Diário de Campanha: 3:16 – Starcraft, o Despertar do Enxame (1ª sessão)

Após ler e resenhar o incrível RPG de ficção científica militar 3:16 Carnificina Entre as Estrelas, é claro que eu tinha que jogá-lo. Afinal, de que vale escrever sobre um jogo sem experimentá-lo na prática? Pois bem, como eu já disse no post anterior sobre 3:16, eu narrei uma aventura de duas sessões alguns sábados atrás nos encontros do Vila do RPG, na já conceituada Livraria Feira do Livro, o nosso santuário RPGístico aqui em Fortaleza. O intuito era demonstrar o jogo para alguns RPGistas frequentadores do nosso espaço, alguns, inclusive já tinham ouvido falar de 3:16, mas para outros, era uma inteira novidade.

Originalmente, eu tinha planejado essa primeira experiência como uma aventura one-shot, mas, devido à empolgação da galera, que entrou de cabeça nas cenas narradas e prolongaram o roleplay, acabamos não concluindo a história em um único dia. A preparação para o jogo foi bastante curta – na verdade, quase nenhuma, pois 3:16 funciona assim mesmo! Apenas escolhi como cenário da história o universo do game Starcraft (que ultimamente andei jogando), montei um “esqueleto” dos encontros que os personagens enfrentariam na missão e selecionei as fichas – usei personagens prontos, disponíveis aqui no blog, no post Starcraft: Adaptação para 3:16 Carnificina nas Estrelas, que aproveitei do parceiro John Bogéa. A intenção era formar um grupo de seis jogadores (equivalente ao número de fichas prontas), cada um interpretando uma unidade dos terranos de Starcraft. Além disso, em 3:16, quanto maior o número de jogadores, mais Marcadores de Ameaça o narrador tem disponível pra deixar os encontros mais divertidos e letais!

Por sorte, o número dos interessados correspondeu ao de personagens e completamos o grupo com sucesso. Jogaram nessa primeira sessão: Ricardo (Fuzileiro, soldado); Thiago (Morcego de Fogo, soldado); Alessandro “Panda” (Destruidor, soldado); Filipe (Exterminador, soldado); Raphael (Fantasma, cabo); e Diego (Médico, sargento). O que rolou no jogo, você confere logo abaixo.

Os fuzileiros coloniais das forças terranas, mandando chumbo quente nos zergs!

Prólogo – Calmaria Antes da Tempestade

Já faz quatro anos desde que o Enxame Zerg foi derrotado pela aliança forçada entre terranos e protoss no vulcânico planeta Chau. Nesse ínterim, Arcturus Mengsk, antigo líder rebelde e opositor ferrenho do governo da Confederação, criou a Supremacia e declarou-se imperador do setor Koprulu. Após chegar ao poder, o ex rebelde converteu seu discurso idealista em uma praxis extremamente ditatorial. Concentrando seus esforços e recursos na recuperação do planeta-capital Tarsonis e outros planetas centrais, Mengsk praticamente abandonou à própria sorte os planetas mais afastados do centro de Koprulu, como Mar Sara e vários outros. O que um dia pareceu um sonho de liberdade, tornou-se mais um pesadelo de tirania. Na trajetória para consolidar seu poder, o Imperador Mengsk perseguiu e prendeu vários opositores do novo regime, inclusive alguns homens e mulheres que um dia foram seus aliados na guerra contra os alienígenas e contra o antigo governo da Confederação. Nomes como o do antigo herói de guerra Jim Raynor tornaram-se símbolos de terrorismo e rebeldia. Aqueles que aceitaram a tirania de Mengsk ou silenciaram seus ideias escaparam, baixando as cabeças ao seu tirano ou amargurando uma vingança fria.

Os personagens dos jogadores fazem parte de um grupo de militares insatisfeitos, soldados de elite que um dia defenderam a causa de Mengsk e lutaram contra os zergs, mas que atualmente discordam dos caminhos que seu antigo líder tomou após chegar ao poder. A situação dos personagens é completamente ultrajante (pelo menos dentro das suas próprias convicções), pois, devido ao seu comportamento insubordinado, acabaram sendo rebaixados e designados para guarnecer o pequeno e afastado planeta Bosch, uma colônia de mineradores de gás vespene situada nas margens do setor Koprulu. O planeta é uma verdadeira bola de pedra, coberto em sua totalidade por desertos rochosos onde ocorrem violentas tempestades de sedimentos. Um lugar sem os luxos da civilização, onde somente proscritos e marginalizados tentam a sorte. Transferidos para o planeta há cerca de um ano, os personagens foram designados para lá com o objetivo de combater as constantes revoltas de colonos e manter o lugar em relativa paz. Pelo menos, esse é o discurso oficial, mas, na realidade, eles foram exilados nos confins do espaço terrano por sua rebeldia…

Comentários do Narrador: Como escolhi situar a história na cronologia imediatamente antes dos eventos de Starcraft II – Wings of Liberty, o trecho acima representa um breve resumo desse momento. Eu simplesmente expliquei para os jogadores esse panorama, deixando em aberto para que perguntassem qualquer coisa sobre a história, localidades, personalidades ou alienígenas – e, para melhor visualização desse universo, mostrei algumas ilustrações do jogo. Como nem todos conheciam o universo dos jogos Starcraft, esse momento levou um pouco de tempo, mas nada que atrapalhasse o bom andamento da sessão. Na realidade, até ajudou bastante, pois serviu para conferir maior imersão aos jogadores no desenvolvimento da história e personalidade de seus personagens, elementos que seriam posteriormente demonstrados por eles, durante o jogo.

O planeta Bosch. Destino de aventureiros, exilados e fuzileiros insubordinados...

Cena 1 – Briefing da Missão

Durante um de seus momentos de folga, em um dia verdadeiramente infernal de quente, os personagens são subitamente interrompidos pelo alarme de seu quartel, que ecoa pelos corredores metálicos da construção, ao mesmo tempo em que o comandante grita ferozmente pelos interfones, convocando-os para  sala de comando. Apesar de não haver lá muito o que fazer no planeta Bosch, os personagens estavam descansando ou curtindo um momento de lazer: Frank, Miller (trocadilho infame da parte dos jogadores, hehehe) e Hicks (diretamente do filme Aliens – O Resgate) estavam na sala de recreação, bebendo uma garrafa de whisky que conseguiram com um minerador em um jogo de cartas há algumas semanas; Golias (sim, exatamente por causa do gigante bíblico) se encontrava na sala de ginástica, exercitando sua montanha de músculos; Snyder (inspirado no Zack) estava isolado em seu alojamento, envolto em seus pensamentos sobre o passado e o presente; e Kassandra (o jogador tinha escolhido Tetéia, mas após muita gozação, acabou mudando) se encontrava na sala de estudos, lendo alguma coisa.

Os personagens são subitamente tirados de sua folga e após ouvirem aquele martírio de sirene que parecia explodir a qualquer momento, partem para a sala de comando, onde o seu superior os aguarda. A sala é pequena e repleta de computadores ao longo das paredes, onde oficiais técnicos estão fazendo seu trabalho. No centro, há uma bancada computadorizada que projeta o holograma tridimensional do planeta. Diante da bancada, o Capitão Torres, o experiente e corpulento comandante responsável pela instalação, lhes passa as instruções de sua missão. Ele diz que há poucas horas, foi captada uma mensagem de rádio pedindo socorro, enviada de um distante complexo de mineração, situado em um dos setores mais tempestuosos do planeta. Apesar da baixa qualidade da gravação e da estática, foi possível apenas distinguir com maior clareza as expressões “achado”, “despertar”, “massacre”. A missão dos personagens é ir até a estação mineradora, investigar o local, eliminar a ameaça e resgatar possíveis sobreviventes. Após receberem suas instruções, eles se equiparam e embarcaram em uma nave de transporte, rumo ao seu objetivo.

Comentários do Narrador: Essa foi uma cena inteiramente descritiva e interpretativa, planejada com o objetivo de apresentar aos jogadores o lugar ermo em que seus personagens estão vivendo e deixar que eles interagissem entre si, demonstrando alguns aspectos de seus personagens, como a Reputação de cada um, como “brutal”, “zombador” e “sangue frio”. Verdadeiros projetos de sociopatas, hahahahaha! Apesar do grupo inteiro ter pego os personagens prontos naquele momento, cada jogador deu sua contribuição à cena, dividindo bem a responsabilidade criativa comigo, o que fez a coisa fluir naturalmente. Isso talvez tenha ocorrido devido à experiência dos jogadores presentes, que absorveram bem o espírito da narrativa compartilhada, mas me questiono se em grupos de jogadores iniciantes as coisas fluam dessa forma, afinal, é comum a RPGistas de primeira viagem se confundirem um pouco com o excesso de liberdade durante o jogo. No fim da cena, quando os personagens foram pegar seus equipamentos para embarcar rumo à missão, aproveitei o embalo e expliquei o funcionamento das opções que cada um dispunha em sua ficha, pois estas emulavam as habilidades que as unidades terranas de Starcraft possuem no game.

O complexo de mineração onde começa a "diversão" dos personagens!

Cena 2 – Palco de um Massacre

O voo dos personagens até seu destino demora cerca de duas horas, onde eles puderam se questionar o que, afinal de contas, está acontecendo na instalação mineradora. Será que os malditos zergs estão de volta? Eles são informados pelo piloto que, o que quer que façam, devem ser breves, pois uma grande tempestade se aproxima da região e não será possível voar em meio aos sedimentos. O piloto informa ainda que esperará apenas 3 horas e depois disso partirá, deixando-os para trás caso não tenham voltado. Dito isso, os soldados desembarcam, xingando o piloto e resmungando sobre seu trabalho. O local em que se encontram é um profundo cânion, com vários quilômetros de extensão, onde uma nave mineradora atracou há alguns meses e montou um complexo, após ter detectado um veio de gás vespene. Além da própria nave, que se tornou o centro de comando local, existem ali alojamentos e uma torre de comunicações. Além disso alguns caminhões e naves de transporte estão abandonados no local. O que mais lhes chama a atenção é a total ausência de pessoas. Simplesmente não há nenhum sinal delas nos alojamentos nem nas áreas externas.

Os jogadores decidem, portanto, investigar o centro de comando, a grande nave em forma de cúpula que se encontra pousada ali. Diante das pesadas portas trancadas e da falha dos sistemas eletrônicos, eles decidem fazer o que fazer de melhor: mandar tudo pelos ares! Enquanto Golias se prepara para explodir a porta, Snyder, escala a cúpula em busca de um duto de ventilação para se infiltrar. Enquanto o grupo invade ruidosamente o local pela porta da frente, o Fantasma se infiltra pelo andar de cima. Assim que entram, os personagens assumem uma formação com Golias e Miller à frente, a sargento Kassandra no centro e Frank e Hicks logo atrás. Eles acendem as lanternas de suas armaduras e entram no local, à procura de sobreviventes, mas só o que encontram são partes de cadáveres mutilados e semi-devorados. Enquanto isso, Snyder chega até uma sala de máquinas, onde é atacado por um sobrevivente completamente ensandecido, mas rapidamente o nocauteia e leva-o ao encontro de seus companheiros.

Enquanto a sargento Kassandra investiga os restos mortais de várias pessoas (sob a cobertura atenta de seus companheiros) para descobrir a causa mortis, os sensores de movimento dos soldados disparam subitamente, denunciando a presença até então camuflada de várias criaturas: zerglings! De súbito, os alienígenas saem de seu esconderijo na escuridão do complexo e partem para cima dos personagens, avançando como uma verdadeira massa de bestas sedentas por sangue terrano. O combate que segue é violento e rápido, com os zerglings cortando e mordendo freneticamente as armaduras dos soldados, enquanto estes despejam o inferno sobre os zangões alienígenas. Apesar da rapidez em acabar com os monstros, os soldados acabam tendo algumas perdas em sua blindagem, mas nada que irá tirá-los de combate tão cedo. Assim que o tiroteio chega ao fim, Snyder chega ao local, na companhia do sobrevivente. O grupo inteiro ri e diz que ele perdeu uma boa chance de explodir os zergs!

Logo após o combate, o grupo acorda o sobrevivente e começa um  verdadeiro interrogatório. Apesar das boas intenções dos personagens em descobrir o que aconteceu e ajudar o homem, ele se mostra completamente insano, devido aos horrores que presenciou durante o massacre dos mineradores. Ele diz que os terranos foram levados pelos zergs para as minas e insiste em acompanhar os personagens até o local. O grupo rapidamente recusa essa ideia, pois acham que o homem iria atrasá-los ou atrapalhar em combate, sendo um alvo fácil para os zergs – além, é claro, do infortúnio de carregar um louco varrido à tiracolo. Diante da recusa, o homem fica histérico, berrando coisas sem sentido em volume altíssimo. Enquanto os soldados, alguns já extremamente irados,  discutem o que fazer com ele, ouve-se um estampido repentino: Hicks atira com sua pistola na cabeça do homem! “Acabamos com seu sofrimento” – é tudo que o Exterminador diz. Os outros personagens apenas se entreolham friamente, dão de ombros e seguem seu caminho.

Comentários do Narrador: Fenomenal! Essa foi a primeira palavra que veio à mente após eu ter conduzido a cena, sendo levado pelas contribuições dos jogadores. Além de deixá-los bem soltos para explorar todo o cenário, eu fiz com que suas contribuições fossem incorporadas à história de forma mais proativa, afinal, esse é um jogo de narrativa compartilhada. Reconheço que não tinha planejado incluir um NPC nesse ponto da história, mas acabei aproveitando a ideia do Raphael (jogador de Snyder) em explorar o complexo furtivamente e incluí o sobrevivente na história, para deixar as coisas mais tensas. O combate em si foi fantástico! Apesar de todo o grupo (inclusive eu) estar rolando os dados em 3:16 pela primeira vez, cometemos poucos erros  com as regras e rapidamente assimilamos o funcionamento do sistema, deixando a imaginação rolar nas descrições dos ataques e das mortes causadas. Falando nisso, usei apenas 4 Marcadores de Ameaça dos 30 disponíveis, afinal, o objetivo era apenas dar um gostinho do que ainda estava por vir.

Zerglings. Os zangões que compõem a massa do Enxame Zerg.

Cena 3 – Tiroteio na Estrada

Após explorar o centro de comando e a área de convivência do complexo de mineração, os personagens seguiram as indicações do sobrevivente insano. Para chegar até os túneis de mineração, situados a cerca de dois quilômetros do local em que estavam, eles decidiram tomar um dos caminhões de transporte de unidades mineradoras para levar todo o grupo e evitar uma caminhada em campo aberto. Snyder usou sua perícia com dispositivos eletrônicos e pôs o danificado veículo para funcionar, servindo ainda como motorista, enquanto os outros seguiram na vasta caçamba do caminhão. O trajeto deveria ser rápido e transcorrer sem problemas em circunstâncias normais, no entanto, ao chegar diante do túnel de mineração, os personagens são recebidos por uma saraivada de balas, disparadas por atiradores misteriosos escondidos atrás de outros dois caminhões, situados diante do túnel.

Apesar de estarem a algumas dezenas de metros de seus atacantes, os personagens rapidamente se postam a analisar o terreno para melhor se posicionarem no intuito de eliminar a ameaça. Enquanto Miller, Hicks e Kassandra usam o próprio caminhão que chegaram como  barricada, Golias e Frank partem para cima dos inimigos, pois suas armas são mais eficientes em menor distância. Snyder, por sua vez, se distancia dos amigos, buscando uma posição mais elevada, de onde possa mirar melhor com seu rifle de precisão. Alvejados e atingidos por fogo cerrado, os personagens decidem eliminar primeiro a proteção dos atiradores inimigos, disparando violentamente contra os caminhões, que explodem, jogando os inimigos para todos os lados. No entanto, a ameaça não estava derrotada, pois os atiradores se erguem das chamas, revelando sua verdadeira natureza… São fuzileiros infectados pelo Enxame Zerg, terranos agora mutados em aberrações vagamente humanas, cobertas por tentáculos e apêndices afiados. O confronto continua, Snyder atirando precisamente contra pontos vitais dos inimigos, enquanto Frank e Golias chegam próximos o suficiente para despejar todo seu poder de fogo contra os monstros. Ainda sob as rajadas dos rifles de Miller, Hicks e Kassandra, os inimigos finalmente tombam, deixando o caminho livre para a mina, onde mais zergs esperam pelos personagens.

Comentários do Narrador: As coisas esquentaram de vez! Os jogadores começaram a pegar as manhas do sistema e aproveitaram melhor as opções que suas fichas de personagem ofereciam. O combate em si foi um pouco mais demorado que o anterior, pois usei mais Marcadores de Ameaça – dessa vez 8, dos quais 4 representavam adversários em si e 4 representavam obstáculos – e os inimigos estavam posicionados em um alcance mais longo, o que fez os jogadores terem de mudar seu alcance para melhor se posicionarem e causar o maior número de mortes. Durante o combate foi legal também ver os jogadores se questionando sobre por que raios outros fuzileiros terranos estariam atirando contra eles. Mais legal ainda foi ver suas caras de espanto quando chegaram  perto dos inimigos, vendo a mutação que os zergs  tinham causado nos  fuzileiros, tornando-os parte do Enxame. Foi um final tenso para a sessão, que deixou todos com uma pulguinha atrás da orelha.

Fuzileiros infectados. Um dia foram humanos, agora, abominações a serviço do Enxame Zerg.

Conclusão

Para uma primeira experiência com 3:16, essa foi uma sessão extremamente divertida e proveitosa. Da minha parte, curti muito narrar a história, e tenho certeza que o grupo também se divertiu tanto quanto eu. Os comentários pós sessão foram extremamente favoráveis, pois todos curtiram a mecânica rápida e narrativista do jogo, mesmo tendo usado apenas parte das regras. A expectativa para a próxima sessão foi muito grande e marcamos o jogo para o sábado seguinte. O que rolou foi ainda mais divertido do que havíamos esperado, mas isso fica pro próximo post. Até lá, marines!

Dmitri Gadelha

Ficando alucinado por 3:16 e Starcraft!

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9 comentários sobre “Diário de Campanha: 3:16 – Starcraft, o Despertar do Enxame (1ª sessão)

  1. Q dahora este post huhu
    Eu comprei o 3:16 justamente pq estava empolgado com o starcraft 2 e queria narrar uma adaptação. No fim a galera quis testar o cenário básico do jogo, e ainda não tive oportunidade de narrar o tão desejado Starcraft, mas sei que encaixa perfeitamente.
    Belo relato da aventura, abraço \o

    1. Valeu, Samedi! Cara, não precisa muito pra narrar no cenário de Starcraft. Eu partiucularmente só joguei no computador, li algumas wikis (em inglês) e improvisei as fichas dos aliens que usei. Nada demais, por enquanto, pois estou planejando fazer uma adaptação mais complexa e disponibilizar aqui no blog em formato pdf. Mas isso são cenas dos próximos capítulos…

      1. Legal heim, rolar as missões principais do jogo, adaptadas pro 3:16. Ou apresentar os principais zergs. Isto pq tem os protoss tbm *__*
        Fico no aguardo, abraço \o

  2. Cara muito bacana, depois gostaria de ver a adaptação que você fez! Posta ai como ficaram os personagens, os inimigos etc! Eu tinha pensado em fazer essa adaptação + não fiz por conta das complicações que via ao fazer as outras unidades (tanques, goliath, etc) Abaços

  3. Dmitri, na parte 3 vc diz

    1º) “Marcadores de Ameaça – dessa vez 8, dos quais 4 representavam adversários em si e 4 representavam obstáculos”, isso é ma house rule?

    Pois pelo que me lembro, não se usa fichas de ameaça para obstáculos. E se foi, como utilizou?

    2º) Mais uma coisa, surgiu essa duvida agora, na parte um vc rola o combate dentro da nave. Como funcionaria se o encontro acontece em um local onde não é possível ficar a distância “Longo”? Isso pode fuder alguns jogadores…rs!

    3º) Eu tô pensando em algo mas não sei como rolaria no sistema. Entre missões, pensei em fazer os jogadores servirem algum fodaos por fora, pra fazer uma grana! Eles seriam caçadores de recompensas em mega cidades espaciais, estilo o trailer do Pray 2. Mas por ser menos GUERRA, fico em duvida com relação as regras. Como vc faria?

    Parabéns pelo post, ainda tô no aguardo de arrumar alguem pra narrar. Tô loko pra usar o Lost Planet como base.

    1. Opa, Rafão! Valeu pelo comentário, cara! Vamos lá responder seus questionamentos…

      1) O livro de fato não fala em usar os marcadores para obstáculos, apenas como os próprios aliens. Mas, particularmente, interpreto que os marcadores de ameaça representam a dificuldade do encontro, independente se são os aliens em si ou outros desafios que os personagens enfrentaram naquela cena. Na minha cena, os personagens primeiro deveriam remover esses marcadores, representando os caminhões que os fuzileiros corrompidos estavam usando como cobertura. Esses marcadores de obstáculos deveriam ser removidos primeiro, antes que os jogadores pudessem contar mortes. Improviso total, hehehehe…

      2) Quanto a distâncias, esse conceito é totalmente abstrato em 3:16, pelo menos até onde entendi. Não se fala em metros nem nada. Apenas em “curta”, “média” e “longa”. Apesar do espaço em que os jogadores terem lutando ter sido um de salão da nave (um tipo de centro de convivência dos mineradores, com lojas, praça de alimentação, etc), eu simplesmente descrevi o alcance de acordo com as limitações do interior da nave. Mais uma vez, improviso e descritividade. Creio que não passei isso muito bem no post acima.

      3) Cara, nunca tinha pensado em 3:16 visto por esse prisma. Mas apesar do sistema ser bem am arrado a combates em massa e hordas de inimigos, isso não impede de usar a mecânica básica em histórias “menos militares”.

      1. Pois é mano, entendi, House Rules sempre surgem.
        1)Eu tô pensando em usar FA como obstáculos, porem obstáculos OFENSIVOS, como uma Torre Machinegun, Tanque de Guerra e afins.

        2)Sobre o espaço, acho que em determinado momento pode ser interessante o narrador pode rolar um combate somente a longo alcance (um desfiladeiro separa os combatentes) ou curto alcance (caindo dentro de uma sala).

        3)Pensei nessa questão mais SOLO pensando num jogo ao estilo BulletStorm e Mass Effect. Sinceramente, tava pensando em como fazer pro jogo rolar apenas com porrada, faca e pistola.

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