Diário de Campanha: Sangue e Glória – Tormenta RPG (6ª Sessão)

Pelas bênçãos de Valkaria voltamos com mais um relato da campanha Sangue e Glória. Mesmo com as esperadas mudanças de jogadores e eventuais faltas (pô galera!), estamos dando prosseguimento à trama. Estou muito contente por estar conseguindo incluir os elementos que armei para a história. Minha primeira preocupação quando decidi fazer esta campanha era a demonstrar um cenário vivo, onde as coisas ocorressem sem a presença dos personagens, mas que esses pudessem fazer a diferença em um ambiente bem maior e desafiador que eles mesmos. E acho que, aos poucos, estou conseguindo fazer isso. Fico muito empolgado quando o enredo e os personagens começam a aparecer com mais destaque que os combates. Ainda temos muita coisa prestes a acontecer e muita história e personagens para surgir, então, não deixem de acompanhar e, jogadores, vamos evitar faltar, né?!

Relato

A descida dos heróis pelas colinas é penosa e bem mais difícil que sua jornada inicial, quando subiram pelas cavernas até o templo onde, finalmente, encontraram o Arauto de Keen e purificaram a fonte do Rio Tyren. Por muitas vezes, a marcha dos aventureiros é interrompida devido a presença de rochedos que os obrigam a fazer pequenas escaladas. Tiberius, o minotauro bárbaro e Liliel, a ladina elfa, ainda estão bastante feridos devido ao combate com as aranhas. Graças a habilidade de Theryon, o elfo ranger, as passagens mais fáceis se abrem ao grupo à medida em que descem pela íngreme passagem colina abaixo. Em determinado momento, olhando para o sul, os personagens vêem um rastro de fumaça subindo aos céus, despendida do local onde se encontra o vilarejo de Landor. Algumas horas depois, o grupo conclui a descida e entra novamente no bosque que circunda a base das colinas. Ao cair da noite, um acampamento improvisado é erguido, dando um pouco de descanso, especialmente aos feridos. Eles começam, então, a decidir o que devem fazer agora. Se Landor é o melhor destino, ou procurar outra alternativa seria mais sábio neste momento. Liliel se voluntaria para ir furtivamente até as proximidades do vilarejo para saber o que está realmente havendo lá. Diante da concordância de todos, ela parte noite adentro, enquanto os outros descansam e se alimentam, pela primeira vez em muitas horas.

A jornada da elfa ladina é rápida. Mesmo ferida, sua agilidade a permite cruzar as planícies com bem mais agilidade que acompanhada por um grupo. Próximo das primeiras fazendas, ao norte de Landor, ela percebe mais a frente, fogo e vozes guturais conversando algo. Encobertas por um declive no terreno, a elfa, mesmo com sua visão aguçada, não consegue perceber quem está falando e quantos são. Cruzando os arbustos com uma agilidade incrível, ela consegue se posicionar por trás de uma velha árvore e perceber cinco orcs bebendo próximos de uma fogueira. Vestidos com armaduras e portando machados de guerra, eles certamente compõem uma equipe de vigília. Constatado isso, a ladina segue caminho, deixando para trás os orcs. Ao longe ela consegue ver a vila de Landor, mergulhada em trevas. Pouquíssima iluminação é despendida das casas. Somente a luz da lua clareia um pouco melhor as estruturas adormecidas. Com uma perícia incrível, Liliel se aproxima e sobe sobre uma das casas mais afastadas do centro do vilarejo. Mais ao centro nada é percebido, a não ser a passagem de três homens em um beco escuro. A elfa permanece muito tempo sobre o telhado sem perceber mais nada. As ruas estão inteiramente desertas. De repente, o grupo de cinco orcs, os mesmos de algum tempo atrás, chegam em marcha e adentram para o interior de Landor. Cerca de meia hora depois, um pequeno destacamento de trinta orcs deixa o local em direção ao norte. Vendo isso, a ladina decide voltar para junto de seus amigos, mesmo não tendo descoberto muita coisa.

Enquanto isso, no acampamento, todos estão sentados, calmos cada um em um ponto próximo da fogueira. O clima frio piora a dor dos que ainda trazem cortes e arranhões de sua jornada ao interior das colinas. Em meio ao silêncio, Icarus, o mago, levanta de repente. Ele parece transtornado e lança um feitiço contra Allania! A clériga cai entorpecida imediatamente, enquanto os companheiros seguram o mago. Ele afirma ter visto uma criatura exatamente onde estava a sacerdotisa de Marah. Seu corpo queima em febre e as veias vermelhas de seu pescoço estão mais evidentes. O grupo percebe que a praga está se manifestando com mais força no amigo. O elfo diz que ficará de olho nele.

Berian: um dos poucos homens da resistência de Landor.

Liliel volta sem muita coisa a ser relatada. Momentos depois, sons podem ser ouvidos no bosque. Aguçando melhor sua visão, Theryon percebe a aproximação de três homens: um deles é idoso, seu rosto magro se assemelha mais ao de um velho mago, com o nariz adunco e o cabelo branco caindo sobre o rosto; o segundo é bem jovem, seu semblante é apreensivo, mantendo-se afastado do grupo; o terceiro um homem de meia idade, seu cabelo curto e constituição forte denunciam algum treinamento militar. O velho se apresenta como Berian, um homem de Landor. Questionado pelos personagens sobre o destino do vilarejo, ele afirma que o mesmo foi tomado pelas forças do Arauto de Keen. Orcs invadiram enquanto os infectados pela praga se ergueram de repente e os atacaram! Galdor e alguns homens conseguiram evacuar a cidade e levar as mulheres e crianças para uma cidade ao Oeste, no caminho para o Forte Govanon. Tiberius interrompe algumas vezes o homem, causando um estranhamento entre o grupo e ele. Mediado por Icarus, os humanos se contêm, mas permanecem de olho no minotauro.

Feita uma pequena conferência para saber qual melhor rumo para o grupo, todos decidem partir de encontro aos sobreviventes de Landor. Traçado este objetivo eles descansam mais um pouco e partem com a aurora. O caminho é mais rápido e fácil, especialmente tendo os caçadores, liderados pelo velho Berian, os guiando. Em dado momento eles passam por uma passagem entre dois pequenos montes permeados por árvores próximas uma das outras. Enquanto caminham, um grupo de aranhas gigantes se interpõe em seu caminho, os cercando por todos os lados. Berian e seus dois companheiros partem para cima de duas que avançam pela dianteira do grupo. Os outros cuidam das que investem pelos lados. O minotauro parte para cima, mas acaba novamente muito machucado. Kazuya manobra sua katana com maestria e entra em combate corporal com um dos monstros. No fim, elas não representam uma grande ameaça e são vencidas sem muitos danos aos aventureiros.

Recompostos do ataque, todos se reagrupam e seguem viagem. A pressa os impulsiona na tentativa de salvar os sobreviventes de Landor…

Conclusão

Acho que deu pra perceber que esta narração teve o âmbito de história de transição. A missão inicial do grupo, purificar a fonte do rio que trouxe a praga, foi cumprida com êxito; mesmo assim, parecia ser tarde demais! As conquistas do Arauto de Keen, antes somente boatos distantes, finalmente chegaram ao norte da Terra dos Rios. Agora, os moradores de Landor estão espalhados e perseguidos pelas hordas orcs. Qual será a reação da Forte de Govanon e da capital Cosamhir ante esta invasão? Só conferindo o desenrolar desta trama pra saber.

Sérgio Magalhães

Se jogasse iria um com goblin mago!

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7 comentários sobre “Diário de Campanha: Sangue e Glória – Tormenta RPG (6ª Sessão)

  1. Hummmm…. eu estava pensando… será que o deus Keenn se aliou ao deus Sszzaas e tudo isso é uma grande conspiração dentro do panteão… embora aliança com o deus da traição é meio que suicídio… huhuahauhua

    Mto bom o enrredo ta de parabéns o mestre!!!

    ainda acho que com a saida dos orcs pro norte a vila ficou desprotegida e fácil de ser retomada…

    Abraços

  2. Concordo com o minotauro, acho que é a hora perfeita de retomar a cidade, porém, grande parte do nosso grupo possui uma forte inclinação para o bem, por isso fomos atrás de salvar os aldeões.

    Em suma a narrativa tá massa, no entanto, minha prioridade no momento é enfrentar o servo de Keen e testar seu poder.

    Veremos se existe poder por detrás de tanto falatório.

    Abraços galera!!!!

    1. Rapaz com isso tudo nem precisa do 20 não. kkkkkkkkkkk

      Mais eu tenho a magia certa pra ele, antes do apocalipse chegar ainda o verei caído ante meus pés. Quem viver até lá verá!!!!!!!!!!!!!!!!

  3. Meu próximo talento vai ser usar machado ogro… melhor q espada taurica… pois ainda é uma arma d haste…. ta no guerras tauricas

  4. Esse mago é valente! Pelo menos na conversa! hehe

    Continuam eletrizantes, o relato e a campanha, Sérgio. Histórias de guerra são sempre muito legais, especialmente com as coisas acontecendo de forma dinâmica assim.

    E que região cheia de aranhas gigantes hein companheiro? =P

    1. Realmente Dan, vamo ver na hora do “pega pra capar” como ele vai se sair, hehehe

      As aranhas, ao que parecem, estão descendo aos montes das colinas e se aproximando cada vez mais das cidades do Sul, especialmente Landor. Ou seja, mais um desafio para os humanos nesta região!!

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