Diário de Campanha: Sangue & Glória – Tormenta RPG (7ª Sessão)

Salve camaradas! Voltamos finalmente com nossa tão estimada campanha Sangue & Glória, que abre este novo ano com força total! Antes de tudo, é importante lembrar novamente que, quem está por fora do que está sendo dito aqui, vale muito à pena voltar algumas postagens e acompanhar o relato das sessões anteriores, certo? Bom, voltando, abrimos este ano com uma partida 100% interpretativa! Isso mesmo amigos! Só interpretação, pura e simples. E o melhor, os personagens ficaram muito tempo, mesmo, divagando sobre o que deveriam fazer diante dos acontecimentos ocorridos nos últimos dias. E isso pra mim é essencial em uma companha, dar liberdade de ação aos aventureiros e deixar que seja deles a decisão do caminho a ser tomado. Vocês perceberão isso melhor no relato.  Então, vamos deixar de conversa fiada e partir pro que interessa!

No capítulo anterior…

Após purificar a fonte dos rios que banham a região conhecida como Terra dos Rios e vislumbrar que o Arauto de Keen está associado à alguém misterioso – por conta de seus atos, teme revelar sua verdadeira identidade, mas que claramente está ligada ao culto de Sszasss -, o grupo de aventureiros desce as colinas do norte e percebe que Landor foi atacada durante sua ausência. Depois de terem encontrado três caçadores da cidade, eles ficam sabendo que os sobreviventes foram pedir abrigo à cidade de Valian, a mais próxima e ainda livre dos orcs do Arauto. Liliel, a elfa ladina do grupo, informa que viu, durante sua investigação nas proximidades de Landor, uma pequena milícia de orcs indo na mesma direção dos sobreviventes. Feita uma rápida conferência, o grupo decide seguir em auxílio ao povo da cidade, ao invés de tentar retomar Landor.

Relato da sessão

Entre um enorme prado de terras irregulares e úmidas, o grupo de aventureiros segue com passos firmes e decididos em direção à oeste do reino de Tyrondir. Berian, o ranger de Landor que os encontrou na noite anterior, corre um pouco à frente, acompanhado por seus companheiros. Logo atrás, os heróis tentam acompanhar da melhor forma possível, embora o cansaço de um dia inteiro de viagem pese em sua constituição já debilitada. Em dado momento, os caçadores param. Theryon, o elfo ranger, esforça sua audição para que alcance a maior distância à frente, tentando perceber o que se passa, e qual o motivo para a interrupção repentina. Logo, ele ouve sons uma batalha travada, não muito distante dali. Todos apressam ainda mais a marcha, sacrificando assim os últimos resquícios de força que lhes restam. Chegando ao alto de uma pequena elevação, no meio do bosque, eles percebem vários orcs mortos, e duas figuras que são inteiramente encobertas pelas sombras do crepúsculo que se adianta. Após se revelarem como aventureiros à serviço do reino, os dois seres saem de sua cobertura e se revelam como sendo Vladislav Tpish e Katabrok, o Bárbaro! O mago necromante afirma que eles estão ali para investigar o curioso caso que aflinge aquela região, e, em seu caminho, toparam com a desafortunada horda de orcs que acabou tombando perante suas magias sinistras e a espada bastarda de seu companheiro bárbaro.

Feitas as apresentações, os dois inusitados personagens acabam se unindo à comitiva. No entanto, o cansaço impede que eles avancem por muito mais tempo e o grupo, com a ajuda de Berian, encontra um local deveras confortável para descansar. Allania, a clériga de Marah, se demonstrou a mais afetada pela longa e penosa jornada por entre as planícies, e entrega-se rapidamente ao sono. Enquanto descansam, Vladislav se aproxima  de Icarus, o mago do grupo, questiona suas intenções naquela jornada e o porque de um aluno renegado pela Academia Arcana de Arton estar ajudando pessoas daquela forma. O arcano mais jovem revela estar buscando conhecimento e poder e, somente por isso, se encontra envolvido nesta trama tão perigosa. Sua linha de pensamento se mostra bem mais parecida com a de Vectorius, o mago prefeito de Vectora, do que com o grande mestre Talude, admirado pela imensa maioria dos magos do mundo.

Na manhã seguinte, a comitiva partiu junto ao pôr-do-sol, sempre apressando seus passos, impulsionados pela preocupação com o povo de Landor. Antes do meio dia o grupo chega finalmente a Valian, uma cidade pequena, porém bem guarnecida por fortes muralhas de pedra. Anunciados para os guardas do portão, posicionados sobre as torres que guardam a entrada da cidade, os personagens são impedidos de entrar em Valian, por ordem do senhor local, Torkenbrand. Segundo eles, os refugiados de Landor foram igualmente impedidos de entrar na cidade e seguiram caminho para o norte. Indignados ante a notícia recebida, os heróis seguem o rastro do povo que procuram. Poucas horas de caminhada revelam o acampamento onde os refugiados se acomodaram. Os membros da comitiva são recebidos com alegria por todos os presentes. Rapidamente são levados à presença de Baldo Galdor, o senhor de Landor. Theryon finalmente cumpre sua missão de entregar uma carta de  um senhor do norte, e os demais são acomodados da melhor forma. O lorde pede que eles se dirijam à sua barraca ao meio dia para uma reunião. durante o tempo disponível, cada um dos personagens ajuda da melhor maneira possível. Kazuya segue com Berian e outros homens para a floresta e monta algumas armadilhas; Allania e Theryon tratam dos infectados pela praga; Tyberius e Katabrok bebem um barril de vinho em uma disputa previsível de resistência.

Ao meio dia o grupo se reúne em volta da mesa de Galdor (menos Tyberius), assim como Vladislav e Allania. O senhor de Landor afirma que o objetivo ali é traçar o que pode ser feito daquele ponto em diante. Icarus e boa parte dos personagens demonstra uma grande inclinação em enviar o povo para Govanon, a fortaleza sobre o Monte Morgrin. Galdor afirma que as pessoas estão muito debilitadas e não suportariam uma jornada perigosa como esta sem várias mortes, e isso, para ele, é inaceitável. Mirligrik, o anão vindo da fortaleza, reforça que o caminho é muito perigoso, e os riscos são realmente verdadeiros. Vladislav se mantêm calado e pensativo na maioria do tempo, enquanto todos os outros buscam o melhor caminho à ser traçado. Por fim, é decidido que uma comitiva formada pelos personagens e o necromante irão até Valian tentar convencer o lorde da cidade a receber os refugiados. Eles partem logo em seguida, sem a companhia de Allania, que permanece no acampamento.

Novamente postados frente ao portão da cidade, os aventureiros são impedidos de entrar. Mesmo com a tentativa de encantamento de Icarus, que acaba piorando a situação. Porém, finalmente Vladislav finalmente intervém e se apresenta como enviado da Academia Arcana. Somente assim eles são recebidos, embora por um pequeno batalhão de soldados bem armados! Conduzidos pelas ruas desertas de Valian, eles rapidamente chegam ao palacete de Torkenbrand, o lorde local. No grande salão da casa nobre, o caricatural senhor os espera. O peso elevado em contrapartida à falta de altura, coroado pelos cabelos escassos e uma voz finamente irritante, são as principais características do homem que os recebe em tom de forçada grandiosidade.  Questionado sobre sua recusa em receber o povo de Landor, o lorde afirma que não deve nada a Baldo Galdor, que este se acha maior que ele e que não abrigaria infectados pela praga. Quando citado que Valian é a última cidade restante no caminho da conquista promovida pelo Arauto de Keen, Torkenbrand dá uma risada incontida e pergunta “Quem disse que minha cidade precisa ser conquistada?” No mesmo instante, um batalhão de soldados cerca os aventureiros, apontando lanças afiadas em suas direções…

Conclusão

Como deu pra perceber, as armas desta guerra nem sempre são desembainhadas nos campos de batalha. Então, cuidado onde pisam! Nunca se sabe quem é verdadeiramente vilão ou herói.

Confiram as fotos da sessão:

Sérgio Magalhães

Que anda lendo Crônicas de Gelo e Fogo…

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3 comentários sobre “Diário de Campanha: Sangue & Glória – Tormenta RPG (7ª Sessão)

  1. Desculpe o palavriado, mas… QUE SESSÃO DO CARALEO!

    Eu curto demais sessões assim, onde não se precisa derramar uma gota de sangue pra se ter uma tensão e dramaticidade fodas. E essa trama está com tantos plottwists por segundo que dá uma angústia ter que esperar até semana que vem.

    Parabéns, Sérgio, está dando o mesmo efeito do fim dos capítulos dos livros de George Martin. Maldito!

    1. Valeu mesmo Dan. Já falei, mas não custa repetir: vindo de você, os comentários dão um gás bem maior pra continuar postando os relatos.

      Com certeza ler Crõnicas de Gelo e Fogo está me dando uma grande influencia para armar tramas mais intrincadas.

      Abraço

  2. Muito Legal!! Tô ansioso pra saber o final dessa aventura! Principalmente agora que o Katabrok apareceu!

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