Dossiê Shotgun: Suplemento para Shotgun Diaries gratuito para download

Seguindo o clichê das propagandas de televisão, não posso deixar de repetir nesta ocasião o velho ditado: “A Redbox Editora faz aniversário, mas quem ganha o presente é você!” Pois é, dentro das comemorações de um ano da editora mais old school e atuante na cena RPGista nacional, temos mais um super lançamento para os fãs, sempre ávidos por novidades. Desta vez o jogo contemplado foi Shotgun Diaries, o RPG de horror zumbi que vem conquistando cada vez mais jogadores Brasil afora, principalmente pela excelência da versão nacional que teve, como muitos devem saber, uma versão luxo vindo em uma lata com dezenas de acessórios especiais para uso em sessão de jogo.

O suplemento em questão, denominado Dossiê Shotgun, é a primeira novidade desde o lançamento do módulo básico e promete aquecer ainda mais o interesse do público pelo título, já atraente por si mesmo. O trabalho tem nomes conhecidos do público e que são os cabeças por trás do sucesso da Redbox, como Dan Ramos (direção de arte e projeto) e Antônio Sá (edição geral e diagramação). Ainda não conhecia nada sobre o autor, Ricardo Peraça, mas dando uma lida superficial, deu pra perceber que o texto é bem limpo e com uma ótima fluidez, não permitindo que o leitor se perca com coisas desnecessárias. Bem, sem mais enrolação, seguem as palavras da editora sobre o suplemento:

“Imagine que um médico do CCD (Centro de Controle de Doenças) fizesse um último trabalho antes dos zumbis invadirem nosso mundo? Imagine que esse dossiê trouxesse uma nova forma de ver o mundo, lidar com propostas alternativas e que lhe dessem várias opções totalmente inovadoras. Agora imagine que esse dossiê é na verdade uma metáfora de um suplemento. Esse é o “Dossiê Shotgun”, um suplemento escrito como se fosse um relatório científico e que faz uma verdadeira devassa no sistema do Shotgun Diaries, lhe apresentando alternativas e acrescentando mecânicas que certamente vão mudar a sua forma de ver o jogo.”

Capa do PDF, seguindo o layout da edição nacional de Shotgun Diaries.

Como já era de se esperar, o suplemento é gratuito, segue a identidade visual do SD nacional e sem nenhum exagero, vai acrescentar outras camadas de profundidade ao seu jogo. O Autor, Ricardo Peraça, apresenta regras para diminuir a letalidade do jogo, acrescentar níveis de ferimentos, novos usos para habilidades e até mesmo uma bem sacada regra para o uso de dois relógios zumbis ao mesmo tempo!

Para baixar o suplemento, basta clicar no AQUI para visitar sua página no site da Redbox.

Se você precisa ou pretende acrescentar novas visões ao seu jogo, Dossiê Shotgun é essencial para você!

 Sérgio Magalhães

Ainda pretende jogar Shotgun!

Timber Peak: Nova expansão para Last Night on Earth

Para quem, assim como nós do Vila do RPG, curte incondicionalmente um dos melhores boardgames já lançados com a temática zumbi, Last Night on Earth, excelentes novidades acabaram de ser anunciadas pela Flying Frog Productions, empresa responsável por este e outros excelentes jogos (como A Touch of Evil e Conquest of Planet Earth). Estas relatam o lançamento de duas novas expansões que pretendem causar uma verdadeira reviravolta na trama básica do jogo! São elas Timber Peak, que deve sair no segundo semestre deste ano, e Blood in the Forest, estimada somente para 2013.

A nova expansão poderá ser jogada em conjunto com a caixa básica ou de forma independente.

Falando mais precisamente da primeira citada, trata-se de uma expansão que poderá ser utilizada com o jogo básico e as outras lançadas anteriormente ou jogada de forma independente, como um jogo básico. Timber Peak trará um novo cenário, evidentemente, infestado por zumbis que espreitam de todas as partes à procura de bravos sobreviventes que relutam em se entregar aos caos do apocalipse em que vivem. Estes heróis, ou amaldiçoados, dependendo do ponto de vista, são encarnados por parte dos jogadores, enquanto outros assumem o papel dos predadores zumbis que infestam o mundo de jogo. Aqui encontramos uma pacata cidadezinha do interior, habitada em grande parte por lenhadores ou mineradores, que escolheram este recanto distante dos grandes centros para viverem suas vidas longe da agitação característica das metrópoles. A nova expansão trará seis novos heróis e cartas, além de introduzir um novo sistema de jogo, que promete conceder aos jogadores ganho de habilidades enquanto zumbis são trucidados pelos sobreviventes.

A respeito da outra expansão, Blood in the Forest também promete excelentes novidades que poderão ser utilizadas em conjunto com as demais expansões, especialmente, Timber Peak. Isso, porque virá um novo tabuleiro que representa terrenos profundos da floresta, assim como os novos zumbis-fera, mais rápidos e famintos que os tradicionais. Ambientando ainda mais a pequena e recatada cidade introduzida na primeira expansão citada. Por fim, estas duas novidades irão trazer ainda mais possibilidades à este excelente jogo, criando novos perigos e provando que a Flying Frog Productions não pretende largar na mão, tão cedo, os fãs da linha, sempre ansiosos por novidades.

Sérgio Magalhães

Quase pronto para o apocalipse zumbi! 

Terra Devastada: Exemplos de zumbis e pré-venda!

Na reta final para seu lançamento, que ocorrerá em setembro pela editora Retropunk, o esperado RPG nacional de apocalipse zumbi, Terra Devastada, acaba de anunciar sua pré-venda – disponível na loja virtual da editora, a Retrostore, pelo preço de R$ 29,00 (incluindo frete e uma cópia PDF do livro). E para aguçar ainda mais a curiosidade de vocês, segue abaixo a última prévia do jogo, com fichas de alguns exemplos de zumbis existentes no universo de Terra Devastada. Após lançar os exemplos de personagens prontos que estarão presentes no livro (nascidos aqui no blog, criados por mim e pelo Alan Imiril), John Bogéa – escritor, desenhista e mente macabra por trás do projeto – disponbilizou em seu blog, o Sala 101, esses exemplos de zumbis, mas que não são os únicos existentes no cenário.

Em Terra Devastada, cada zumbi é único. Não existem “tipos” ou “categorias” de mortos vivos. Em termos de jogo, nada difere um zumbi de um um ser humano comum. O que irá determinar o que um zumbi pode ou não fazer serão suas características – exatamente como qualquer outro personagem em TD. No entanto, devido ao seu estado de putrefação ou uma mutação do “vírus zumbi,” muitos mortos vivos apresentam deformidades e mutilações. Isso tem origem nas situações que o zumbi enfrentou quando estava vivo ou após sua zumbificação, não com a própria condição de morto vivo. Dessa forma, cada zumbi possui um conjunto único de características e condições, de acordo com o seu papel na história, que pode ser “decorativo” ou “funcional”.

Confira abaixo os exemplos de zumbis lançados na última prévia de Terra Devastada.

No blog Sala 101 John Bogéa explica melhor as funções narrativas de zumbis, dando dicas para os mestres construirem seus próprios mortos vivos e como usá-los em jogo. Clique AQUI para ler o artigo. Fique atento e cuidado para não ser mordido!

Dmitri Gadelha

Pensando em outras variedades de zumbis funcionais…

Terra Devastada será publicado em setembro… e terá material do Vila do RPG!

É isso mesmo, amigos! O projeto Terra Devastada, do nosso grande parceiro John Bogéa vai finalmente ganhar sua versão impressa, em setembro, pela Retropunk Game Design – que, aliás, vem fazendo um trabalho primoroso no mercado de RPGs indie. E vai ter material nosso no livro!

Nós do grupo Vila do RPG tivemos a honra de compor a lista de playtesters do sistema e participar das discussões em torno do funcionamento e melhoria das regras, além de ter construído e enviado ao John alguns dos personagens que foram utilizados em nossas mesas de Terra Devastada – e que inclusive foram postados aqui no blog. Tal foi a repercussão desses personagens que eles acabaram sendo incorporados à versão impressa do livro como exemplos de sobreviventes! Confiram abaixo como eles ficaram sob o traço de John Bogéa e um preview da versão final da ficha de personagem. Os personagens foram criados por mim e pelo Alan “Imiril”, com exceção do Vereador Barbosa.

Então é isso, zumbimaníacos! Espero que vocês usem os personagens em suas mesas de Terra Devastada e que eles sobrevivam aos zumbis – e à fome, sede, loucura, canibais e a eles mesmos!

Dmitri Gadelha

Louco pra ter meu Terra Devastada impresso em mãos!

Terra Devastada lança nova versão de testes!

Olá amigos RPGistas! Trago boas novas para os fãs do gênero zumbi. O maior, melhor e único RPG nacional de apocalipse zumbi, o Terra Devastada, escrito e ilustrado por nosso parceiro John Bogéa, acaba de lançar uma nova versão resumida. Uma versão um pouco mais enxuta e objetiva, mas com algumas novidades que surgiram a partir do feedback dado pelos grupos de playtest que se formaram Brasil afora. E, diga-se de passagem, o grupo Vila do RPG tem orgulho de participar dessa lista.

A nova versão possui apenas 12 páginas. Pouco, é verdade, mas o texto cumpre fielmente seu propósito: apresentar as poucas e ágeis regras de TD e introduzir os jogadores ao cenário. A mecânica do sistema se mantém a mesma, mas houve algumas adições e mudanças nas regras, como a introdução dos “Trunfos”. Outra interessante novidade trazida por essa nova versão é um breve histórico da infecção zumbi e da hecatombe mundial que se seguiu ao “Dia Z”. Muito foda!

Se você quizer conferir minha resenha da versão de testes anterior, clique AQUI. Para mais informações e novidades sobre o processo criativo de TD, visite o blog oficial do jogo. Ou, se você acha que tem colhões para sobreviver nessa Terra Devastada, clique na imagem abaixo e faça o download da nova versão quick start!

Você sobreviveria a um apocalipse zumbi?

Dmitri Gadelha

Preparando um cenário de Terra Devastada que mistura The Walking Dead, Lost e Tropa de Elite!!!

Last Night On Earth: The Zombie Game!

Caixa do Jogo
Obra de Arte!

Olá galera! Meu nome é Felipe Maciel e sou do JogaFortal, grupo de amantes de boardgames, de Fortaleza. Fui convidado pela galera do Vila do RPG para trazer a vocês dicas de boardgames, infelizmente, pouco conhecidos no cenário nacional, porém espetacutalares! Preparem-se para adentrar num novo mundo! Longe do War! Bom, vamos lá…

O que você faria se essa fosse sua última noite na Terra? E se você descobrisse que existem zumbis vagando, sedentos em busca de cérebros? Você fugiria ou lutaria? Iria para a igreja rezar ou para a loja de armas? Pois é meus amigos, essa é a premissa de um dos boardgames mais hype do momento, Last Night On Earth (LNoE). Uma verdadeira febre, esse jogo arrasta multidões por onde passo.

Definitivamente o gênero zumbi está na moda. Bons exemplos dessa infestação são  o seriado The Walking Dead, o jogo Left 4 Dead e o filme Zombieland, além do RPG nacional Terra Devastada. Quem não gosta de matar zumbis? É fácil! Eles já estão mortos mesmo!

LNoE se passa em uma pacata cidade do interior dos EUA, que do nada se viu repleta de zumbis. O caos toma conta e seus moradores precisam fazer o que for necessário para sobreviver!  Vale até mesmo amarrar dinamites no seu cachorro, soltá-lo no meio da horda de zumbis e meter bala! Tudo pela (sua) sobrevivência!

O jogo consegue capturar com perfeição esse ambiente e os jogadores se sentem muitas vezes em pânico, acuados por tantos zumbis. Sim, eles são muitos! LNoE é um jogo semi-cooperativo, onde, de um lado  um ou dois jogadores irão representar os zumbis e do outro lado, um a quatro, os heróis. O interessante do jogo é que cada partida tem um objetivo diferente, pois, no inicio são escolhidos os cenários que vão desde “apenas” matar quinze zumbis a salvar a população da cidade (nobre gesto).  Um detalhe importante é que esse objetivo precisa ser cumprido até o anoitecer! Senão… zombies wins!

Vem até CD de trilha sonora!

O clima de uma partida é tenso. Os heróis precisam matar os zumbis e ao mesmo tempo procurar itens que os ajudem tanto a sobreviver como a cumprir o objetivo do cenário. Itens esses que vão desde escopetas e serras elétricas a rosários e livros. O segredo do jogo é achar um equilíbrio entre sobreviver e não perder o foco da missão! Um ponto forte do jogo são os eventos, que são representados por cartas que alteram o curso da partida, dando um clima de suspense, pois são reveladas somente no momento certo. Quem não gostaria de usar uma carta chamada Somente um Arranhão quando fosse perder seu último ponto de vida? Simples, algum herói sortudo!

O jogo se desenvolve da seguinte forma: os zumbis jogam (movendo e atacando) e depois os heróis. Quando voltar para a vez dos zumbis, um turno se passou e o marcador é alterado. Isso gera uma tensão enorme no momento que heróis vêem o tempo passando e a situação permanecendo crítica!

Dados, muitos dados. A sorte no jogo é um fator crucial, entretanto, ela pode ser minimizada com o uso de eventos e itens, uma vez que se ganha bônus com os tais. Um bom exemplo é a carta , que adiciona um dado a mais para um herói. Legal hein? Mas sabe o que é mais legal? Ser zumbi e usar uma carta Perca a Fé! Chupa essa manga!

Minhas miniaturas depois de pintadas!

A qualidade do jogo é F-E-N-O-M-E-N-A-L. Palmas para Jason C. Hill, criador do jogo. O material é super resistente e o design é impecável. As miniaturas e a utilização de atores deram um clima super realístico ao jogo. Muitos me perguntam se veio de um filme! Quem sabe um dia não vire um?

O jogo já conta com várias expansões, que vão desde apenas novos cenários, heróis adicionais e cartas a alterações na mecânica, visando equilibrar o jogo e dar mais opções para ambos os lados. Recomendo a você interessado, comprar logo junto as expansões Growing Hunger e Survival Of The Fittest, que melhoram muito o jogo!

Bom, acredito que deu pra ter uma noção do clima do jogo, para conferir de perto basta comparecer a um dos encontros semanais do grupo Vila do RPG aos sábados na Livraria Feira do Livro e terei o prazer de vos matar! No bom sentido… Deu pra notar que só jogo de zumbi né?. Abraços e até a próxima!

Felipe Maciel

Resenha: Terra Devastada – Resumo de Regras

RPG de apocalipse zumbi “made in Brazil”

Não é novidade que os zumbis invadiram a cultura pop pra ficar. Das HQs aos videogames, passando pelo cinema e séries de televisão. Praticamente todo mundo já assistiu um filme/série/desenho ou leu um gibi/livro/conto onde zumbis foram estrelas ou figurantes, ora caminhando a passos trôpegos, ora correndo freneticamente, mas sempre famintos pela carne dos vivos. Eu, como bom nerd e fã do gênero, acompanho várias dessas mídias, algumas inclusive mais alternativas, que não costumam figurar nos holofotes da mídia de massas.

É nessa categoria que incluímos nosso tão amado RPG, que me surpreendeu recentemente com um projeto abordando a temática apocalipse zumbi. Trata-se, meus amigos, do Terra Devastada, RPG nacional da Casa de Plástico Game Design. Atualmente em fase de desenvolvimento e playtest, Terra Devastada já demonstra ser bastante promissor e inovador. Logo de cara, além da temática (e de ser um produto nacional), o que me atraiu no sistema foi a total ausência dos tradicionais atributos e perícias que todo RPG “normal” tem. “Mas como é que isso pode funcionar?”, você com certeza deve estar se questionando no momento. Pois bem, meu camarada RPGista, eu também pensei a mesma coisa quando li as primeiras informações sobre o Terra Devastada. Mas tenhamos paciência e vamos  analisar a versão de testes que foi disponibilizada pelos designers do jogo em seu blog oficial.

Tá servido?

A primeira coisa que costuma nos chamar a atenção em um livro de RPG é sua aparência, o layout do texto e as ilustrações. Nesses três quesitos, podemos dizer que Terra Devastada conseguiu se sair muito bem, apesar de estarmos falando de uma versão beta. As imagens de John Bogéa retratam de maneira fidedigna a atmosfera caótica e imunda de um apocalipse zumbi. Algumas ilustrações chegam a evocar verdadeira repulsa do leitor, como algumas que ilustram esse post. Algo que também me chamou a atenção foi a referência da fonte utilizada nos títulos e tópicos ao estilo de letra usada nos filmes de George A. Romero. Uma homenagem ao pai do Gênero Z que todos os fãs de carteirinha irão notar.

O primeiro capítulo do livro, intitulado Inferno na Terra, nos apresenta o cenário através dos olhos de um cidadão comum, como eu e você. O angustiante conto introdutório, situado no interior do Amapá, narra a trajetória de um funcionário público diante dos primeiros sinais do fim do mundo. A organização do texto em trechos de diário nos insere ainda mais na mente do protagonista, ao mesmo tempo que já vai construindo de forma envolvente a atmosfera de uma história de Terra Devastada. Mais um ponto para a equipe de designers. Seguindo livro adentro, o capítulo dois, Conceitos Primordiais, explica brevemente ao leitor o que é Role-Playing Game e nos apresenta os elementos básicos do sistema de Terra Devastada. Algo bem didático e simples, que qualquer iniciante no nosso hobby  irá assimilar facilmente.

O capítulo seguinte, Características de Personagem, é dedicado à explicação do processo de criação de personagens. E é aqui que está a grande sacada dos criadores do jogo. Simplesmente não existem listas de atributos ou perícias. Tudo fica à cargo da imaginação dos jogadores. Cada personagem dispõe de doze características descritivas (físicas, sociais, mentais, etc.), que os jogadores devem criar de forma espontânea, sempre mediante aprovação do Narrador, é claro. São termos como “Amor pelo filho”, “Bom de briga”, Rosto bonito”, “Computação”, “Ódio por zumbis”, “Pesadelos constantes” e “Corpo fora de forma”. Cada característica pode ser encarada como uma vantagem ou desvantagem, de acordo com a situação em que o personagem se encontrar. É interessante notarmos que tudo fica ligado à construção do background do personagem, sua personalidade e motivações, sem a menor preocupação com toneladas de regras que já estamos acostumados a ver em outros RPGs por aí. Para um jogador iniciante, isso pode soar um pouco como liberdade exagerada, mas tenho certeza que jogadores mais experientes, que já se cansaram de combos mirabolantes e se preocupam mais com a narrativa irão gostar bastante.

A mecânica do sistema é explorada no capítulo Resolução de Conflitos, que nos apresenta as regras de Terra Devastada. Basicamente, todos os testes são resolvidos somando ou subtraindo 1d6 para cada característica envolvida em uma determinada ação do personagem e de uma chance natural da ação dar certo ou errado (o dado natural). Para ser bem-sucedido no teste, basta que um número par seja obtido em pelo menos um dado da rolagem. Algumas tarefas mais difíceis precisam de mais sucessos, chamados de pontos de desempenho. Fatores emocionais e motivacionais do personagem influenciam essas rolagens de dados, alterando o total de dados de -3d a +3d, de acordo com as situações envolvidas na narrativa, como a convicção e horror do personagem. Tomarei a liberdade de trancrever um breve trecho do livro, para tornar mais claro a simplicidade e funcionalidade do jogo:

Oooooohhhhhhhhh…

Por exemplo: Felipe possui as características “Amor pelo filho”, “Bom de briga”, “Rosto bonito”, “Computação”, “Ódio por Zumbis”, “Pesadelos constantes” e “Corpo fora de forma”. Ele flagra um grupo de zumbis acuando seu filho em um beco e imediatamente parte para o combate. Mesmo desarmado, não vai deixar o filho ser devorado pelos zumbis nem que isso signifique morrer lutando. Neste caso, as características relevantes para esta cena são: “Amor pelo filho”, “Bom de briga”, “Ódio por Zumbis” e “Corpo Fora de Forma”, dentre essas características relevantes, somente três delas são vantajosas em relação à cena, são elas “Amor pelo filho”, “Bom de briga” e “Ódio por Zumbis”. Uma delas é desvantajosa, o “Corpo Fora de Forma”. Sendo assim, Felipe ganhou 3d pelas características vantajosas (1d por cada uma) e perdeu 1d por conta da desvantagem. Totalizando 2d só de características. Ele adiciona mais o 1d natural tendo como montante de dados final para esse teste um total de 3d.

Mais uma vez aqui podemos perceber o quanto é a história que determina a matemática do jogo, e não o contrário. Essa simplicidade pode parecer, à primeira vista, uma falha ou deficiência de Terra Devastada. Mas muitos famosos sistemas de RPG pecam pelo exagero de regras. Um retorno à simplicidade pode ser uma boa alternativa para iniciantes que não estão dispostos a engolir centenas de páginas antes de começar a jogar e também para veteranos que lamentam ver o RPG se transformando cada vez mais em contas e cálculos.

O capítulo final dessa versão beta de Terra Devastada, Sociedade dos Mortos, traz uma breve descrição da natureza de um morto-vivo. Somos apresentados às seis estapas da infestação zumbi e seus efeitos físicos e mentais sobre os seres humanos. E também ao sofrimento e desespero que se abate sobre uma vítima dessa infestação incurável. Contamos ainda com dois exemplos de zumbis prontos para devorarem a carne dos nossos personagens, além é claro, da própria planilha de personagem jogador.

Enfim, meus amigos, essa foi minha análise do jogo mediante a leitura da versão de testes. Creio que Terra Devastada ainda irá amadurecer um bocado antes de chegar ao mercado. Agora virá a parte divertida, que é reunir meus companheiros de grupo e jogar. Estou realmente empolgado e espero que as regras funcionem tão bem na minha mesa de jogo quanto funcionam no papel. E espero também, obviamente, que esse projeto em breve esteja disponível nas prateleiras das lojas de RPG por todo o Brasil.

Para aqueles que se empolgaram com essa resenha e desejam conhecer mais  sobre o sistema e o cenário de Terra Devastada, visitem seu blog oficial no endereço http://terradevastada.blogspot.com/. Ou ainda, se desejam vocês mesmos ler o material de Terra Devastada, é só dar um click na imagem abaixo e fazer o download. Tenho certeza que, para os fãs do gênero apocalipse zumbi e também do bom e velho roleplay, Terra Devastada é uma ótima pedida!

Terra Devastada - Resumo de Regras

Dmitri Gadelha

Assitindo (e lendo) Walking Dead, jogando Left 4 Dead e quase virando um Undead!

Esse post foi escrito ao som de Disturbed – Down With Sickness