forças da Aliança Negra

Guiados pelo patrulheiro Theryon, profundo conhecedor da região, o pequeno grupo de aventureiros cruza uma extensa terra de planícies intermináveis. O elfo pretende chegar até Landor passando por uma estreita, porém tranquila, passagem situada do lado oeste das colinas onde nasce o rio Tyren, poucos quilômetros ao norte de seu destino. A viagem é fácil e rápida, embora estejam a pé. Chegando finalmente a trilha que circunda as colinas o ranger percebe uma pequena milícia de orcs guardando o caminho, impossibilitando a passagem ali. De acordo com seus conhecimentos, ele sabe que fora este caminho, os outros possíveis irão atrasar sua viagem por mais alguns dias, fora serem bem perigosos. A única opção para eles é cruzar as cavernas da colina. Embora nunca tenha feito este caminho, Theryon já ouviu falar muito dele, inclusive alguns detalhes secretos. Guiado pela urgência de seu objetivo, os três viajantes começam a subir as colinas para alcançar as entradas para o interior da colina. Algumas horas depois, Theryon acha uma entrada e começa sua jornada pelas cavernas em direção ao sul, e a cidade de Landor.

Enquanto isso, o outro grupo de aventureiros segue pelas cavernas estreitas e úmidas da colina. Em determinado ponto, eles ouvem um ruído. Algo espreita em uma pequena caverna logo a frente. Icarus e Allania estão à frente e pedem que os companheiros parem, enquanto o restante dos heróis se preparam para o combate. Um certo tempo de apreensão se faz, até que uma voz trovejante ecoa pela passagem. O mago interroga quem está oculto ali, sendo respondido por um elfo que sai da abertura, acompanhado por um minotauro e uma elfa. O grupo se espanta ao achar outros aventureiros naquele local tão isolado e oculto. Segundo o elfo, que logo se apresenta como Theryon, eles estão em uma missão, indo para a cidade de Landor. Icarus afirma que seu grupo está ali investigando algo para a citada localidade. Como benefício mútuo, os dois grupos decidem unir forças e descobrir se algo está realmente poluindo a fonte do rio.

Cruzando os corredores estreitos da masmorra natural, os aventureiros chegam até uma grande câmara. Ela é bastante ampla e seu teto altíssimo é seguro por imensas colunas naturais de pedra. Mirligrik, o anão monge, se adianta e tenta observar se existe algo errado naquele amplo salão. Após uma rápida verificação, constata que é seguro passar. O grupo inicia a travessia. Os passos são medidos, porém, rápidos e decididos. Vencida uma boa parte da câmara, os heróis percebem que pedras começam a despencar do teto, caindo sempre mais próximos dos personagens! Visto isso, os aventureiros correm em direção a saída daquele lugar. Entre eles, pedregulhos cada vez maiores caem, explodindo quando se encontram com o chão rochoso. Desviando dos obstáculos mortais, eles conseguem vencer a distância e se abrigar na abertura de saída desta sala mortal. Mirligrik e o samurai Kazuya são feridos, mas continuam de pé. Recompostos da surpresa, eles finalmente notam algo trágico: Jean Luc, o feiticeiro e Nitak, o ranger, pereceram sobre grandes rochas que os esmagaram! Allania entra em desespero e tenta voltar para ajudar os companheiros, mas os outros membros do grupo a seguram. Infelizmente, nada mais por ser feito por eles. Nyx, a clériga de Tenebra foi mortalmente ferida também.

Seguindo sua trágica jornada, os aventureiros finalmente acham algo novo. Trata-se de uma imensa caverna, onde o rio corta o caminho em uma folha rasa e tranquila. Grande colunas sustentam o local e, ao fundo, ruínas estranhas são vistas pelos heróis. O imenso salão natural é guardado por 4 orcs bem armados com machados de guerra. Diante da investida dos personagens, os defensores malignos se esgueiram para trás das colunas, demonstrando uma técnica de combate surpreendente para membros desta raça. Os aventureiros investem juntos em direção ao orc mais próximo. O minotauro Tiberius é o primeiro a se adiantar, sendo cercado pelos guerreiros inimigos que acabam o derrubando rapidamente. Mirligrik e Kazuya também entram em combate corpo a corpo, tendo o apoio de Icarus, que adormece um dos ors com sua magia, e o elfo Theryon, investindo com suas flechas mortais. Os aventureiros acabam bastante feridos, principalmente o samurai e o monge. O combate é longo e duro, os orcs são bons combatentes e lutam com estratégia, sempre investido contra os invasores mais fracos.

Vencidos os inimigos, após uma batalha dura e extremamente difícil, o grupo enxerga melhor as ruínas que ficam no fundo da caverna. Em uma rápida avaliação, Icarus afirma que trata-se de ruínas de um templo religioso, porém, não parece com nenhuma construção dedicada a qualquer um dos deuses de Arton…

Conclusão

Mudar muitos personagens de uma só vez, no meio da aventura, me preocupou um pouco, mesmo antes de começar a sessão. Isso porque o relacionamento entre os jogadores não vinha sendo inteiramente harmonioso nas partidas anteriores; algo que não enxergo como prejudicial, mas que, no contexto da aventura, vinha atrapalhando o andamento da campanha em alguns momentos. No entanto, a entrada dos novos jogadores/personagens deu uma liga bem melhor ao grupo! Não que os que saíram estivessem atrapalhando, longe disso, mas a relação entre o grupo de aventureiros ficou bem mais fechada e cooperativa nesta sessão, acho que por causa do perigo real de morte que os personagem vem enfrentando; o que os força a se unir na tentativa de sobreviver.

Bem, por hoje é isso, seguem as fotos da sessão:

Sérgio Magalhães

Temporariamente Clérigo de Keen!

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14 comentários sobre “Diário de Campanha: Sangue & Glória – Tormenta RPG (4ª Sessão)

  1. Tenho a impressão que, com o grupo mais unido, a história rendeu mais.
    Bem preparado o gancho pra adicionar os novos personagens.
    Gostaria de ter participado desse combate contra os orcs bem treinados, gosto de lutas onde você tem que usar um pouco mais de estratégia pra vencer.

  2. Foi legal ver os jogadores espantados com a tática de combate dos orcs! A galera se espantou no inicio, mas percebeu que os soldados da Aliança Negra não são monstros sem cérebro que são ludibriados facilmente. O grupo teve que armar uma estratégia de combate mais elaborada para vencer! Foi uma luta interessante.

  3. Mto legal! Gostei da morte que voce nos arrumou bem bolada, inclusive o encontro entre os novos personagens! Muito legal tambem o uso de taticas dos PDMs.Amanha tem como tu levar aquelas aventuras impressas que voce prometeu me emprestar pra eu ter mais umas ideias pra desenvolver minha cronica? e Sobre aquelas regalias de ser mestre, alguma nova?

    1. Opa Leonardo, tem sim cara. Separo aqui e levo. Quanto a segunda pergunta ainda estou negociando. Espero ter boas novas sobre isso amanhã.

  4. Na verdade eles não sabem se sim ou não. A ameaça da Aliança Negra é bastante tênue no Norte de Tyrondir. A única verdade sabida pelos personagens é que estes orcs são aliados do Arauto de Keen, porém, como é de conhecimento popular no reino citado, todos os goblinoides e seus aliados pertencem à Aliança, sendo um pensamento lógico, embora não inteiramente verdadeiro.

  5. Caras, estou gostando bastante da aventura, mais ainda por eu estar participando dela agora (sou o Theryon, elfo ranger). Como prometi aos outros personagens, sairemos das cavernaas sem mais perdas!
    E amanhã tem nova sessão!

  6. Caramba! que história emocionante!! aqui nós jogamos o sistema 3D&T de Tormenta, muito legal essa aventura, boa sorte à todos os jogadores e ao mestre tbm =)

    1. Valeu Gustavo!

      Realmente a história esta engrenando à medida que os segredos vão se revelando.

  7. O grupo agora ta misto, organizando e se dando bem… e o enredo ta show… to curioso pra saber o final.. huhauhau… se fosse um livro já tinha foliado as últimas páginas.. huahuahua.. parabéns

  8. Demorei mas li! A história continua bacana, e dando curiosidade. O nível de mortalidade é enorme, hein! =P

    Ansioso pra saber mais sobre essas técnicas de batalha dos aliados do Arauto, e sobre o próprio. No futuro, citarei os nomes desses heróis e vilões em histórias de minhas campanhas! Mas eles precisam sobreviver! =D

    1. Realmente Dan, mas isso foi resolvido nesta e na sessão posterior. Principalmente devido a maior união do grupo e das técnicas de combate que estão empregando. A morte de dois personagens foi uma “resolução” pela saída dos jogadores e para acentuar os riscos da vida de aventureiro. E deu certo no fim das contas! Todo mundo está bem mais cauteloso nos combates e desafios que aparecem, além de terem se unido mais em torno dos propósitos do grupo.

      Valeu pelos comentário cara, ajudam muito!

      Abraço

    1. Valeu William!

      Cara, atualmente a mesa tem 6 jogadores. Não deixe de acompanhar as outras sessões e os posts especiais dedicados à campanha.

      Abraço

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