Diário de Campanha: Sangue & Glória – Tormenta RPG (8º sessão)

Isso mesmo, amigos! Voltamos após um loooongo tempo de recesso. Finalmente conseguimos nos reunir novamente para dar continuidade à campanha Sangue & Glória, de Tormenta RPG. Eu até tive que revisitar alguns antigos relatos da campanha para lembrar de algumas coisas do enredo; narrar sempre acaba proporcionando essas coisas. Mas o importante é que a trama voltou a andar. Fiquei muito contente com isso, até porque é, de longe, a campanha mais longa que já mestrei em nossos encontros tradicionais aos sábados na Livraria Feira do Livro. Bom, lembrando sempre que, se você está lendo está ouvindo falar pela primeira vez destes relatos, volte alguns posts, que você pode encontrar na parte de Tormenta RPG do blog, e leia os diários de campanha antigos e as matérias especiais relacionadas ao jogo. Você vai entender bem melhor os acontecimentos relatados aqui.

Relato

Torkenbrand, o senhor de Valian. Arte de Helton Moreira

Do alto de seu trono, Torkenbrand, o senhor da cidade de Valian, observa os aventureiros no centro do salão central de seu palacete, cercados por um punhado de seus soldados. Estes, com suas lanças curtas, mantém uma vigilância cerrada sobre cada movimento dos visitantes indesejados. Vladislav observa o caricatural senhor enquanto este mantém nos lábios um sorriso sarcástico de  triunfo. Icarus, Kazuya e Mirligrik parecem mais incomodados com a súbita atitude do nobre. Liliel, ao tentar um movimento mais brusco, acaba ferida pela ponta de uma das lanças precipitadas sobre eles. Questionado sobre o porque de seu posicionamento favorável ao  conquistador, conhecido como Arauto de Keen,  o senhor de Valian afirma que, apoiando o guerreiro e sua luta para dominar a Terra dos Rios, ele mesmo acabará ganhando poder e influência, além de muitas riquezas. Vendo que o posicionamento de Torkenbrand é irredutível, o necromante da Academia Arcana exige uma audiência particular com o nobre. Este concorda, ordenando que os outros sejam levados às masmorras. Vladislav, em uma conversa rápida com Icarus, afirma que fará de tudo para reverter sua atual situação e permanece no salão, enquanto todo o resto do grupo e conduzido por um punhado de soldados, liderados por Ador, líder da milícia local e, aparentemente, o guerreiro mais experiente da cidade. Descidos longos corredores, os heróis finalmente chegam à grandes passagens de pedra úmidas, escuras e frias. Cruzando um salão circular, o grupo percebe uma figura esquiva, oculta por um pesado manto negro, indo em direção à parte superior do castelo. Ao perceber quem são os prisioneiros, a figura para e revela seu rosto, puxando o manto para trás e mostrando aos aventureiros que é Nyx, antiga companheira deles que desertou em favor do Arauto de Keen e de seu misterioso mestre, no alto das colinas do norte. Uma rápida e tensa troca de olhares ocorre, mas nada além disso.

As masmorras onde os personagens são presos se constituem basicamente em um imenso salão circular com algumas pequenas selas dispostas em lados distintos. O grupo é dividido, e passa o dia inteiro esperando alguma resolução sobre o que será de seu destino. Em determinado momento, Mirligrik afirma que anoiteceu, e está preocupado com a demora. Na porta de entrada da masmorra, o carcereiro, um homem imenso, gordo e arrogante, entre e deposita uma tocha próximo à grade saída. Neste momento, Ícarus conjura uma poderosa magia de encantamento e o chama para próximo da sela onde estão.  Ao se aproximar das grades, o homem robusto é agarrado por Tyberius, o minotauro bárbaro! A partir deste momento, uma disputa de força ferrenha começa entre os dois. Icarus agarra o molho de chaves da cintura do homem e abre a cela. Neste momento, o anão monge atinge o adversário com um poderoso golpe e o deixa inconsciente. Aberta a segunda sela, onde estão os elfos e o samurai Kazuya, estes se ocupam rapidamente em pegar suas armas, que estavam em um velho móvel em um dos cantos do salão. Neste momento, uma figura soturna surge na porta do recinto. Passado um breve momento de apreensão entre o grupo e o misterioso visitante, ele se revela, sendo Ador, o lider da milícia de Valian. O guerreiro afirma que nem todos os habitantes da cidade concordam com a atitude de seu senhor, sendo ele um destes. Antes de vir até o local, ele passou pelos aposentos de Vladislav que o aconselhou a libertar os aventureiros. Em uma das selas do lado oposto, o homem de armas revela uma saída secreta que leva à uma série de túneis que acabam há alguns quilômetros da cidade. Despedidas feitas em relação ao guerreiro que os ajudou, o grupo finalmente inicia sua jornada para fora do cativeiro.

Um cão infernal, guardião das masmorras.

Os túneis que atravessam por baixo da cidade de Valian são estreitos, úmidos e abafados. Se estendem muito tempo em uma marcha monótona e exaustiva. Em dado momento, Mirligrik ordena que o grupo pare! Observando melhor, ele indica um gatilho em um dos lajedos que ativa uma armadilha mortal. A elfa ladina Liliel, mesmo com suas habilidades afiadas, parece não perceber muito dos perigos de uma masmorra.  De repente, os heróis chegam à um compartimento um pouco maior; da porta oposta uma claridade estranha é emitida, enquanto um rugido sinistro ecoa pelos túneis. Ao chegarem no centro da sala, um terrível cão infernal se adianta contra o grupo e ataca com seu hálito de fogo! No primeiro instante, Kazuya, Mirligrik e Tyberius são atingidos por uma rajada ígnea que acabou os ferindo muito, porém, seu contragolpe foi avassalador, vencendo sem maiores problemas a criatura. A marcha continua e pouco tempo depois eles saem das túneis, no meio do bosque. O acampamento do povo de Landor não é muito distante, fazendo que com não percam tempo, se dirigindo imediatamente para lá.

No acampamento tudo parece apagado e sem vida, semelhante à um lugar abandonado. Theryon e Liliel vão na frente para verificar o que houve. Pouco tempo depois o ranger volta e chama o resto deles. Acontece que o povo está evitando acender fogueiras, pois orcs foram vistos nas proximidades.  Baldo Galdor os recebe em sua tenda e procura saber o que houve em Valian. Informado sobre o posicionamento do senhor da cidade, ele, junto aos aventureiros, decide que não resta escolha a não ser ir até o forte Govanon. Diante disso, a população começa, mesmo ainda noite, a organizar suas coisas para a jornada. Um dos homens do acampamento afirma que Katabrok, que havia permanecido no local, saiu em uma missão deixada pelo necromante que o acompanhava. Algumas horas depois, todos já estavam em movimento rumo às montanhas. Horas de marcha se estenderam noite afora, as carroças e idosos atrasavam a lenta caminhada, ainda mais difícil por ser empreendida pelo interior dos bosques, sendo a estrada principal perigosa e exposta em demasiado.

Baldo Galdor, senhor de Landor. Arte de Helton Moreira.

Quando Azgher atingiu sua plenitude nos céus de Arton, a comitiva finalmente para. O cansaço entre todos é evidente. Galdor e Allania se esforçam ao máximo para aplacar a dificuldade da viagem. Em pouco tempo, pequenas fogueiras acessas e as pessoas pudem se alimentar e descansar um pouco. Os homens aptos ao combate, rapidamente se posicionaram em pontos estratégicos para defender o local de acampamento. Algum tempo se passa sem nada de anormal, até que um grito é ouvido não muito distante. No momento que vislumbram o que estava ocorrendo, os aventureiros percebem um grupo de orcs atacando a comitiva! Rapidamente alguns homens de Landor avançam contra os inimigos, liderados por Galdor, seu senhor. Um pequeno grupo de pessoas busca refúgio perto dos aventureiros, e estes, por outro lado, se prepararam para o combate. Alguns orcs investem contra o grupo, ferindo inicialmente o samurai Kazuya, que partiu para a luta corpo-a-corpo logo de início. Porém, a estratégia de combate do grupo acaba os privilegiando no confronto. Os orcs, mesmo estando bem armados, acabam não sendo grande perigo para os heróis. No fim do embate, alguns dos homens de Landor estão mortos, enquanto outros estão bastante feridos, mas os guerreiros saem vencedores, há muito custo.

Reorganizadas, as pessoas levantam acampamento, mesmo cansados e feridos, e partem em direção à Govanon, tendo a vista da imensa montanha, chamada Monte Morgrin, à sua frente…

Conclusão

Então, amigos, esta foi nossa oitava sessão. Desta vez, não tiramos fotos, justamente pela pressa em jogar a maior quantidade de tempo possível. Mas temos duas ilustrações exclusivas, que você pode conferir acima, do grande parceiro Helton Bezerra Moreira, aqui do blog. Valeu e até a próxima!

Sérgio Magalhães

Se preparando para o Dia de Tormenta !

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5 comentários sobre “Diário de Campanha: Sangue & Glória – Tormenta RPG (8º sessão)

  1. Uhuu! Tava até com saudade dos diários de campanha do TRPG! Muito bom esse relato, estão de parabéns!

    Nós aqui de Garanhuns também estamos nos preparando para o Dia de Tormenta! ô/

  2. Torkenbrand malandrão, hein?

    Essa estratégia de angariar o favor de descontentes é fantástica e devia constar no Guia do Conquistador, não é à toa que meu vilão Darius Drakkan domina metade de Bielefeld e acuou o povo na capital até hoje! =P

    Ô Sérgio, curiosidade, em que nível esse pessoal está?

    PS.: que ótimo que o jogo continua! Tava com saudade de ler os reportes =D

    1. Gustavo, Araujo e Dan, valeu pelos comentário caras, também estava muito a fim de continuar a campanha. Tomara que a galera não desapareça novamente e os relatos possam ser mais frequentes daqui pra frente 😀

      Dan, alguns estão em primeiro e outros em segundo. Os combates não tem sido muito difíceis pra eles, pois são ótimos estrategistas, mas isso deve mudar a medida que o perigo e o Arauto e seus asseclas fecham o cerco. Quando eles pensarem que são invencíveis é que a derrota pode ser mais amarga, hehe

      Porém, os desafios de perícia tem deixado a galera receosa. Nunca uma simples escalada, ou desabamento, foram tão temidos quanto nesta campanha, rsrs.

      Abraço e continuem acompanhando…

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